Os dados de julho de 2026 apontam para US$ 1,04 bilhão em mais de 10 milhões de transações ou cerca de US$ 759 milhões em uma base mais restrita. Na série mais detalhada, quase 9 milhões de compras tiveram tíquete médio de aproximadamente US$ 86; USDC e USDT responderam juntos por cerca de 84% do volume.
Resposta de pesquisa

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Os cartões vinculados a criptomoedas estão deixando de ser apenas uma ferramenta para movimentar ativos digitais e começando a funcionar como uma forma de pagar despesas comuns. Em julho de 2026, os dados monitorados incluíram compras de supermercado, transporte por aplicativo e delivery, com stablecoins lastreadas em dólar financiando a maior parte da atividade. 1
Há, porém, uma ressalva importante: os relatórios disponíveis apresentam dois totais diferentes para o mesmo mês. Uma série aponta US$ 1,04 bilhão e mais de 10 milhões de transações; outra, mais restrita, associada à PaymentsScan e à a16z, registra cerca de US$ 759 milhões e quase 9 milhões de compras. Os números não devem ser somados nem tratados como se viessem de uma única base de dados.
Ainda assim, as duas leituras apontam para a mesma mudança: as stablecoins estão avançando para além da negociação especulativa e entrando em pagamentos recorrentes do consumidor.
Na série mais ampla, os gastos com cartões ligados a cripto mais que triplicaram em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,04 bilhão. Stablecoins lastreadas em dólar financiaram 70% das mais de 10 milhões de transações monitoradas. Entre os exemplos de uso aparecem compras de supermercado, corridas e pedidos de comida. 1
A série mais restrita oferece um recorte diferente e mais detalhado. Ela estima os gastos de julho em aproximadamente US$ 759 milhões, contra US$ 306 milhões um ano antes. O número de compras ficou perto de 9 milhões, ante cerca de 5,2 milhões em julho de 2025. 2812 Com isso, o valor médio por transação foi de aproximadamente US$ 86, acima dos cerca de US$ 59 registrados um ano antes. 9
Um tíquete médio desse tamanho é compatível com compras recorrentes no varejo. Isso não prova que todas as transações tenham sido despesas domésticas, mas sugere uma atividade menos concentrada exclusivamente em grandes transferências de criptomoedas.
Na série mais restrita, a USDC respondeu por cerca de 58% dos gastos de julho, enquanto a USDT representou aproximadamente 26%. Juntas, as duas stablecoins lastreadas em dólar corresponderam a cerca de 84% do volume monitorado. 910
A composição ajuda a explicar o que muitos usuários parecem buscar nesses cartões: não necessariamente exposição a ativos voláteis no momento da compra, mas acesso a saldos desenhados para manter o valor em dólar.
A evidência permite dizer que as stablecoins estão funcionando como ativos de financiamento para pagamentos. Ela não demonstra, contudo, que tenham substituído o dinheiro emitido por bancos ou os sistemas tradicionais de liquidação.
Os valores de US$ 1,04 bilhão e aproximadamente US$ 759 milhões aparecem em relatórios que citam dados da PaymentsScan, mas as fontes fornecidas não esclarecem se as séries incluem exatamente os mesmos programas de cartão, tipos de transação ou critérios de medição. Outros resumos também mencionam totais de US$ 748,7 milhões e US$ 705,5 milhões para julho, reforçando que a cobertura varia entre as publicações. 257
Por isso, a conclusão mais segura é direcional, não cumulativa: a atividade com cartões cripto cresceu fortemente em julho, e as stablecoins representaram uma parcela expressiva desse movimento. Os dados disponíveis não sustentam a soma dos totais nem permitem apresentar um único valor como o tamanho definitivo do mercado.
