A cabeça de chave número 8 e 8ª do mundo não se deixou abalar pela ocasião. Andreeva foi precisa, quebrando o saque de Chwalińska quatro vezes apenas no primeiro set . Ela dominou os rallies do fundo de quadra e nunca foi seriamente ameaçada, vencendo 34 dos 54 pontos disputados no saque da adversária durante toda a partida . Teve um breve momento de nervosismo ao tentar sacar para o jogo, mas uma última backhand devolveu a calma e garantiu o título .
A dominância de Andreeva foi constante em todo o torneio. Ela perdeu apenas um set em sete jogos . Na semifinal, ela desmantelou a ucraniana Marta Kostyuk por 6-1 e 6-3, encerrando uma sequência de 17 vitórias consecutivas de Kostyuk .
A vitória rendeu a Andreeva o maior prêmio de sua jovem carreira. Como campeã, ela levou para casa € 2,8 milhões (aproximadamente R$ 16,8 milhões) . Para Chwalińska, o prêmio de vice-campeã, € 1,4 milhão (aproximadamente R$ 8,4 milhões) , representa uma quantia que muda sua vida, especialmente para uma jogadora que acumulou cerca de US$ 861 mil (R$ 4,3 milhões) em toda a sua carreira, lutando em torneios de categorias inferiores .
| Fase | Premiação |
|---|---|
| Campeã (Andreeva) | € 2.800.000 |
| Vice-campeã (Chwalińska) | € 1.400.000 |
| Semifinalista | € 750.000 |
| Quartas de final | € 470.000 |
(Fonte: organizadores do torneio )
Maja Chwalińska chegou a Paris ocupando a 114ª posição no ranking mundial e com apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam (Wimbledon 2022) no currículo . Ela saiu de Roland Garros como a segunda classificada (qualifier) na Era Aberta a alcançar uma final de Grand Slam, depois de Emma Raducanu no US Open de 2021 . Chwalińska venceu nove partidas consecutivas, três no qualifying e seis na chave principal, para chegar até a final. Pelo caminho, derrotou a campeã olímpica Zheng Qinwen e a cabeça de chave número 23 Elise Mertens em sets diretos, as primeiras vitórias contra jogadoras do top 50 de sua carreira .
Sua história de vida cativou todos que estavam no complexo de Roland Garros. Chwalińska é filha de um mineiro de carvão de Dąbrowa Górnicza, no sul da Polônia . Ela se afastou do esporte após uma derrota na primeira rodada do qualifying de Wimbledon em 2021, revelando mais tarde que lutava contra uma depressão severa desde o final de 2019. Em seu pior momento, disse que se sentia "sem vida" e "não conseguia mais sair da cama" . Uma cirurgia no joelho em 2022 complicou ainda mais seu retorno, mas ela lentamente reconstruiu seu ranking, que havia caído para a 523ª posição .
Durante o torneio, ela admitiu que não havia reservado hotel para a segunda semana, pois não esperava passar da primeira . Quando juvenil, em 2017, fez parceria com uma então desconhecida Iga Świątek para chegar à final de duplas femininas do Australian Open; enquanto Świątek se tornava uma estrela global, Chwalińska desapareceu nas margens do esporte até esta primavera .
A chave de simples femininas se desenrolou em meio ao cenário da guerra na Ucrânia. Jogadores russos e bielorrussos competiram sob status neutro, sem bandeiras nacionais em materiais oficiais . A tensão política ficou mais evidente nas semifinais.
A adversária de Andreeva, a ucraniana Marta Kostyuk, é uma das críticas mais veementes à participação de russos no esporte. Kostyuk já se recusou a cumprimentar adversárias russas após as partidas. O confronto entre a adolescente russa e a estrela ucraniana na Philippe-Chatrier carregava um simbolismo inegável, embora o tênis em si tenha sido de um lado só. Andreeva a venceu por 6-1 e 6-3, encerrando o bom momento de Kostyuk e avançando sem incidentes .
Na final, Andreeva enfrentou uma adversária polonesa. A Polônia tem sido uma aliada crucial da Ucrânia e um centro para refugiados ucranianos desde a invasão. A combinação de cenários geopolíticos — uma campeã russa derrotando uma semifinalista ucraniana e uma finalista polonesa — adicionou camadas a uma campanha já histórica, sem que houvesse confronto aberto na quadra .
Com 19 anos e 1 mês, Andreeva é a campeã de simples feminina mais jovem de Roland Garros em 34 anos . Ela já havia mostrado seu potencial no saibro dois anos antes com uma campanha de semifinalista, e o título de 2026 confirma que aquele lampejo não foi um acaso. O mundo do tênis agora a observará de perto em Wimbledon, com um troféu de Grand Slam e a clara expectativa de que mais virão.
