Resultados do 2º tri acima do esperado e guidance elevado — As vendas líquidas cresceram 8% na comparação anual, para €4,82 bilhões. O lucro operacional comparável saltou 18%, para €434 milhões, e o lucro por ação de €0,07 superou as estimativas . A Nokia elevou sua projeção para o ano, dando ao mercado confiança renovada na recuperação.
Upgrades de analistas do Bank of America e SEB Equities — Ambas as instituições elevaram os preços-alvo e recomendaram a compra da ação, ajudando a desencadear um salto de 9,27% em 12 de agosto, à medida que o mercado reavaliava a Nokia como uma "fornecedora central de infraestrutura de data centers de IA" .
Compras de ações por cinco gerentes seniores — Em 13 de agosto, cinco executivos (Victoria Hanrahan, Stephan Prosi, Louise Fisk, Raghav Sahgal e David Heard) compraram ações da Nokia na bolsa de Helsinque, seguindo compras anteriores de outros executivos no fim de julho . Nos últimos 90 dias, 11 insiders compraram ações num total de aproximadamente US$ 4 milhões
. Isso sinalizou a convicção da própria administração em níveis de preço deprimidos.
Fechamento do centro de P&D em Hangzhou (corte de 1.600 empregos) — A Nokia confirmou que encerrará suas operações de P&D em tecnologia de rádio em Hangzhou, na China, até o fim de 2026, cortando cerca de 1.600 postos de trabalho . Embora negativo em termos humanos, o mercado tratou a decisão como um corte de custos decisivo e um realinhamento estratégico rumo à IA e ao mercado dos EUA, reforçando a narrativa de recuperação
.
O rali é melhor compreendido como uma reavaliação movida por sentimento: o mercado agora enxerga a Nokia como uma ação de redes de IA (ao lado de sua parceria com a Nvidia em AI-RAN) em vez de uma fornecedora de telecom em declínio. A carteira de €2,8 bilhões é o fato fundamental que sustenta essa tese. Mas o fluxo de caixa livre negativo, os pesados custos de reestruturação, uma valuation esticada e as restrições de oferta significam que há muito pouca margem para erro no segundo semestre de 2026.