Para entender a reação, vale olhar a cadeia: muitas empresas desenham chips, mas precisam de fabricantes especializados para produzi-los em escala. É aí que a TSMC entra. Os relatórios ligaram o gasto de capital, ou capex, de hiperescaladores — grandes empresas de nuvem e plataformas digitais que operam data centers gigantescos — à demanda por wafers de nós avançados da TSMC .
Essa demanda importa por três razões: mais pedidos, maior utilização das fábricas e maior poder de preço. Os três pontos foram citados como sustentação para a alta das ações .
Também por isso notícias envolvendo clientes de designers de chips acabam respingando na TSMC. Em fevereiro, relatórios disseram que o papel chegou a uma máxima de 52 semanas de US$ 385,75 após um acordo reportado da AMD para fornecer à Meta até US$ 100 bilhões em chips de IA ao longo de cinco anos; esses textos destacaram que a TSMC fabrica a maior parte dos chips da AMD, o que fez investidores enxergarem o acordo como positivo para as fábricas da taiwanesa .
A narrativa de IA ganhou força porque os números recentes também ajudaram. Um relatório de abril afirmou que as ações da TSMC haviam subido 30% no mês após resultados fortes no 1º trimestre, lucro recorde e elevação da previsão para 2026, com a demanda por IA como principal pano de fundo .
No começo do ano, os dados de receita já apontavam na mesma direção. Relatórios disseram que a receita de janeiro cresceu 19,8% em relação a dezembro e 36,8% na comparação anual; outro texto colocou a receita de janeiro em NT$ 401,3 bilhões, cerca de US$ 12,7 bilhões, e descreveu os gastos de grandes empresas de tecnologia com IA como vento a favor .
O movimento não foi só operacional. A estrutura de mercado também ajudou. O relatório do MarketBeat do fim de abril disse que uma mudança regulatória em Taiwan afrouxou limites de participação de fundos, o que ajudou a liberar fluxos locais para as ações da TSMC .
O mesmo relatório citou analistas mais otimistas, com elevação de preços-alvo, recomendação consensual de compra e preço-alvo médio em torno de US$ 404 . Esses fatores não substituíram a tese de IA, mas somaram liquidez e confiança em um momento em que investidores já estavam focados no papel da TSMC na fabricação de chips avançados
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A máxima também carrega bastante expectativa. Os relatórios disponíveis descrevem a alta com base em gasto futuro de hiperescaladores, demanda sustentada por chips de IA, alta ocupação das fábricas e poder de preço . Se qualquer uma dessas premissas perder força, os mesmos fatores que impulsionaram a ação podem virar pontos de pressão.
A TSMC renovou a máxima de 52 semanas porque o mercado a tratou como uma das beneficiárias mais claras da corrida por chips de IA. Resultados fortes, receita de janeiro em alta, otimismo de analistas, fluxo local e notícias de demanda envolvendo clientes reforçaram o movimento. Mas o motor principal foi a crença de que o investimento em infraestrutura de IA manterá a capacidade mais avançada da TSMC em alta demanda .