A cabeça de chave número 8 e 8ª do mundo não se deixou abalar pela ocasião. Andreeva foi precisa, quebrando o saque de Chwalińska quatro vezes apenas no primeiro set . Ela dominou os rallies do fundo de quadra e nunca foi seriamente ameaçada, vencendo 34 dos 54 pontos disputados no saque da adversária durante toda a partida . Teve um breve momento de nervosismo ao tentar sacar para o jogo, mas uma última backhand devolveu a calma e garantiu o título .
A dominância de Andreeva foi constante em todo o torneio. Ela perdeu apenas um set em sete jogos . Na semifinal, ela desmantelou a ucraniana Marta Kostyuk por 6-1 e 6-3, encerrando uma sequência de 17 vitórias consecutivas de Kostyuk .
A vitória rendeu a Andreeva o maior prêmio de sua jovem carreira. Como campeã, ela levou para casa € 2,8 milhões (aproximadamente R$ 16,8 milhões) . Para Chwalińska, o prêmio de vice-campeã, € 1,4 milhão (aproximadamente R$ 8,4 milhões) , representa uma quantia que muda sua vida, especialmente para uma jogadora que acumulou cerca de US$ 861 mil (R$ 4,3 milhões) em toda a sua carreira, lutando em torneios de categorias inferiores .
| Fase | Premiação |
|---|---|
| Campeã (Andreeva) | € 2.800.000 |
| Vice-campeã (Chwalińska) | € 1.400.000 |
| Semifinalista | € 750.000 |
| Quartas de final | € 470.000 |
(Fonte: organizadores do torneio )
Maja Chwalińska chegou a Paris ocupando a 114ª posição no ranking mundial e com apenas uma vitória em chave principal de Grand Slam (Wimbledon 2022) no currículo . Ela saiu de Roland Garros como a segunda classificada (qualifier) na Era Aberta a alcançar uma final de Grand Slam, depois de Emma Raducanu no US Open de 2021 . Chwalińska venceu nove partidas consecutivas, três no qualifying e seis na chave principal, para chegar até a final. Pelo caminho, derrotou a campeã olímpica Zheng Qinwen e a cabeça de chave número 23 Elise Mertens em sets diretos, as primeiras vitórias contra jogadoras do top 50 de sua carreira .
Sua história de vida cativou todos que estavam no complexo de Roland Garros. Chwalińska é filha de um mineiro de carvão de Dąbrowa Górnicza, no sul da Polônia . Ela se afastou do esporte após uma derrota na primeira rodada do qualifying de Wimbledon em 2021, revelando mais tarde que lutava contra uma depressão severa desde o final de 2019. Em seu pior momento, disse que se sentia "sem vida" e "não conseguia mais sair da cama" . Uma cirurgia no joelho em 2022 complicou ainda mais seu retorno, mas ela lentamente reconstruiu seu ranking, que havia caído para a 523ª posição .
Durante o torneio, ela admitiu que não havia reservado hotel para a segunda semana, pois não esperava passar da primeira . Quando juvenil, em 2017, fez parceria com uma então desconhecida Iga Świątek para chegar à final de duplas femininas do Australian Open; enquanto Świątek se tornava uma estrela global, Chwalińska desapareceu nas margens do esporte até esta primavera .
A chave de simples femininas se desenrolou em meio ao cenário da guerra na Ucrânia. Jogadores russos e bielorrussos competiram sob status neutro, sem bandeiras nacionais em materiais oficiais . A tensão política ficou mais evidente nas semifinais.
A adversária de Andreeva, a ucraniana Marta Kostyuk, é uma das críticas mais veementes à participação de russos no esporte. Kostyuk já se recusou a cumprimentar adversárias russas após as partidas. O confronto entre a adolescente russa e a estrela ucraniana na Philippe-Chatrier carregava um simbolismo inegável, embora o tênis em si tenha sido de um lado só. Andreeva a venceu por 6-1 e 6-3, encerrando o bom momento de Kostyuk e avançando sem incidentes .
Na final, Andreeva enfrentou uma adversária polonesa. A Polônia tem sido uma aliada crucial da Ucrânia e um centro para refugiados ucranianos desde a invasão. A combinação de cenários geopolíticos — uma campeã russa derrotando uma semifinalista ucraniana e uma finalista polonesa — adicionou camadas a uma campanha já histórica, sem que houvesse confronto aberto na quadra .
Com 19 anos e 1 mês, Andreeva é a campeã de simples feminina mais jovem de Roland Garros em 34 anos . Ela já havia mostrado seu potencial no saibro dois anos antes com uma campanha de semifinalista, e o título de 2026 confirma que aquele lampejo não foi um acaso. O mundo do tênis agora a observará de perto em Wimbledon, com um troféu de Grand Slam e a clara expectativa de que mais virão.