Vários expositores da Gamescom 2026, em Colônia, na Alemanha, afirmaram que laptops e outros equipamentos foram furtados de seus estandes durante a madrugada. Os dispositivos continham demos jogáveis, versões inacabadas de jogos e dados pessoais ou empresariais — transformando um dos principais eventos da indústria em um prejuízo sério para desenvolvedores e editoras.
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Quais expositores foram afetados?
Ryan Laley e a demo de Mimic
O desenvolvedor independente Ryan Laley afirmou que todos os laptops de seu estande foram levados. As máquinas armazenavam o jogo de terror e sobrevivência assimétrico Mimic, e a perda fez com que ele encerrasse sua participação na Gamescom antes do previsto. Laley disse ter comunicado o caso à administração do evento, à segurança do local e à polícia.
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Equipamentos da iam8bit
A editora e empresa de merchandising iam8bit informou que dois laptops foram furtados de sua estação na área de negócios, apesar da presença da segurança da Koelnmesse, empresa responsável pelo centro de exposições. Os computadores eram usados para demonstrar Petal Runner e Escape Academy 2. Segundo a iam8bit, o furto interrompeu reuniões já agendadas com a imprensa e criadores de conteúdo, além de colocar builds em desenvolvimento sob risco de vazamento.
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Tessera Studios e The Zibbo Show
A Tessera Studios afirmou que os criminosos arrombaram um armário em seu estande na área indie. Dois laptops e um Steam Deck foram levados, junto com a demo da Gamescom de The Zibbo Show e informações pessoais e corporativas armazenadas nos dispositivos.
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Quantos laptops foram furtados?
O total exato não foi confirmado publicamente. Os relatos com números específicos contabilizam pelo menos quatro laptops — dois da iam8bit e dois da Tessera Studios — além da quantidade não especificada de máquinas levadas do estande de Laley e do Steam Deck da Tessera. Relatos publicados na época estimaram que sete ou oito laptops foram furtados no total.
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Por isso, o mais preciso é falar em uma estimativa de sete a oito laptops, e não em um número definitivo. A contagem foi baseada nos relatos dos expositores afetados, não em um inventário policial divulgado publicamente.
Como Laley recebeu apoio da indústria
A CD Projekt Red se manifestou publicamente pela conta de Cyberpunk 2077 e ofereceu verificar os fictícios “arquivos de equipamentos da Arasaka” para enviar hardware substituto a Laley. A intenção, segundo a mensagem, era evitar que o desenvolvedor precisasse recomeçar do zero.
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O consultor de marketing Indie Game Joe também ajudou Laley a substituir parte do equipamento, de acordo com relatos e agradecimentos posteriores do desenvolvedor. As informações disponíveis não esclarecem exatamente quais dispositivos foram fornecidos nem os termos financeiros desse apoio.
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As iniciativas resolveram uma necessidade imediata, mas não eliminaram o impacto do furto. Laley perdeu as máquinas usadas para apresentar Mimic em um evento com agenda limitada e não pôde continuar sua participação normalmente.
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O que disseram a Gamescom e a Koelnmesse
Os furtos relatados foram encaminhados à polícia, e os organizadores disseram que as investigações estavam em andamento. A área de negócios da Gamescom é restrita a expositores, visitantes profissionais e representantes da imprensa, e não fica aberta ao público geral.
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Segundo os relatos sobre a resposta da organização, a Koelnmesse diferenciou a segurança geral do pavilhão da contratação de uma equipe exclusiva para cada estande. Os expositores teriam sido informados de que uma segurança dedicada poderia ser contratada separadamente e de que a responsabilidade pelo seguro dos equipamentos era deles. Os casos também foram descritos como ocorrências individuais.
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Essa distinção se tornou um dos principais focos das críticas. Expositores e integrantes da comunidade de desenvolvimento argumentaram que o acesso restrito e a expectativa de proteção durante a madrugada criavam uma percepção de segurança mais ampla, especialmente em uma área voltada a negócios. Para os críticos, a resposta dos organizadores acabou transferindo grande parte do ônus financeiro e operacional aos próprios expositores.
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O problema não foi apenas perder alguns laptops
Para uma grande editora, substituir alguns laptops pode ser administrável. Para um desenvolvedor solo ou um pequeno estúdio, a mesma perda pode significar ficar sem o único equipamento capaz de executar uma demo, cancelar reuniões e interromper o desenvolvimento.
Além do hardware, os dispositivos continham materiais que não deveriam sair do estande. Nos casos relatados, as máquinas armazenavam builds de Mimic, Petal Runner, Escape Academy 2 e The Zibbo Show, além de informações pessoais e empresariais. A iam8bit alertou especificamente para o risco de exposição de versões inacabadas.
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Os relatos da Gamescom, portanto, levantaram duas preocupações distintas: o custo imediato de repor os equipamentos e o risco de segurança causado pela saída não autorizada de builds inéditas e dados confidenciais. Embora as investigações policiais tenham sido dadas como em andamento, as informações disponíveis não identificam os responsáveis nem confirmam a recuperação de qualquer equipamento.
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