O peso mexicano foi o grande perdedor do dia na região, registrando uma queda de 1,2% — a maior desvalorização diária em mais de uma semana . O real brasileiro também sentiu o impacto, caindo cerca de 0,8% na véspera da decisão de juros do Banco Central do Brasil
. Os pesos chileno e colombiano acompanharam a tendência de baixa. O índice MSCI que reúne as moedas latino-americanas caiu 0,6% no dia, enquanto o índice de ações da região perdeu 0,9%
.
O movimento de vendas não se restringiu à América Latina. O índice MSCI de ações de mercados emergentes registrou uma queda de 2,1% na semana . O motivo é claro: a combinação de juros americanos mais altos (ou com perspectiva de alta) e um dólar mais forte drena o capital de ativos considerados de maior risco, como os de países emergentes, em direção aos títulos do tesouro dos EUA (Treasuries), considerados porto seguro.
Em meio ao pessimismo geral, a Argentina emergiu como a grande exceção. O índice S&P Merval, principal referência da bolsa de Buenos Aires, subiu 1,14% no dia 17 de junho, fechando aos 3.291.883 pontos . O desempenho lhe rendeu o título de 'mercado mais resiliente da América Latina'
. Esse movimento de 'descolamento' em relação ao resto da região é atribuído ao forte ímpeto local impulsionado pela agenda de reformas do governo do presidente Javier Milei, que tem gerado um entusiasmo que, por enquanto, supera os ventos contrários globais
. O Merval já acumula um ganho impressionante de 61,5% nos últimos 12 meses
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