Outras ciclistas também caíram ao tentar desviar de Žigart, que permaneceu imóvel na pista . Ela foi imediatamente atendida pela equipe médica da prova e pelo médico de sua equipe antes de ser transferida para o hospital
.
Žigart sofreu uma fratura na mandíbula (fratura mandibular), confirmada por sua equipe, a AG Insurance-Soudal . Exames mostraram que não houve outras lesões além da fratura na mandíbula
. Relatos também indicaram que ela sofreu escoriações faciais e perdeu alguns dentes, além de ser avaliada para uma possível concussão
. Ela foi considerada em estado estável
.
"Após a queda no quilômetro final da 2ª etapa do Tour de Suisse Feminino, Urška Žigart foi imediatamente atendida pela equipe médica da prova e pelo médico da equipe antes de ser transferida para o hospital para exames complementares", confirmou sua equipe em um boletim médico .
Pogačar soube da queda "pouco antes da largada" da etapa masculina em Locarno, de acordo com o gerente da UAE Team Emirates-XRG, Mauro Gianetti . Ele foi descrito como "abalado"
. "Fui ver a Urska antes da largada, então o tranquilizei de que, felizmente, não era nada sério, mesmo tendo sido uma queda feia, porque foi em alta velocidade, acima de 50 km/h", disse Gianetti
.
Pogačar decidiu correr depois de falar com Žigart e saber que ela estava consciente . Durante a etapa, ele parecia incomumente tenso e visivelmente angustiado — "Tadej Pogačar como nunca antes visto", segundo a mídia italiana
. Ele ficou a apenas quatro segundos da vitória na etapa, terminando em 2º em um final caótico
.
Após a cerimônia de pódio, ele pulou todas as entrevistas à imprensa, entrou em um carro e foi direto para o hospital para ficar ao lado de Žigart . Ele também teve uma breve reação de irritação com um cinegrafista que o filmava durante os momentos de tensão, conforme relatado por vários veículos
.
A queda foi causada diretamente por um quebra-molas colocado no quilômetro final de um circuito de chegada em alta velocidade — um obstáculo urbano que, segundo críticos, não deveria estar em um percurso profissional sem a devida sinalização ou remoção . Vários veículos que cobriram o incidente questionaram explicitamente por que tal obstáculo estava presente no final da prova
.
A UCI (União Ciclística Internacional) já identificou o mobiliário urbano (quebra-molas, extensões de meio-fio, dispositivos de moderação de tráfego) como uma das causas mais comuns de quedas no ciclismo profissional. Em uma análise recente de segurança, o Comitê de Segurança da UCI identificou e analisou 297 incidentes em eventos dos circuitos WorldTour e Women's WorldTour, catalogando 203 causas raiz . O fator contribuinte mais comum foi o erro do ciclista (29%), mas os problemas relacionados à infraestrutura também apareceram com destaque
.
Este incidente se soma a um padrão crescente de quedas graves ligadas a infraestruturas mal sinalizadas ou mal posicionadas. Ele ocorre após a morte de Gino Mäder em 2023 — também no Tour de Suisse — e a morte de Muriel Furrer em 2024 no Campeonato Mundial . A criação da SafeR (SafeRoadcycling), uma entidade independente lançada em 2025 pela UCI e seus principais parceiros, foi uma resposta direta a essa tendência, mas ciclistas e equipes continuam pedindo ações mais imediatas
.
Ciclistas e equipes têm pedido cada vez mais o reconhecimento obrigatório dos percursos, a remoção de obstáculos perigosos nos circuitos de chegada e protocolos de certificação de percurso mais rigorosos pela UCI, especialmente para as provas femininas, que muitas vezes correm nos mesmos circuitos com menos modificações . Os próprios regulamentos da UCI, introduzidos em 2021, exigem que cada organizador de evento tenha um Gerente de Segurança de Evento, mas a presença contínua de quebra-molas não sinalizados nos quilômetros finais sugere que a fiscalização continua inconsistente
.
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