Sob um calor sufocante de verão norte-americano — que obrigou a arbitragem a adotar as já famosas pausas para hidratação —, o Egito foi quem mais criou perigo na etapa inicial . Mohamed Salah, no dia do seu 34º aniversário, foi peça-chave no lance que abriu o marcador
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Aos 19 minutos, o craque egípcio encontrou Emam Ashour na entrada da área. O camisa 20 dominou e soltou uma bomba de pé direito, indefensável para o goleiro Thibaut Courtois. A bola morreu no canto inferior direito, explodindo a torcida em Seattle. Foi o primeiro gol do jogador pela seleção principal .
A vantagem parcial premiou o melhor futebol do Egito e durou até a metade do segundo tempo, forçando uma atitude do técnico belga, Rudi Garcia.
Aos 21 minutos da etapa final, com o placar ainda em 1 a 0, o treinador chamou Romelu Lukaku. O efeito foi imediato e devastador para o Egito. Apenas 22 segundos depois de pisar no gramado, o atacante fez uma corrida fulminante em direção à pequena área para tentar alcançar um cruzamento rasteiro de Thomas Meunier. Sob forte pressão, o defensor Mohamed Hany tentou cortar o lance e, tragicamente para sua equipe, tocou a bola para dentro da própria meta. Estava decretado o empate .
Várias análises definiram a contribuição de Lukaku como uma "mera presença" capaz de mudar a dinâmica da partida instantaneamente, transformando um jogo que parecia caminhar para uma vitória egípcia .
Na reta final, a Bélgica foi para cima em busca da virada, com Kevin De Bruyne e Jérémy Doku exigindo trabalho da defesa egípcia, mas os Faraós conseguiram segurar o resultado que, no fim das contas, teve um sabor ambíguo de ponto conquistado e vitória perdida .
A partida disputada refletiu-se nos números. A Bélgica teve uma ligeira vantagem na posse de bola, mas a igualdade nas principais estatísticas de ataque justificou o empate.
O apito final trouxe emoções contrastantes.
Para o Egito, a frustração era palpável. A equipe havia sido superior durante longos períodos e esteve a poucos minutos de um resultado histórico, aniquilado por um infeliz gol contra. A espera pela primeira vitória em Copas do Mundo — um tabu que já dura várias edições — seguiu como o principal tema da análise egípcia no pós-jogo .
Já para a Bélgica, o sentimento foi de alívio e gratidão pelo impacto fulminante de seu centroavante. Embora a atuação coletiva tenha deixado a desejar, a capacidade de Lukaku de decidir instantaneamente foi justamente exaltada como o fator que evitou uma derrota na estreia. A aposta de Rudi Garcia se pagou, mas as dúvidas sobre a fluidez do time contra defesas bem postadas permanecem .
Com o resultado, o Grupo G começa completamente embolado, com ambas as seleções somando um ponto em um confronto direto que era apontado como crucial pela liderança da chave . O Egito tira confiança da boa apresentação, enquanto a Bélgica sabe que precisará jogar muito mais para pensar em voos mais altos no torneio.