O custo de chegada (landing cost) da gasolina — o preço pelo qual o produto chega ao país — caiu para ₦ 1.190 por litro, segundo boletim diário da MEMAN divulgado em 10 de junho de 2026 . No entanto, a Refinaria de Dangote estava vendendo a gasolina a ₦ 1.250 por litro ex-depot, já ₦ 60 acima do custo de chegada
. Depois disso, entram as margens de transportadores, revendedores e donos de postos. Verificações em postos da NNPC e de outras marcas mostravam o litro a cerca de ₦ 1.360
.
Essa diferença é explicada por várias camadas de custo:
O Malawi é um exemplo clássico de como decisões políticas e pressões cambiais influenciam o preço final. As fontes não verificam todos os passos da linha do tempo original, mas documentam claramente dois grandes movimentos:
Janeiro de 2026: O órgão regulador de energia do Malawi aumentou o preço da gasolina em quase 42% , para MK 4.965 por litro, e o diesel em cerca de 41% , para MK 4.945 . Segundo a Reuters, o aumento visava evitar a escassez de combustível e proteger as reservas cambiais do país
.
Abril de 2026: A gasolina saltou para MK 6.672 por litro (alta de 34%) e o diesel para MK 6.687 (35%) . O regulador citou a alta do petróleo no mercado internacional devido às tensões no Oriente Médio
. Em maio, o litro estava a US$ 3,83, um valor típico de países europeus
.
19 de junho de 2026: Após a queda do petróleo, a MERA finalmente reduziu os preços — mas apenas 9,5% , de MK 6.209 para MK 5.619 por litro . Uma queda de 15% a 20% no Brent se traduziu em um corte de um dígito para o consumidor malauiano.
A principal conclusão é que o preço final dos combustíveis em muitos mercados africanos não é definido apenas pelo preço do barril de Brent. Ele reflete uma cadeia de custos e restrições:
Outros países africanos também registraram altas de preços mesmo com o petróleo em queda. As fontes não verificam todos os países citados na consulta original, mas o padrão observado em Ruanda, Senegal e República Centro-Africana é consistente com o que a Nigéria e o Malawi demonstram: fatores estruturais — e não apenas o preço à vista do Brent — determinam o que os motoristas pagam.
Os acontecimentos de junho de 2026 entre EUA e Irã empurraram o Brent para abaixo de US$ 78, eliminando cerca de 30% do prêmio de risco de guerra acumulado desde março . Mas os preços nas bombas africanos refletem uma fórmula complexa: custo de chegada + impostos + logística + margens de mercado + decisões regulatórias + taxa de câmbio.
A Nigéria mostra que o custo de chegada caiu para ₦ 1.190, mas o preço ex-depot ficou em ₦ 1.250 e o preço ao consumidor, em ₦ 1.360 . O Malawi mostra que os reguladores podem aumentar os preços drasticamente devido à escassez de dólares e ao medo de desabastecimento, mesmo quando o petróleo global segue na direção oposta
. Enquanto as economias africanas não construírem mais capacidade de refino, reduzirem a dependência de importações e melhorarem a estabilidade cambial, a desconexão entre o Brent em queda e os preços teimosamente altos nas bombas vai persistir.
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