Apesar dessas compras pesadas nas CEXs, o BTC continua preso em ~US$ 64.900–US$ 65.000 . Várias forças estão absorvendo essa pressão:
O próprio gap no CVD sugere que, enquanto as ordens agressivas de compra são grandes, a liquidez passiva de venda na zona de US$ 64.700–US$ 65.400 é igualmente vasta. Como um analista resumiu, os dados “indicam que os vendedores passivos podem estar absorvendo as compras” . O Bitcoin já foi rejeitado duas vezes este ano em uma linha de tendência de baixa perto de US$ 64.700–US$ 65.000, e uma terceira rejeição está em andamento .
O Bitcoin permanece abaixo de suas médias móveis exponenciais (EMAs) de 50, 100 e 200 dias, uma condição técnica que mantém as perspectivas de curto prazo limitadas . A região de US$ 65.500–US$ 67.000 é uma grande zona de oferta, ligada ao preço realizado dos holders de curto prazo; aqueles que compraram nesses níveis podem estar usando as recuperações para reduzir suas posições .
A US$ 65.000, o BTC ainda está cerca de 48–53% abaixo de sua máxima histórica de outubro de 2025 (que atingiu o pico por volta de US$ 124.739–US$ 126.198) . A NYDIG observou que o drawdown havia chegado a 54,3% em meados de julho . Este é um rali de recuperação em um mercado baixista, que se desenrola dentro de uma tendência de baixa cíclica maior que, segundo analistas, pode ainda não ter encontrado seu fundo . A Galaxy Research projeta um fundo potencial entre US$ 40.000 e US$ 46.000, enquanto a análise de ciclos históricos da NYDIG aponta para um fundo perto de US$ 38.000–US$ 39.000 no início de outubro . Historicamente, ralis construídos com alavancagem, sem absorção no mercado à vista, provaram ser frágeis .
Traders observaram que as vendas do Bitcoin dos US$ 65.000 no início de agosto foram impulsionadas mais por “volume fraco” do que por venda em pânico — “o volume simplesmente parou de aparecer”, disse um participante do mercado . Agosto normalmente vê uma participação institucional mais baixa. Somado a isso, temos as tensões geopolíticas (risco no Estreito de Ormuz, manchetes sobre o Irã), a rotação de capital para ações de IA e o fato de 2026 ser um ano de eleições de meio de mandato nos EUA, um período que historicamente deprime os fluxos para ativos de risco conforme a incerteza macroeconômica aumenta. O cenário macro para o cripto continua fraco .
Os ETFs de Bitcoin à vista dos EUA perderam cerca de US$ 2,3 bilhões apenas em junho, com saídas em 11 de 14 sessões . Embora os últimos dias tenham visto um modesto retorno de entradas, a saída acumulada nos últimos dois meses compensou grande parte das compras à vista na Binance . Um relatório da Bitfinex observou que a demanda por ETFs que impulsionou a recuperação de julho estagnou, tornando-se saídas líquidas de quase 4.000 BTC na primeira semana de agosto, após uma sequência de entradas constantes .
Para que a relação CVD de 48:1 (Binance para Hyperliquid) se torne o precursor de um rompimento genuíno, e não apenas uma acumulação dentro de uma tendência de baixa, várias condições precisam se alinhar:
Os dados de CVD mostram uma demanda real nas CEXs, mas ela está esbarrando em um muro de absorção passiva de vendas, uma faixa espessa de resistência técnica, um cenário macro fraco (sazonal e eleitoral) e uma estrutura de mercado baixista maior que ainda está passando por um processo de desalavancagem. Até que as compras à vista absorvam a oferta em US$ 65.500–US$ 67.000 e o BTC recupere suas principais médias móveis, a relação de 48:1 no CVD parecerá mais acumulação dentro de uma tendência de baixa do que o início de um breakout.