Isso não significa que a situação tenha sido idêntica em toda a linha de frente. Algumas reportagens descreveram uma redução de ataques de grande escala ou a ausência de grandes ofensivas em certos momentos, mesmo enquanto Rússia e Ucrânia acusavam uma à outra de quebrar a trégua . A leitura mais cautelosa é que a pausa nunca se consolidou como uma suspensão estável e aceita pelas duas partes.
Autoridades ucranianas disseram que drones, bombas e artilharia russos atingiram áreas civis nas regiões de Kharkiv, no nordeste, e Kherson, no sul, na segunda-feira, matando pelo menos duas pessoas e ferindo outras sete . Outra reportagem informou que um menino de 14 anos estava entre os feridos
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, também afirmou que a Rússia não estava respeitando o cessar-fogo e que nem sequer estava tentando fazê-lo de forma séria .
Moscou apresentou a versão oposta. O Ministério da Defesa da Rússia acusou a Ucrânia de cometer mais de 1.000 violações do cessar-fogo, segundo reportagens que citaram a mídia estatal russa . Outros relatos já descreviam a pausa mediada pelos EUA como sob forte pressão no segundo dia, com os dois lados acusando o adversário de ataques durante o fim de semana
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As reportagens citadas não estabelecem uma contagem consensual de violações nem determinam quem teria rompido o acordo primeiro. O que elas mostram é que os dois governos já tratavam a trégua como contestada antes mesmo do fim do prazo .
O fim do cessar-fogo não aciona nada por si só. Sem um passo diplomático concreto — uma prorrogação formal, um novo acordo, conversas anunciadas ou progresso visível na troca de 1.000 por 1.000 prisioneiros — as informações disponíveis apontam para a continuidade da guerra e da disputa de narrativas entre Rússia e Ucrânia .