O objetivo é fortalecer o que o setor chama de IA soberana: a capacidade de um país desenvolver e operar tecnologias de inteligência artificial alinhadas à sua língua, cultura, dados e prioridades, em vez de depender exclusivamente de modelos criados para outros contextos.
A proposta se apoia em iniciativas anteriores. Em março de 2026, a FPT e a NVIDIA anunciaram o conjunto de dados Nemotron-Personas-Vietnam, criado para ajudar no desenvolvimento de sistemas que representem melhor o idioma, a cultura, a força de trabalho e a realidade econômica do país. No mesmo período, a Viettel firmou uma parceria com a NVIDIA para construir um ecossistema de IA soberana baseado em computação de alto desempenho e modelos fundamentais vietnamitas.
O segundo pilar é a criação de uma estratégia nacional de capacidade computacional, atendendo simultaneamente órgãos públicos, empresas, universidades e instituições de pesquisa. Segundo os dados apresentados na reunião, o Vietnã dispõe atualmente de cerca de 10 mil a 15 mil GPUs, contra aproximadamente 50 mil a 60 mil na Coreia do Sul. O país sul-coreano pretende alcançar entre 200 mil e 250 mil GPUs nos próximos cinco anos.
A comparação mostra que o desafio não se resume a comprar mais chips. Será necessário planejar centros de dados, ampliar o acesso de pesquisadores e empresas aos recursos computacionais e criar mecanismos para transformar essa infraestrutura em aplicações e produtos de IA.
A proposta nacional também amplia projetos já desenvolvidos com empresas como Viettel, FPT e GreenNode. No caso da Viettel, a parceria inclui sistemas NVIDIA DGX B200 para computação de alto desempenho e o desenvolvimento de modelos fundamentais voltados ao Vietnã.
O terceiro eixo coloca as pessoas no centro da estratégia. A NVIDIA propôs expandir nacionalmente o Deep Learning Institute, programa de capacitação da empresa, aprofundar sua integração aos currículos universitários e oferecer apoio a startups, pesquisadores, doutorandos e estudantes vietnamitas.
A formação é essencial para que o investimento em GPUs e centros de dados gere resultados. São necessários profissionais capazes de treinar, avaliar, implementar e operar sistemas de IA. A aproximação entre universidades, centros de pesquisa e startups também pode encurtar o caminho entre o laboratório e o mercado.
A proposta se conecta ao acordo firmado entre a NVIDIA e o governo vietnamita em dezembro de 2024 para estabelecer um centro de pesquisa e desenvolvimento em IA e um centro de dados de IA no país. As estruturas foram concebidas para apoiar o desenvolvimento de software e aproximar empresas, startups, órgãos públicos, universidades e estudantes.
O quarto pilar prevê ajudar produtos e empresas vietnamitas de IA a chegar primeiro aos mercados da ASEAN e, posteriormente, ao restante do mundo por meio da rede da NVIDIA.
A proposta trata o mercado consumidor como parte da estratégia, e não apenas como uma etapa posterior. Um ecossistema de IA precisa de modelos e infraestrutura, mas também de clientes, parceiros, canais de distribuição e oportunidades de implantação.
A ASEAN pode servir como um primeiro espaço de expansão para soluções adaptadas a idiomas e necessidades regionais. Até o momento, porém, essa é uma orientação de cooperação, sem metas divulgadas de quantidade de produtos, receita ou prazo específico para a comercialização.
Antes da reunião, a NVIDIA já mantinha relações com empresas vietnamitas em áreas como infraestrutura, modelos e aplicações de IA. Entre os parceiros citados estão FPT, Viettel e GreenNode. Os quatro pilares organizam essas iniciativas em uma agenda mais ampla: modelos locais precisam de infraestrutura; a infraestrutura depende de profissionais; e os produtos precisam de mercados.
O acordo firmado em março de 2026 entre Viettel e NVIDIA se concentra em duas bases da IA soberana: computação de alto desempenho e modelos fundamentais. A Viettel informou que opera um cluster com 22 sistemas NVIDIA DGX B200, com capacidade de até 1,5 exaFLOP, ou 1,5 quintilhão de cálculos por segundo.
As propostas apresentadas em agosto ampliam essa lógica. Em vez de limitar a iniciativa a um programa empresarial, a intenção é criar uma capacidade que atenda ao conjunto do ecossistema vietnamita, incluindo governo, empresas, universidades e instituições de pesquisa.
Em dezembro de 2024, o governo vietnamita e a NVIDIA chegaram a um acordo para criar o Vietnam Research and Development Center, centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa no país, além de um centro de dados de IA.
As novas propostas indicam usos mais concretos para essa cooperação: desenvolver modelos e software adaptados ao contexto local, formar profissionais, apoiar startups e conectar diferentes participantes do ecossistema.
Após a reunião, o ministro Vu Hai Quan determinou que as unidades responsáveis do Ministério da Ciência e Tecnologia trabalhem com a NVIDIA na elaboração de um plano de ação conjunto. O documento deverá definir tarefas, recursos, responsabilidades e cronogramas. A NVIDIA também concordou em participar da construção do plano e buscar resultados iniciais que possam ser medidos na prática.
Por isso, o principal significado do encontro não está apenas em um novo compromisso anunciado. A reunião representa uma tentativa de transformar iniciativas separadas — envolvendo modelos, GPUs, capacitação e comercialização — em um programa coordenado, com responsabilidades e prazos mais claros.
O resultado dependerá de como esse plano será detalhado, de quais recursos serão destinados e da capacidade de integrar os projetos já existentes em um ecossistema nacional de IA.
