Um censo de 37 galáxias anãs próximas encontrou um descompasso expressivo: elas retêm de 4% a 25% do oxigênio que suas estrelas produziram ao longo do tempo. A média é de 11%. O resultado do projeto GLOW aponta que a maior parte desse elemento não aparece no inventário atual das galáxias — mas não prova que todo o oxigênio ausente tenha escapado para o espaço entre elas.
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O que o estudo encontrou
O projeto Galaxies Losing Oxygen via Winds (GLOW, ou “galáxias perdendo oxigênio por meio de ventos”) analisou galáxias de baixa massa, ricas em gás e próximas da Via Láctea. Além da retenção entre 4% e 25%, o levantamento concluiu que quase todo o oxigênio que permanece nessas galáxias está no gás.
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A comparação é entre uma estimativa do oxigênio produzido pelas estrelas ao longo da história de cada galáxia e o que os pesquisadores conseguem contabilizar nela hoje. Portanto, trata-se de um balanço: ele identifica uma falta no inventário, mas não acompanha cada átomo até seu destino atual.
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Como os pesquisadores montaram o balanço
A equipe combinou estimativas da produção de oxigênio pelas estrelas com medições do material que ainda está nas galáxias. Os trabalhos do GLOW descrevem um conjunto de dados para 37 sistemas e um levantamento voltado a medir a produção, a distribuição e a retenção do elemento.
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Imagens do telescópio espacial Hubble permitiram distinguir estrelas e reconstruir a história de formação estelar das galáxias — uma base para estimar quanto oxigênio foi produzido ao longo do tempo. A análise também reuniu observações do Spitzer e de radiotelescópios em terra: o Very Large Array e o Australia Telescope Compact Array.
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Por que a descoberta importa
O oxigênio é produzido por estrelas. Por isso, quando uma galáxia contém bem menos oxigênio do que se estima que suas estrelas fabricaram, uma explicação possível é que parte do material tenha sido levada para fora. Os resultados são compatíveis com ventos impulsionados por estrelas massivas e explosões de supernovas, que podem remover oxigênio de galáxias de baixa massa.
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O tamanho da diferença também coloca à prova modelos de evolução galáctica que preveem que mais oxigênio deveria permanecer nas galáxias anãs. Para se alinharem ao inventário observado, esses modelos precisam explicar como esses sistemas perdem uma parcela tão grande do elemento produzido por suas estrelas.
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Para onde foi o oxigênio ausente?
O levantamento mostra que a maior parte do oxigênio produzido não está no inventário medido dentro das galáxias. Isso aponta para a ejeção de material, mas não determina se o oxigênio continua em gás ao redor delas ou se chegou ao espaço intergaláctico. Seu destino final segue em aberto.
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