O relatório “Blood, Sweat and Oil”, da FairSquare, alega que trabalhadores migrantes contratados por empresas ligadas à Saudi Aramco enfrentam calor extremo, jornadas de até 19 horas, moradias precárias e dificuldades... Entre os casos citados está o do nepalês Shrawan Shah Rauniyar, que afirma ter tido as pernas es...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What does the FairSquare report “Blood, Sweat and Oil” allege about migrant worker abuses in Saudi Aramco’s supply chain—including cases lik. Article summary: The FairSquare report alleges that migrant workers in Saudi Aramco’s contractor network face systemic abuse: dangerous heat exposure, excessive hours, unsafe transport work, slum-like housing, and major barriers to compe. Topic tags: general, general web, news. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "A woman in a yellow sari sits with three children in a storage area filled with large sacks and woven baskets, highlighting concerns about migrant worker abuses in the supply chain" Reference image 2: visual subject "There is a large white oil storage tank with a solar panel-like graphic on its side, situated in an industr
O relatório “Blood, Sweat and Oil”, publicado pela organização de direitos humanos FairSquare, acusa a cadeia de fornecedores da Saudi Aramco — a estatal saudita e maior empresa de petróleo do mundo — de expor trabalhadores migrantes a condições perigosas e de dificultar o acesso a compensações após acidentes ou mortes.
Baseado em entrevistas com trabalhadores e familiares, o estudo afirma que muitos desses profissionais, contratados por empresas terceirizadas, enfrentam falhas graves nos sistemas de segurança, proteção trabalhista e indenização.
Um dos exemplos citados em reportagens sobre a investigação envolve Shrawan Shah Rauniyar, trabalhador migrante do Nepal.
Segundo o relato apresentado na investigação, Rauniyar disse que suas pernas foram esmagadas por uma viga metálica que caiu de uma empilhadeira enquanto trabalhava em um projeto ligado à Aramco por meio de uma empresa de fornecimento de mão de obra. Ele afirma que o acidente o deixou incapaz de trabalhar e que não recebeu compensação financeira pelo ocorrido.
A empresa italiana Saipem, envolvida no projeto, confirmou que o trabalhador sofreu o acidente e afirmou ter garantido atendimento médico após a lesão. A questão da compensação, porém, continua sendo apontada no relatório como um problema recorrente para trabalhadores migrantes.
A FairSquare afirma que sua pesquisa se baseou em entrevistas com 27 pessoas, incluindo trabalhadores e familiares, relacionadas a funcionários de 21 empresas contratadas ou subcontratadas que atuam em quatro regiões da Arábia Saudita.
Segundo o relatório, a enorme rede de empresas terceirizadas que presta serviços para a Aramco — composta majoritariamente por trabalhadores estrangeiros — pode criar lacunas de responsabilidade, nas quais nenhuma empresa assume plenamente a proteção e o bem‑estar desses trabalhadores.
Trabalhadores entrevistados relataram exposição a temperaturas superiores a 50 °C em alguns locais de trabalho. Alguns disseram que colegas chegaram a desmaiar ou colapsar durante o expediente. Um entrevistado associou anos de exposição ao calor a problemas crônicos de saúde, como doenças renais e cardíacas.
A investigação também descreve jornadas extremamente longas, especialmente entre motoristas de caminhões‑tanque que abastecem instalações da Aramco. Alguns trabalhadores relataram turnos de até 19 horas, pausas limitadas e pressão para dormir dentro dos próprios veículos entre tarefas — condições que podem aumentar o risco de acidentes graves nas estradas.
O relatório também analisou os alojamentos oferecidos por empresas contratadas.
Mais de um terço dos trabalhadores entrevistados afirmou viver em habitações superlotadas ou insalubres, que atenderiam à definição de moradia em situação de favela usada pela ONU‑Habitat. Alguns relataram viver em contêineres com instalações elétricas defeituosas que causavam choques durante chuvas, além de comida de baixa qualidade e saneamento limitado.
Um dos pontos centrais da investigação é a dificuldade que trabalhadores feridos — ou famílias de vítimas fatais — enfrentam para receber compensação.
Ao analisar seis casos de morte ou incapacidade grave, os pesquisadores afirmam que apenas um resultou em compensação considerada adequada.
De acordo com o relatório, o processo para solicitar benefícios pelo sistema de seguro social saudita pode ser complexo e frequentemente depende da cooperação do empregador, algo que muitos trabalhadores migrantes não conseguem obter.
A investigação também afirma que, em alguns casos, famílias foram incentivadas a liberar corpos sem autópsia, e que mortes ocorridas em locais de trabalho foram classificadas como “morte natural”, o que pode impedir o pagamento de indenizações.
As denúncias ganharam visibilidade também por causa do papel crescente da Arábia Saudita no esporte global.
A Saudi Aramco é patrocinadora de grandes eventos esportivos internacionais, enquanto o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da FIFA de 2034. Organizações de direitos humanos argumentam que esses vínculos aumentam a pressão sobre patrocinadores e organizadores para garantir padrões trabalhistas adequados.
Em abril de 2026, especialistas independentes das Nações Unidas pediram que a Arábia Saudita adotasse medidas urgentes para proteger os cerca de 16 milhões de trabalhadores migrantes no país, afirmando que continuam surgindo denúncias de abuso e exploração mesmo após reformas trabalhistas anunciadas nos últimos anos.
Segundo o relatório da FairSquare e a cobertura jornalística sobre o tema, os pesquisadores enviaram perguntas à Saudi Aramco antes da publicação, mas não receberam resposta dentro do prazo.
Em alguns casos específicos, empresas contratadas deram declarações. A Saipem, por exemplo, afirmou que garantiu atendimento médico ao trabalhador ferido no caso citado. Ainda assim, o relatório conclui que é necessário maior supervisão sobre as empresas contratadas e definição clara de responsabilidades para evitar abusos em grandes cadeias industriais de fornecimento.
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O relatório “Blood, Sweat and Oil”, da FairSquare, alega que trabalhadores migrantes contratados por empresas ligadas à Saudi Aramco enfrentam calor extremo, jornadas de até 19 horas, moradias precárias e dificuldades...
O relatório “Blood, Sweat and Oil”, da FairSquare, alega que trabalhadores migrantes contratados por empresas ligadas à Saudi Aramco enfrentam calor extremo, jornadas de até 19 horas, moradias precárias e dificuldades... Entre os casos citados está o do nepalês Shrawan Shah Rauniyar, que afirma ter tido as pernas esmagadas por uma viga metálica durante um projeto ligado à Aramco e diz não ter recebido compensação pelo acidente.[17]
As denúncias surgem em meio ao aumento do escrutínio internacional sobre direitos trabalhistas na Arábia Saudita antes da Copa do Mundo de 2034, enquanto especialistas da ONU alertam para abusos persistentes contra ce...