O foguete decolou às 7h35, pelo horário de Pequim, a partir da Zona-Piloto de Inovação Comercial Espacial de Dongfeng, no noroeste da China. Cerca de 137 segundos depois, os dois estágios se separaram. O segundo continuou em direção à órbita e liberou o Honghu-03, enquanto o primeiro iniciou seu retorno controlado.
Durante a descida, o propulsor acionou os motores para reduzir a velocidade, ativou os sistemas de pouso e abriu as pernas retráteis antes de tocar o solo verticalmente na área de recuperação designada. O local fica no distrito de Minqin, na província de Gansu, a aproximadamente 390 quilômetros do ponto de lançamento.
O resultado foi uma missão de sucesso duplo: entrega de uma carga útil em órbita e recuperação controlada do primeiro estágio em terra.
O feito ocorreu pouco depois da recuperação, em 10 de julho, do primeiro estágio de um Long March-10B. Naquele teste, o veículo retornou a uma plataforma no mar e foi capturado por um sistema baseado em rede depois da separação.
O Zhuque-3 demonstrou uma abordagem diferente. Em vez de depender de um navio de recuperação e de uma rede, o lançador comercial da LandSpace controlou sua descida até uma área em terra e pousou sobre pernas retráteis. As duas missões mostram, portanto, dois conceitos de recuperação em desenvolvimento na China: a captura no mar e o pouso vertical em solo.
O Zhuque-3 é o lançador orbital comercial reutilizável da LandSpace. Seu objetivo não é apenas recuperar um propulsor uma única vez, mas reduzir a quantidade de hardware descartada após cada voo e permitir missões mais frequentes. Essas características podem ser importantes para colocar em órbita grandes constelações de satélites em órbita baixa da Terra.
O veículo tem um núcleo único e dois estágios. A configuração usada no voo é descrita com 66,1 metros de altura, 4,5 metros de diâmetro nos estágios e uma coifa de carga útil com 5,2 metros de diâmetro.
Os dois estágios usam metano líquido e oxigênio líquido como propelentes, e a estrutura principal do foguete é feita de aço inoxidável. No arranjo dos tanques, o reservatório de metano fica acima do tanque de oxigênio líquido — uma configuração associada às exigências estruturais e ao gerenciamento dos propelentes criogênicos.
O primeiro estágio é equipado com nove motores Tianque-12A, ou TQ-12A. Juntos, eles produzem mais de 750 toneladas de empuxo na decolagem. O sistema também foi projetado para realizar múltiplas reignições, necessárias para as manobras de subida, retorno e pouso de um propulsor reutilizável.
O hardware de recuperação do primeiro estágio inclui as pernas de pouso e outros sistemas de controle usados durante o retorno. O pouso bem-sucedido mostra que o propulsor resistiu a um voo orbital e executou a manobra de descida necessária. Isso, por si só, ainda não revela quanto trabalho de inspeção e reforma será necessário antes de um novo lançamento.
Recuperar intacto o primeiro estágio de um foguete orbital é um passo essencial para operações reutilizáveis, mas não equivale a provar que o veículo pode ser reutilizado rapidamente e a baixo custo. Ainda será necessário avaliar o hardware recuperado, calcular as necessidades de reforma e demonstrar que um estágio já lançado pode voltar a voar com segurança.
Mesmo com essa ressalva, o Zhuque-3 Y2 representa uma mudança relevante no setor espacial comercial chinês. A LandSpace passou de uma tentativa de recuperação para uma recuperação terrestre bem-sucedida durante uma missão orbital — e, ao mesmo tempo, entregou um satélite em órbita. Se as inspeções e os próximos voos confirmarem a durabilidade do sistema, a tecnologia poderá contribuir para aumentar a frequência de lançamentos e reduzir o custo de hardware associado à implantação de futuras redes de satélites em órbita baixa da Terra.
O foguete decolou às 7h35, pelo horário de Pequim, a partir da Zona-Piloto de Inovação Comercial Espacial de Dongfeng, no noroeste da China. Cerca de 137 segundos depois, os dois estágios se separaram. O segundo continuou em direção à órbita e liberou o Honghu-03, enquanto o primeiro iniciou seu retorno controlado.
Durante a descida, o propulsor acionou os motores para reduzir a velocidade, ativou os sistemas de pouso e abriu as pernas retráteis antes de tocar o solo verticalmente na área de recuperação designada. O local fica no distrito de Minqin, na província de Gansu, a aproximadamente 390 quilômetros do ponto de lançamento.
O resultado foi uma missão de sucesso duplo: entrega de uma carga útil em órbita e recuperação controlada do primeiro estágio em terra.
O feito ocorreu pouco depois da recuperação, em 10 de julho, do primeiro estágio de um Long March-10B. Naquele teste, o veículo retornou a uma plataforma no mar e foi capturado por um sistema baseado em rede depois da separação.
O Zhuque-3 demonstrou uma abordagem diferente. Em vez de depender de um navio de recuperação e de uma rede, o lançador comercial da LandSpace controlou sua descida até uma área em terra e pousou sobre pernas retráteis. As duas missões mostram, portanto, dois conceitos de recuperação em desenvolvimento na China: a captura no mar e o pouso vertical em solo.
O Zhuque-3 é o lançador orbital comercial reutilizável da LandSpace. Seu objetivo não é apenas recuperar um propulsor uma única vez, mas reduzir a quantidade de hardware descartada após cada voo e permitir missões mais frequentes. Essas características podem ser importantes para colocar em órbita grandes constelações de satélites em órbita baixa da Terra.
O veículo tem um núcleo único e dois estágios. A configuração usada no voo é descrita com 66,1 metros de altura, 4,5 metros de diâmetro nos estágios e uma coifa de carga útil com 5,2 metros de diâmetro.
Os dois estágios usam metano líquido e oxigênio líquido como propelentes, e a estrutura principal do foguete é feita de aço inoxidável. No arranjo dos tanques, o reservatório de metano fica acima do tanque de oxigênio líquido — uma configuração associada às exigências estruturais e ao gerenciamento dos propelentes criogênicos.
O primeiro estágio é equipado com nove motores Tianque-12A, ou TQ-12A. Juntos, eles produzem mais de 750 toneladas de empuxo na decolagem. O sistema também foi projetado para realizar múltiplas reignições, necessárias para as manobras de subida, retorno e pouso de um propulsor reutilizável.
O hardware de recuperação do primeiro estágio inclui as pernas de pouso e outros sistemas de controle usados durante o retorno. O pouso bem-sucedido mostra que o propulsor resistiu a um voo orbital e executou a manobra de descida necessária. Isso, por si só, ainda não revela quanto trabalho de inspeção e reforma será necessário antes de um novo lançamento.
Recuperar intacto o primeiro estágio de um foguete orbital é um passo essencial para operações reutilizáveis, mas não equivale a provar que o veículo pode ser reutilizado rapidamente e a baixo custo. Ainda será necessário avaliar o hardware recuperado, calcular as necessidades de reforma e demonstrar que um estágio já lançado pode voltar a voar com segurança.
Mesmo com essa ressalva, o Zhuque-3 Y2 representa uma mudança relevante no setor espacial comercial chinês. A LandSpace passou de uma tentativa de recuperação para uma recuperação terrestre bem-sucedida durante uma missão orbital — e, ao mesmo tempo, entregou um satélite em órbita. Se as inspeções e os próximos voos confirmarem a durabilidade do sistema, a tecnologia poderá contribuir para aumentar a frequência de lançamentos e reduzir o custo de hardware associado à implantação de futuras redes de satélites em órbita baixa da Terra.