O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a guerra no Irã com o presidente da China, Xi Jinping, durante a cúpula em Washington. Segundo o embaixador americano em Pequim, David Perdue, Trump repetiu no encontro de 24 de setembro um alerta que os EUA já haviam feito semanas antes: qualquer ajuda chinesa ao Irã seria “totalmente inaceitável”. A questão em aberto é se o aviso teve algum efeito concreto.
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O que Perdue disse sobre o alerta e a resposta chinesa
Em entrevista à CNBC no dia seguinte à reunião, Perdue afirmou que a objeção americana abrangia ajuda direta ou indireta, incluindo informações de inteligência, peças e equipamentos militares. Ele descreveu o recado como parte de uma pressão contínua. Na declaração citada, Perdue falou em peças, sem identificar especificamente componentes de drones.
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À Fox News, o embaixador disse que a China havia assegurado aos EUA que não estava ajudando o Irã. Também afirmou que Washington observara “algum movimento” no mês anterior, mas o relato citado não explica o que mudou nem traz verificação independente das garantias chinesas. Uma garantia diplomática não é prova de que a assistência cessou.
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Por que Washington levantou o assunto
Antes da cúpula, o The Wall Street Journal noticiou, com base em autoridades americanas, que o Irã obtivera imagens de satélite de alta resolução de uma base dos EUA na Jordânia fornecidas por entidades chinesas. Isso teria ocorrido antes de um ataque em julho que matou três militares americanos. A Reuters informou que Trump inicialmente minimizou a reportagem. O relato, por si só, não demonstra que Pequim tenha ordenado o fornecimento das imagens nem que elas tenham determinado o resultado do ataque.
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A senadora democrata Jeanne Shaheen citou o caso ao pedir que Trump cobrasse Xi sobre o apoio chinês ao Irã.
34 Também houve relatos sobre possíveis lançadores chineses de mísseis antiaéreos portáteis, mas as fontes citadas não confirmam uma entrega de 400 lançadores, o suposto uso de imagens para mirar navios americanos ou mudanças em procedimentos navais.
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Negociações com o Irã ocorriam em paralelo
Enquanto Trump e Xi se reuniam, a Reuters informou que negociadores americanos e iranianos examinavam uma saída gradual da guerra que poderia incluir a reabertura do Estreito de Ormuz — passagem marítima estratégica — e o fim de um bloqueio econômico imposto pelos EUA. O chanceler iraniano disse que Teerã havia enviado, por intermediários, uma proposta para reabrir o estreito caso suas condições fossem atendidas. Eram possibilidades em negociação, não um acordo fechado.
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A cúpula de três dias terminou na sexta-feira com um chá na Casa Branca e uma visita aos Arquivos Nacionais dos EUA. A Reuters apontou poucos avanços de grande porte.
19 Por ora, o que está documentado é o relato de Perdue sobre o aviso americano e as garantias chinesas — não uma confirmação de que o fluxo de ajuda ao Irã tenha sido interrompido.
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