Na prática, isso pode fazer com que funcionários tenham dificuldade para encontrar informações, que conhecimentos importantes da organização fiquem pouco acessíveis e que processos baseados em conhecimento continuem dependendo de trabalho manual. A plataforma da amber foi projetada para conectar essas fontes e torná-las utilizáveis por sistemas de IA, em vez de deixar cada aplicativo funcionando como um silo isolado de dados.
No centro da plataforma está a AI Data Layer, camada proprietária de dados de IA da amber. Segundo a empresa e as reportagens sobre a rodada, ela conecta conhecimentos presentes em:
A proposta não é apenas indexar arquivos. A camada organiza as informações e acrescenta contexto organizacional, ajudando a IA a identificar relações entre diferentes partes do conhecimento corporativo antes de usá-las para responder a perguntas ou apoiar tarefas.
Para os funcionários, isso poderia representar uma forma mais prática de consultar informações internas do que pesquisar separadamente em várias ferramentas. Entre os casos de uso citados estão a preservação do conhecimento institucional, o apoio à integração de novos funcionários, a localização de respostas e a automação de processos intensivos em conhecimento.
Esses são objetivos declarados da plataforma, e não uma comprovação de que toda implementação produzirá os mesmos resultados. Os anúncios do investimento descrevem a direção do produto e seus casos de uso, mas não apresentam avaliações independentes de desempenho sobre precisão, tempo de integração ou automação de fluxos de trabalho.
A ambição de longo prazo da amber é ir além dos fluxos que só começam quando um usuário faz uma pergunta ou inicia uma tarefa. A empresa quer criar sistemas capazes de compreender o contexto da organização e a intenção do usuário, identificar tarefas relevantes de forma proativa e, no futuro, executá-las de maneira autônoma.
Essa visão torna a camada de dados estrategicamente importante. Um sistema de IA não consegue atuar de forma confiável em diferentes processos empresariais se não puder determinar quais informações estão relacionadas, o que elas significam dentro de uma organização específica e como se conectam ao pedido do usuário. Por isso, a abordagem da amber começa por preparar e contextualizar o conhecimento da empresa antes de aplicá-lo a buscas, assistência ou execução de fluxos de trabalho.
A diferença é relevante para as PMEs. A proposta de valor não se resume a oferecer acesso a um modelo mais avançado, mas a criar uma base que permita disponibilizar o conhecimento já existente na empresa para a IA de forma estruturada e contextualizada.
A amber afirma que o novo capital financiará quatro prioridades principais:
A rodada dá à amber mais recursos para avançar em sua estratégia voltada às PMEs e expandir para além de sua base em Aachen. Também conecta o trabalho de curto prazo — integrar e organizar o conhecimento empresarial — ao objetivo mais amplo de criar uma IA de negócios mais proativa e autônoma.
A amber aposta que o próximo grande desafio da IA empresarial não está apenas na capacidade dos modelos. Está também no conhecimento fragmentado e pouco conectado de que esses modelos precisam para funcionar dentro de uma empresa específica.
Sua AI Data Layer foi criada para conectar esse conhecimento entre os sistemas usados no dia a dia, organizá-lo e fornecer contexto organizacional. Agora, a empresa levantou € 7 milhões com a Ventech e a NRW.Venture para expandir pela Europa, aprimorar a plataforma e avançar em direção a uma IA capaz de apoiar — e, futuramente, iniciar e concluir — mais fluxos de trabalho intensivos em conhecimento.