Solana ganhou força com uma narrativa centrada em tecnologia e crescimento do ecossistema.
Em 12 de maio, ETFs de Solana registraram cerca de US$ 19,07 milhões em entradas, enquanto os ETFs de Ethereum sofreram saídas de US$ 130,62 milhões no mesmo dia . Alguns dias depois, os ETFs de SOL adicionaram mais US$ 6,51 milhões, enquanto os fundos de ETH continuaram negativos
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Dois fatores reforçaram o interesse dos investidores.
O upgrade de consenso Alpenglow, da rede Solana, entrou em fase de testes ativos em maio. A atualização representa uma mudança importante na arquitetura da blockchain e busca melhorar drasticamente a velocidade de finalização das transações .
Analistas destacam que o objetivo é reduzir a finalização para frações de segundo, potencialmente abaixo de 200 milissegundos — aproximando a rede da velocidade de sistemas de pagamento tradicionais . Isso fortalece a tese de uso da Solana para aplicações de alto volume e pagamentos rápidos.
Outro sinal veio do mercado institucional tradicional. O endowment da Dartmouth College, avaliado em cerca de US$ 9 bilhões, revelou aproximadamente US$ 14 milhões em exposição a ETFs de criptomoedas.
Dentro desse total, cerca de US$ 3,3 milhões estão no Bitwise Solana Staking ETF, além de posições em ETFs de Bitcoin e Ethereum .
Embora o valor seja relativamente pequeno, investimentos de fundos universitários costumam ser observados como indicadores iniciais de aceitação institucional de novas classes de ativos.
No caso do XRP, o principal motor dos fluxos tem sido regulatório.
Desde o lançamento, os ETFs spot de XRP já acumularam cerca de US$ 1,32 bilhão em entradas líquidas, incluindo aproximadamente US$ 28,1 milhões em apenas três dias no início de maio .
O impulso continuou quando US$ 25,8 milhões entraram nesses ETFs em 11 de maio, o maior fluxo diário desde janeiro . Em 14 de maio, os produtos ligados ao ativo registraram mais US$ 18,52 milhões em entradas
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Grande parte do otimismo gira em torno do Digital Asset Market CLARITY Act, projeto de lei nos Estados Unidos que busca definir com mais clareza se determinados criptoativos devem ser tratados como valores mobiliários (sob a SEC) ou commodities (sob a CFTC).
Em 14 de maio, o projeto passou pelo Comitê Bancário do Senado por 15 votos a 9, com apoio bipartidário, avançando no processo legislativo .
Se aprovado definitivamente, o marco pode reduzir a incerteza regulatória e transferir a supervisão de alguns ativos digitais para a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) .
Como o XRP historicamente enfrentou disputas regulatórias nos Estados Unidos, qualquer avanço nessa direção é visto por investidores como potencial desbloqueio para maior adoção institucional.
O conjunto dos dados aponta para uma rotação baseada em narrativas específicas, não para uma saída generalizada do mercado cripto.
Hoje, cada ativo parece ocupar um papel diferente no radar institucional:
Mesmo que os valores ainda sejam pequenos comparados aos gigantes ETFs de Bitcoin, a direção dos fluxos é relevante. Ela mostra que as alocações institucionais em cripto estão cada vez mais reagindo a eventos concretos — como upgrades de rede, mudanças regulatórias ou sinais institucionais — e não apenas ao tamanho ou à popularidade do ativo.
Vale lembrar que os dados de fluxos diários de ETFs costumam vir de agregadores de mercado e empresas de análise, e não diretamente das gestoras. Por isso, os números diários podem ser revisados posteriormente.
Ainda assim, múltiplos relatórios apontam para o mesmo padrão em meados de maio: entradas em ETFs de Solana e XRP enquanto os ETFs de Ethereum registram saídas contínuas .
Se essa tendência continuar, Ethereum provavelmente precisará de um novo catalisador — seja tecnológico, regulatório ou institucional — para inverter o atual desequilíbrio nos fluxos de capital.