Diplomatas no Conselho também ouviram que civis estão sendo afetados por incidentes relacionados à guerra em ambos os lados da fronteira entre Rússia e Ucrânia, indicando que os efeitos do conflito estão se ampliando para além das principais linhas de frente.
A reunião foi solicitada oficialmente pela Ucrânia em uma carta enviada ao Conselho de Segurança, na qual o governo ucraniano descreveu uma intensificação recente de ataques russos com drones e mísseis contra civis e infraestrutura crítica.
O pedido recebeu apoio de vários membros do Conselho, incluindo Dinamarca, França, Grécia, Letônia e Reino Unido.
Durante a sessão, os debates se concentraram no agravamento da situação de segurança e na falta de progresso rumo a um acordo diplomático, enquanto a guerra avança para seu quinto ano.
As tensões durante a reunião também ultrapassaram diretamente a questão da Ucrânia. O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, afirmou que Moscou teria informações de que a Ucrânia estaria planejando ataques com drones contra a Rússia a partir do território da Letônia e de outros países bálticos.
Nebenzya advertiu que a adesão da Letônia à OTAN “não a protegerá” de possíveis retaliações, declaração que gerou reação imediata de outros diplomatas.
Autoridades da Letônia e da Ucrânia rejeitaram as acusações, classificando-as como falsas e parte de uma campanha de desinformação.
Representantes dos Estados Unidos responderam dizendo que a ONU “não é lugar para ameaças contra um membro do Conselho”, reafirmando também os compromissos de defesa dos EUA com aliados da OTAN.
O briefing da ONU destacou que, mesmo após anos de combates, a guerra continua a se intensificar. Com ataques massivos de drones e mísseis cada vez mais frequentes, aumento de vítimas civis e tensões políticas envolvendo países da OTAN, autoridades alertam que o conflito permanece volátil — e potencialmente mais perigoso para a região e para a população civil.