Os principais impasses ameaçam afundar o acordo antes mesmo de ser assinado. A questão mais polêmica é o descongelamento de ativos iranianos: Teerã insiste que seus fundos congelados devem ser tratados como um pré-requisito para qualquer entendimento preliminar, enquanto Trump descartou categoricamente liberá-los por enquanto . A agência de notícias Tasnim, afiliada à Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), classificou a alegação de Trump sobre a suspensão do bloqueio como "unilateral" e ecoou essa exigência
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Outro grande obstáculo é o próprio dossiê nuclear. Embora os EUA apresentem o memorando como uma porta de entrada para novas conversas sobre as ambições nucleares do Irã, Teerã rejeitou publicamente qualquer concessão nuclear ou entrega de urânio. Um funcionário iraniano foi citado declarando que "não estamos assinando nenhum acordo com os EUA", e a mídia estatal alertou que as negociações podem ser canceladas . O vice-presidente JD Vance reconheceu, em 28 de maio, que os negociadores ainda debatiam "alguns pontos de linguagem" e disse que não estava claro se Trump aprovaria a proposta
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As declarações públicas de ambos os lados refletem a incerteza. Trump usou sua rede social, Truth Social, para listar exigências inegociáveis — o Irã nunca deve ter uma arma nuclear, o Estreito de Ormuz deve ser aberto imediatamente e todas as minas removidas — mas não deu nenhuma indicação de sua decisão após a reunião . Vance, falando a repórteres na quinta-feira, disse que EUA e Irã estavam "muito próximos" de um acordo, mas advertiu que detalhes significativos ainda não estavam resolvidos
. Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rebateu afirmando que "nenhum entendimento final" havia sido alcançado e que "ninguém pode dizer que estamos perto de fechar um acordo"
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O impasse tem implicações diretas para os preços globais do petróleo. O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento vital por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. O fechamento contínuo e a ameaça de novos conflitos mantêm uma pressão de alta sobre os custos dos combustíveis. Um memorando assinado proporcionaria uma janela de 60 dias para um acordo de paz mais abrangente, mas, como nem Trump nem o Líder Supremo iraniano, o Aiatolá Mojtaba Khamenei, aprovaram o texto, essa janela permanece mais como uma perspectiva do que uma certeza . Analistas alertam que, sem a aprovação final, o atual alívio é frágil — e um fracasso diplomático poderia fazer os mercados entrarem em parafuso novamente.