O cartão conecta um saldo mantido em uma blockchain ao checkout conhecido pelo consumidor. Empresas de cripto podem emitir cartões vinculados a saldos em stablecoins, enquanto programas baseados em Visa ou Mastercard permitem que esses produtos funcionem na rede já aceita por milhões de estabelecimentos. 4
Para o cliente, a fonte do pagamento pode ser USDC, USDT ou outro ativo digital. Para o lojista, a transação continua chegando pelo ambiente tradicional de cartões e pode ser recebida em moeda fiduciária, como dólar ou moeda local.
Essa divisão é fundamental para entender o fenômeno: o avanço de julho representa principalmente uma mudança na forma como alguns usuários mantêm e financiam seus gastos, e não uma substituição completa das redes de cartões.
A stablecoin fica sobretudo no lado do financiamento. Autorização, aceitação pelo estabelecimento, liquidação e outras etapas da experiência de compra continuam dependendo de uma infraestrutura que já existia antes da blockchain.
O recorte mais restrito de julho mostra uma concentração significativa entre poucos programas. A RedotPay processou cerca de US$ 395,1 milhões, a Ether.fi movimentou aproximadamente US$ 100,3 milhões e a KAST, cerca de US$ 89,6 milhões. Juntas, as três responderam por aproximadamente 77% dos cerca de US$ 759 milhões monitorados. 1011
Isso muda a forma de interpretar o mancheteiro crescimento do setor. Os números mostram forte atividade entre os principais programas, mas ainda não comprovam uma adoção ampla e equilibrada entre emissores, comerciantes, usuários e regiões. Um mercado liderado por poucas empresas pode crescer rapidamente e, ao mesmo tempo, continuar restrito a uma base relativamente pequena.
A demanda por stablecoins também aparece no mercado latino-americano. No Brasil, as compras de ativos digitais feitas por participantes do mercado por meio de prestadores de serviços de ativos virtuais registrados chegaram a US$ 14,68 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 135% em relação aos US$ 6,24 bilhões do mesmo período de 2025. 24 Outro relatório afirmou que brasileiros compraram quase US$ 2,632 bilhões em stablecoins em maio, 158% mais que em maio de 2025. 27
Há ainda exemplos concretos de uso de cartões ligados a stablecoins na região. A Exodus anunciou que assinantes do DGO na Argentina, no México, na Colômbia e no Uruguai, além de clientes do SKY+ no Brasil, poderiam pagar suas assinaturas com stablecoins denominadas em dólar por meio do Exodus Card. 22
Esses casos ajudam a explicar por que saldos vinculados ao dólar podem atrair usuários expostos à volatilidade cambial, a custos de pagamentos internacionais ou a um acesso desigual aos serviços financeiros.
Mas os dados fornecidos sobre os cartões de julho não trazem números de crescimento de usuários específicos para Brasil ou Argentina. Também não comprovam que a adoção seja mais rápida em todas as regiões de menor renda. Essas possibilidades devem ser tratadas como hipóteses, não como conclusões estabelecidas.
Os dados de julho sustentam três conclusões principais:
O movimento ainda não prova que stablecoins substituíram os pagamentos convencionais, que todo o mercado tenha atingido US$ 1,04 bilhão sob uma definição única ou que a adoção seja ampla e distribuída de maneira uniforme.
A leitura mais consistente é mais moderada: as stablecoins estão sendo incorporadas às redes de pagamento existentes como uma alternativa para guardar e financiar dólares digitais utilizáveis no dia a dia.
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Os dados de julho de 2026 apontam para US$ 1,04 bilhão em mais de 10 milhões de transações ou cerca de US$ 759 milhões em uma base mais restrita.
Os dados de julho de 2026 apontam para US$ 1,04 bilhão em mais de 10 milhões de transações ou cerca de US$ 759 milhões em uma base mais restrita. Na série mais detalhada, quase 9 milhões de compras tiveram tíquete médio de aproximadamente US$ 86; USDC e USDT responderam juntos por cerca de 84% do volume.
RedotPay, Ether.fi e KAST concentraram aproximadamente 77% do volume monitorado, indicando expansão, mas ainda não uma adoção ampla e distribuída entre emissores e usuários.