SHA-2 e BLAKE2s pertencem à família de assinaturas baseadas em hash (ex.: SPHINCS+, XMSS), que são amplamente aceitas como resistentes a quantum pelo NIST e pela comunidade criptográfica. O roteiro Lean Ethereum inclui a substituição das assinaturas BLS pelo leanXMSS — um esquema de assinatura baseado em hash stateful, construído sobre hashes tradicionais — como a principal alternativa pós-quântica para os validadores do Ethereum . Usar hashes bem analisados e padronizados, em vez de uma construção artesanal amigável a SNARKs, significa que as suposições de segurança pós-quântica são respaldadas por décadas de escrutínio criptoanalítico, reduzindo a dependência da margem de segurança comparativamente não testada do Poseidon
.
A mudança foi possibilitada por dois designs inovadores de SNARK:
Binius — Um SNARK construído sobre torres de extensão de campos binários (campos GF(2)). Seu design se alinha naturalmente com as operações bit a bit que as funções hash tradicionais (SHA-256, Keccak-256) exigem, eliminando a sobrecarga de incorporação que antes tornava a prova delas custosa. Isso torna o Binius exclusivamente adequado para verificar criptografia simétrica clássica dentro de SNARKs .
Flock — Um SNARK baseado em hash para prova em lote extremamente rápida de avaliações de hash criptográfico padrão (SHA-256, Keccak, BLAKE3). O Flock prova lotes do mesmo circuito R1CS com ganhos massivos de taxa de transferência, permitindo que os novos designs de SNARK processem 1 milhão de provas por segundo em um único núcleo de laptop .
Juntos, eles eliminam a necessidade de hashes amigáveis a SNARKs: hashes padrão agora podem ser provados com a mesma eficiência que o Poseidon, e a comunidade pode "avançar rapidamente para STARKs" usando primitivas tradicionais e testadas em batalha .
O "Strawmap" da Fundação Ethereum (publicado pela equipe de Arquitetura) delineia aproximadamente sete forks até 2029, um a cada seis meses . Os marcos principais dos anúncios mais recentes:
Essas datas permanecem preliminares; cada alteração de protocolo ainda exigirá implementação, teste e acordo na comunidade Ethereum antes da ativação.
A mudança cria pressões operacionais concretas para bancos, custodiantes e serviços de staking institucionais:
O programa de criptoanálise de US$ 1 milhão da Fundação Ethereum para o Poseidon foi pausado em 1º de agosto de 2026 , sinalizando que a atenção da comunidade criptográfica já mudou para as novas primitivas baseadas em hash. Para desenvolvedores e instituições que constroem no Ethereum, a mensagem é clara: o futuro pós-quântico roda em SHA-2, BLAKE2s e nos designs de SNARK que os tornaram viáveis.