A K33 Research argumenta que a mínima de US$ 60 mil em fevereiro de 2026 já foi a queda máxima deste ciclo, mas a Glassnode e a Galaxy projetam um fundo definitivo entre US$ 40 mil e US$ 54 mil. A grande divergência não está só nos preços, mas em uma questão estrutural: será que a adoção institucional e os ETFs queb...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What do K33 Research, Wintermute, Glassnode, and Bitfinex analysts currently conclude about whether Bitcoin is nearing a cyclical bottom, an. Article summary: Here is a source-limited snapshot of where each firm stands based on the provided materials. The cited evidence supports a clear split between **K33’s “bottom already in” view** and **Glassnode/Galaxy-style “bottom still. Topic tags: general, general web, user generated. Reference image context from search candidates: Reference image 1: visual subject "Wintermute stated that the continuous outflows from US institutional funds are insufficient to generate new buying pressure in the market." source context "Wintermute and Bitfinex Analyze Bitcoin’s Recent Drop: Reasons and the Next Potential Price Level Identified!" Reference image 2: visual subject "The Cyclical
A pergunta que está tirando o sono de qualquer investidor de criptomoedas em 2026 é simples: o fundo do poço já passou ou ainda falta um último grande tombo? As maiores casas de análise do mundo estão divididas. De um lado, a europeia K33 Research crava que a queda para US$ 60 mil em fevereiro foi o pior momento deste ciclo. Do outro, pesos-pesados como Glassnode e Galaxy Research insistem que a matemática on-chain aponta para um chão mais baixo, na casa dos US$ 40 mil a US$ 54 mil. E, no meio do caminho, a formadora de mercado Wintermute pede calma, alertando que a fuga de capital institucional ainda não acabou.
Com um dos argumentos mais firmes do mercado, a K33 Research acredita que o tombo do Bitcoin para a faixa dos US$ 60 mil, em fevereiro, foi a máxima baixa deste ciclo. O chefe de pesquisa, Vetle Lunde, não está apenas sendo otimista. Ele sustenta que a estrutura deste mercado baixista é totalmente diferente das quedas brutais de 2014, 2018 e 2022 .
Para defender essa tese, Lunde se apoia em um tripé de indicadores. Primeiro, o Bitcoin passou 189 dias consecutivos abaixo de sua média móvel de 200 dias, um padrão que a K33 compara ao fundo de março-abril de 2025, que precedeu uma disparada para novas máximas históricas . Em segundo lugar, a taxa de financiamento média de 30 dias está negativa há 81 dias seguidos, um pessimismo tão "unicamente extremo" que costuma aparecer mais em fundos de mercado do que em vésperas de novos colapsos
.
A lógica central de Lunde é quase uma tese contrária (contrarian): justamente por estarmos todos tão pessimistas, o risco de uma capitulação violenta é menor. A liquidação alavancada já teria acontecido de forma mais lenta e dolorosa. Para a K33, o rali tímido de 2025 pavimentou um mercado de baixa mais moderado em 2026, com o Bitcoin devendo se consolidar entre US$ 60 mil e US$ 75 mil, sem sustos de 80% de queda .
Mas nem todo mundo comprou a ideia de que o pesadelo acabou. Para a Glassnode e a Galaxy Research, o mesmo processo de "amadurecimento" do mercado não está protegendo o preço — está apenas puxando o piso mais para baixo.
O cofundador da Glassnode, Rafael Schultze-Kraft, usou dois dos modelos mais confiáveis de dados on-chain para projetar uma zona de exaustão vendedora. O modelo CVDD (Cumulative Value Days Destroyed) aponta um suporte perto de US$ 46.200, enquanto o Preço Realizado Agregado da rede está em cerca de US$ 54.000. Juntos, criam um "cluster de suporte macroeconômico" de alta probabilidade entre US$ 46 mil e US$ 54 mil .
Essa teoria ganhou um sinal de alerta real no dia 5 de junho de 2026, quando o Bitcoin despencou momentaneamente para US$ 59.791, rompendo o preço médio de equilíbrio dos detentores pela primeira vez desde dezembro de 2022. O ativo roçou perigosamente a Média Móvel de 200 semanas (US$ 61.700) e o Preço Realizado Mediano (US$ 64.100) — uma zona de suporte que, segundo a Glassnode, apareceu em apenas 7% de toda a história do Bitcoin . Apesar do drama, o preço continuou acima da faixa mágica de US$ 46 mil a US$ 54 mil.
Já a Galaxy Research chega ao mesmo destino por um caminho diferente. Em seu relatório de junho de 2026, a gestora parte do pressuposto de que o fundo ainda não se formou. Analisando a redução gradual das quedas de ciclo para ciclo (os tombos estão ficando menores), a Galaxy projeta um piso base entre US$ 40 mil e US$ 46 mil em algum momento até o último trimestre de 2026. O topo mais calmo de outubro de 2025, nessa visão, gera um fundo mais raso que os de 2018 e 2022, mas ainda abaixo do que a K33 imagina .
Quem está lucrando com a volatilidade literalmente no mercado, a Wintermute, adota um tom cauteloso. A formadora de mercado não crava um número específico para o fundo, mas seus relatórios em junho de 2026 são um banho de água fria. A empresa identifica o verdadeiro vilão da queda: as saídas líquidas dos ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, que somaram impressionantes US$ 2,97 bilhões em apenas 10 dias .
Para a Wintermute, é cedo para cantar vitória. O mercado só terá um piso duradouro quando os fluxos de capital para os ETFs e as stablecoins voltarem de forma consistente. Até lá, as condições típicas de baixa liquidez do verão americano ainda podem arrastar os preços para baixo .
No fundo, essa briga de gigantes não é sobre uma linha de suporte ou outra. É uma discussão filosófica sobre o DNA do Bitcoin. Os modelos tradicionais dizem que o fundo do ciclo está marcado para o último trimestre de 2026, cerca de 12 meses após o topo de outubro de 2025 . Por essa lógica, a queda de fevereiro foi só um susto no meio do caminho. A K33 responde que essa lógica já era — o ciclo de quatro anos está se despedaçando sob o peso dos ETFs, dos investidores institucionais e de uma política de juros que não é mais a farra de dinheiro barato do passado. Eles acreditam que, sim, desta vez é diferente
.
Já a dupla Glassnode-Galaxy não está presa ao passado, mas também não o ignora. Eles concordam que o mercado mudou e que as quedas serão menores. Apenas concluem que um ciclo menos intenso ainda gera um piso pior que o da K33 — uma aterrissagem em US$ 40 mil, não um pouso suave em US$ 60 mil. A grande dúvida para o investidor é se o pessimismo extremo de hoje é o prenúncio da virada, como quer a K33, ou apenas o prelúdio da última e derradeira perna de baixa.
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A K33 Research argumenta que a mínima de US$ 60 mil em fevereiro de 2026 já foi a queda máxima deste ciclo, mas a Glassnode e a Galaxy projetam um fundo definitivo entre US$ 40 mil e US$ 54 mil.
A K33 Research argumenta que a mínima de US$ 60 mil em fevereiro de 2026 já foi a queda máxima deste ciclo, mas a Glassnode e a Galaxy projetam um fundo definitivo entre US$ 40 mil e US$ 54 mil. A grande divergência não está só nos preços, mas em uma questão estrutural: será que a adoção institucional e os ETFs quebraram o ciclo de quatro anos do Bitcoin?
A K33 vê 81 dias de taxas de financiamento negativas como um sinal de esgotamento da pressão vendedora, enquanto a Wintermute alerta que as saídas bilionárias dos ETFs ainda não deram trégua.
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