As mineradoras de cobre foram as principais beneficiadas pelo rali. O metal subiu 43,93% em 2025, e as ações das empresas do setor — medidas pelo Nasdaq Sprott Copper Miners Index — avançaram 74,59% no mesmo período . Preços mais altos elevam diretamente as margens dos produtores, e várias mineradoras viram suas ações atingirem máximas históricas
. O CEO da BHP alertou que os preços elevados do cobre dificilmente vão ceder tão cedo, e os bancos de investimento esperam que o rali se estenda até 2026, já que as restrições de oferta são estruturais
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O ciclo de afrouxamento monetário do Federal Reserve em 2025 — três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual em setembro, outubro e dezembro — enfraqueceu o dólar americano, tornando o cobre (cotado em dólar) mais barato para compradores internacionais e estimulando a demanda . O Fed sinalizou que pode estender o ciclo de cortes ao longo do primeiro trimestre de 2026
. Um dólar mais fraco é um vento favorável clássico para metais industriais; a Oxford Economics observa que os preços dos metais historicamente sobem após ciclos de afrouxamento monetário, já que juros menores reduzem o custo de oportunidade de manter commodities e melhoram o poder de compra dos importadores
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A perspectiva de tarifas dos EUA sobre o cobre refinado — potencialmente de 15% a 25% — levou empresas americanas a anteciparem importações de forma agressiva, criando escassez temporária fora dos EUA e empurrando os preços da LME para cima . Pesquisa do Goldman Sachs chama isso de "roleta das tarifas" e aponta que os compradores de cobre aumentaram significativamente seus pedidos de retirada de metal dos armazéns da LME em dezembro
. Esse prêmio impulsionado por política comercial separou os preços regionais: os estoques nos armazéns da LME caíram, enquanto os inventários nos EUA subiram
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Três forças estruturais sustentam o rali:
Nem todos os analistas estão convencidos de que o rali é sustentável. O Goldman Sachs alertou em janeiro de 2026 que a maior parte da alta foi impulsionada por fluxos especulativos — mais de US$ 30 bilhões entraram nos mercados de metais básicos em 2025, o maior volume já registrado, com mais da metade direcionada ao cobre . Os estoques visíveis aumentaram mais de 870.000 toneladas desde o início de 2025, segundo o Macquarie
. Tanto o Goldman Sachs quanto o Macquarie advertem que, se a incerteza tarifária for resolvida ou os fundamentos aliviarem, uma correção é possível
. No entanto, como observa a Global Mining Review, descartar o rali como puramente especulativo ignora o fato de que o mercado está lutando para encontrar oferta suficiente mesmo com preços recordes
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