O objetivo é fortalecer o que o setor chama de IA soberana: a capacidade de um país desenvolver e operar tecnologias de inteligência artificial alinhadas à sua língua, cultura, dados e prioridades, em vez de depender exclusivamente de modelos criados para outros contextos.
A proposta se apoia em iniciativas anteriores. Em março de 2026, a FPT e a NVIDIA anunciaram o conjunto de dados Nemotron-Personas-Vietnam, criado para ajudar no desenvolvimento de sistemas que representem melhor o idioma, a cultura, a força de trabalho e a realidade econômica do país. No mesmo período, a Viettel firmou uma parceria com a NVIDIA para construir um ecossistema de IA soberana baseado em computação de alto desempenho e modelos fundamentais vietnamitas.
O segundo pilar é a criação de uma estratégia nacional de capacidade computacional, atendendo simultaneamente órgãos públicos, empresas, universidades e instituições de pesquisa. Segundo os dados apresentados na reunião, o Vietnã dispõe atualmente de cerca de 10 mil a 15 mil GPUs, contra aproximadamente 50 mil a 60 mil na Coreia do Sul. O país sul-coreano pretende alcançar entre 200 mil e 250 mil GPUs nos próximos cinco anos.
A comparação mostra que o desafio não se resume a comprar mais chips. Será necessário planejar centros de dados, ampliar o acesso de pesquisadores e empresas aos recursos computacionais e criar mecanismos para transformar essa infraestrutura em aplicações e produtos de IA.
A proposta nacional também amplia projetos já desenvolvidos com empresas como Viettel, FPT e GreenNode. No caso da Viettel, a parceria inclui sistemas NVIDIA DGX B200 para computação de alto desempenho e o desenvolvimento de modelos fundamentais voltados ao Vietnã.
O terceiro eixo coloca as pessoas no centro da estratégia. A NVIDIA propôs expandir nacionalmente o Deep Learning Institute, programa de capacitação da empresa, aprofundar sua integração aos currículos universitários e oferecer apoio a startups, pesquisadores, doutorandos e estudantes vietnamitas.
A formação é essencial para que o investimento em GPUs e centros de dados gere resultados. São necessários profissionais capazes de treinar, avaliar, implementar e operar sistemas de IA. A aproximação entre universidades, centros de pesquisa e startups também pode encurtar o caminho entre o laboratório e o mercado.
A proposta se conecta ao acordo firmado entre a NVIDIA e o governo vietnamita em dezembro de 2024 para estabelecer um centro de pesquisa e desenvolvimento em IA e um centro de dados de IA no país. As estruturas foram concebidas para apoiar o desenvolvimento de software e aproximar empresas, startups, órgãos públicos, universidades e estudantes.
O quarto pilar prevê ajudar produtos e empresas vietnamitas de IA a chegar primeiro aos mercados da ASEAN e, posteriormente, ao restante do mundo por meio da rede da NVIDIA.
A proposta trata o mercado consumidor como parte da estratégia, e não apenas como uma etapa posterior. Um ecossistema de IA precisa de modelos e infraestrutura, mas também de clientes, parceiros, canais de distribuição e oportunidades de implantação.
A ASEAN pode servir como um primeiro espaço de expansão para soluções adaptadas a idiomas e necessidades regionais. Até o momento, porém, essa é uma orientação de cooperação, sem metas divulgadas de quantidade de produtos, receita ou prazo específico para a comercialização.
Antes da reunião, a NVIDIA já mantinha relações com empresas vietnamitas em áreas como infraestrutura, modelos e aplicações de IA. Entre os parceiros citados estão FPT, Viettel e GreenNode. Os quatro pilares organizam essas iniciativas em uma agenda mais ampla: modelos locais precisam de infraestrutura; a infraestrutura depende de profissionais; e os produtos precisam de mercados.
O acordo firmado em março de 2026 entre Viettel e NVIDIA se concentra em duas bases da IA soberana: computação de alto desempenho e modelos fundamentais. A Viettel informou que opera um cluster com 22 sistemas NVIDIA DGX B200, com capacidade de até 1,5 exaFLOP, ou 1,5 quintilhão de cálculos por segundo.
As propostas apresentadas em agosto ampliam essa lógica. Em vez de limitar a iniciativa a um programa empresarial, a intenção é criar uma capacidade que atenda ao conjunto do ecossistema vietnamita, incluindo governo, empresas, universidades e instituições de pesquisa.
Em dezembro de 2024, o governo vietnamita e a NVIDIA chegaram a um acordo para criar o Vietnam Research and Development Center, centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa no país, além de um centro de dados de IA.
As novas propostas indicam usos mais concretos para essa cooperação: desenvolver modelos e software adaptados ao contexto local, formar profissionais, apoiar startups e conectar diferentes participantes do ecossistema.
Após a reunião, o ministro Vu Hai Quan determinou que as unidades responsáveis do Ministério da Ciência e Tecnologia trabalhem com a NVIDIA na elaboração de um plano de ação conjunto. O documento deverá definir tarefas, recursos, responsabilidades e cronogramas. A NVIDIA também concordou em participar da construção do plano e buscar resultados iniciais que possam ser medidos na prática.
Por isso, o principal significado do encontro não está apenas em um novo compromisso anunciado. A reunião representa uma tentativa de transformar iniciativas separadas — envolvendo modelos, GPUs, capacitação e comercialização — em um programa coordenado, com responsabilidades e prazos mais claros.
O resultado dependerá de como esse plano será detalhado, de quais recursos serão destinados e da capacidade de integrar os projetos já existentes em um ecossistema nacional de IA.