Jovens profissionais de colarinho branco na China estão deixando empregos corporativos em megacidades para viver em cidades menores e mais baratas. A combinação de burnout pela cultura de trabalho intensa, uma economia deflacionária que torna um estilo de vida de baixos custos sustentável e um mercado de trabalho urbano em deterioração – onde o esforço não garante mais recompensa – está por trás desse movimento. Veja como essas forças se conectam.
O Estopim do Burnout: Por que Jovens Estão Rejeitando a 'Corrida dos Ratos'
A história de Alice Zheng é representativa. Após cinco anos como analista de crédito em um banco em Shenzhen, ela pediu demissão em 2021, citando longas jornadas, hierarquias corporativas rígidas e exaustão física e emocional. Hoje, ela vive em Mengzi, na província de Yunnan, e em Jiujiang, sobrevivendo com economias e trabalhos freelances eventuais como professora de inglês. Ela faz parte do movimento 'lying flat' (tang ping), uma rejeição à competição excessiva e ao consumismo que cresce desde 2021 ![]()
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A rejeição à escalada na carreira é hoje generalizada. Uma pesquisa de 2025 da Zhaopin e da Universidade de Pequim constatou que 68% dos profissionais urbanos de 22 a 30 anos evitam ativamente empregadores que anunciam ambientes de 'alta resiliência' ou 'ritmo acelerado'
. Jovens trabalhadores agora buscam por 'horário flexível' e 'sem mensagens no fim de semana' em vez de promoções
. Quase 60% dos trabalhadores com 30 anos ou menos recusam cargos de gestão .