Apesar de perder a liderança, a Apple não encolheu. Pelo contrário: o valor da marca cresceu cerca de 6% em um ano, chegando a aproximadamente US$ 1,3–1,4 trilhão.
Na prática, a empresa perdeu o primeiro lugar porque o Google avançou muito mais rápido em um mercado cada vez mais influenciado pela inteligência artificial.
Esse movimento mostra como a percepção de inovação — especialmente em torno da IA — pode alterar rapidamente a posição das empresas no topo do mercado global.
Outro dado impressionante do relatório é o crescimento do valor total das marcas.
O valor combinado das 100 marcas mais valiosas do mundo chegou a US$ 13,1 trilhões em 2026, um aumento de 22% em relação ao ano anterior — o maior nível já registrado pelo estudo.
Segundo a Kantar, grande parte desse avanço vem da forma como experiências baseadas em IA estão mudando a relação entre consumidores e empresas, influenciando como as pessoas:
Como em anos anteriores, empresas de tecnologia ocupam a maior parte das primeiras posições. Entre os nomes mais fortes estão:
O relatório também marca um momento histórico: várias marcas já ultrapassam a marca de US$ 1 trilhão em valor, incluindo Google, Microsoft e Amazon, enquanto a Apple permanece próxima desse patamar.
Isso mostra como plataformas digitais, infraestrutura de nuvem e ecossistemas de IA passaram a definir grande parte da influência econômica global.
Outra tendência clara é o surgimento de marcas nativas de inteligência artificial.
Isso indica que produtos de IA estão deixando de ser apenas tecnologias dentro de grandes empresas e começam a se tornar marcas globais independentes.
O relatório também destaca o crescimento acelerado de empresas chinesas no ranking.
As marcas da China presentes no Top 100 tiveram aumento médio de cerca de 32% no valor, superando com folga a média global.
Entre os nomes mais relevantes estão:
No total, 13 marcas chinesas aparecem no ranking, sinalizando a expansão da competitividade global do país em setores como internet, tecnologia de consumo e serviços financeiros.
Durante boa parte da última década, o poder das grandes marcas estava ligado principalmente a dispositivos e ecossistemas de hardware.
Agora, o centro dessa influência parece estar migrando para plataformas de inteligência artificial, infraestrutura digital e integração em serviços do dia a dia.
O retorno do Google ao topo simboliza essa mudança. Ao integrar a Gemini em seus produtos e expandir funcionalidades de IA em busca e serviços online, a empresa reforçou seu papel como uma das plataformas mais centrais da economia digital.
Ao mesmo tempo, a ascensão de novas empresas de IA e o crescimento acelerado de marcas chinesas mostram que o cenário global de marcas está se tornando mais competitivo — e cada vez mais moldado pela inteligência artificial.
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