A classificação final abaixo reflete os resultados oficiais após todas as punições pós-corrida serem aplicadas .
O primeiro ponto da Aston Martin em uma temporada difícil de 2026 não veio por ritmo de pista, mas sim por uma decisão dos comissários após a bandeirada. Sergio Pérez, da equipe Cadillac — novata na Fórmula 1 —, havia cruzado a linha de chegada em 10º lugar, garantindo o que seria o primeiro ponto na história da construtora americana no campeonato mundial . No entanto, uma investigação pós-corrida concluiu que a roda dianteira direita de Pérez estava fora do box designado no grid durante o relargamento após um período de bandeira vermelha, uma infração considerada como queima de largada que resultou em uma punição de 10 segundos
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A punição jogou Pérez de 10º para 15º na classificação final, promovendo Fernando Alonso da 11ª para a última posição que valia pontos . A decisão negou à Cadillac seu momento histórico e deu à Aston Martin uma recompensa inesperada após um fim de semana definido por sérios problemas técnicos
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Alonso reconheceu a sorte, mas foi realista sobre o ritmo geral da equipe. Ele foi citado descrevendo o resultado como uma oportunidade aproveitada, mas ressaltou que a falta de performance do carro continuava sendo a maior preocupação . O ponto levou Alonso para a 18ª posição no campeonato de pilotos e tirou a Aston Martin da lanterna no mundial de construtores
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Se o ponto foi um pequeno consolo, a história principal para a Aston Martin foi uma crise técnica crescente, discutida abertamente por pilotos e dirigentes da equipe ao longo de todo o fim de semana. Os problemas do carro podem ser divididos em duas questões distintas, mas relacionadas:
Reduções de Marcha Abruptas Relacionadas ao Câmbio: Tanto Alonso quanto Stroll relataram que o carro às vezes executava uma redução de marcha súbita e não comandada na entrada das curvas. Alonso descreveu isso como uma "redução aleatória" que poderia travar as rodas traseiras e potencialmente jogar o carro no muro . Ele vinha reclamando desse comportamento desde o GP de Miami e alertou antes do fim de semana que, se o problema se repetisse, "provavelmente não poderemos nem correr" em Mônaco devido às barreiras implacáveis do circuito
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Freio Motor Inconsistente: Alonso foi ainda mais longe em suas críticas, culpando o sistema híbrido de recuperação de energia pelo comportamento imprevisível do carro. Ele explicou que a forma como a bateria recarrega durante a frenagem cria um freio motor inconsistente: "Às vezes você tem muito, às vezes menos, às vezes nenhum. Se a bateria está cheia, você não tem freio motor." Ele concluiu de forma contundente que "carros híbridos não deveriam correr" .
O embaixador da equipe Aston Martin, Pedro de la Rosa, confirmou que a equipe estava lutando com "inconsistências na fase de desaceleração" e que esses problemas estavam contribuindo para um "carro imprevisível" para ambos os pilotos .
Os avisos se mostraram proféticos. Na volta 60, Lance Stroll perdeu o controle na curva Antony Noghes e bateu forte nas barreiras, provocando um safety car e, eventualmente, contribuindo para uma bandeira vermelha . Stroll imediatamente apontou para o carro, e não para um erro do piloto, afirmando que “o motor me empurrou para o muro”
. Ele revelou que problemas de freio motor o atormentaram durante toda a corrida, com o carro se comportando de maneira inconsistente de curva para curva: “em algumas curvas, o motor está me empurrando para frente, em outras está puxando”
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De la Rosa foi mais comedido, sugerindo que os complexos problemas técnicos dificultavam que os pilotos forçassem o limite com segurança. “Se todo o processo de desaceleração não ocorre como esperado, você pode acabar no muro. E foi exatamente isso que aconteceu com o Lance”, disse ele .
Um membro-chave da equipe Honda Racing, referido nos relatos como Orihara, confirmou após a corrida que seriam necessárias investigações para entender “o que realmente aconteceu” com o carro de Stroll, reconhecendo que as questões iam além de um único incidente e exigiam uma análise mais profunda . Isso confirmou que a Honda e a Aston Martin estão investigando ativamente os problemas de dirigibilidade que atormentam o AMR26 desde sua estreia.
As fontes fornecidas não contêm informações verificadas sobre uma ausência de três meses ou o papel específico do chefe de equipe Adrian Newey durante o fim de semana em Mônaco, portanto, nenhuma conclusão fundamentada pode ser tirada aqui.