Cingapura detectou 284.300 sistemas infectados por malware em 2025, contra 117.300 em 2024. O salto foi de 142%. Segundo o relatório, o resultado está associado à persistência das atividades maliciosas e à melhora na detecção de dispositivos infectados por botnets.
Essa diferença é importante. O número não significa necessariamente que todas as infecções adicionais tenham ocorrido durante o ano: sistemas que já estavam comprometidos podem ter sido identificados apenas depois. Ainda assim, o dado revela a dimensão da infraestrutura vulnerável que passou a ser visível para os defensores cibernéticos de Cingapura — e o interesse dos criminosos por dispositivos conectados no país.
O relatório relaciona o avanço do malware à expansão do malware-as-a-service — ou malware como serviço —, modelo que permite a criminosos utilizar recursos maliciosos sem precisar desenvolver todas as ferramentas por conta própria. Dispositivos de internet das coisas (IoT) voltados ao consumidor, como equipamentos de rede mal configurados ou sem atualizações, formam uma ampla base potencial para botnets.
A agência de cibersegurança de Cingapura também identificou ataques que exploraram roteadores sem correções de segurança em várias organizações. Os invasores criaram contas administrativas não autorizadas e instalaram ferramentas capazes de permanecer ativas mesmo após futuras atualizações de segurança.
Como resposta, todos os roteadores residenciais vendidos em Cingapura deverão atender aos requisitos de nível 2 do Cybersecurity Labelling Scheme até o fim de 2027. A medida busca elevar o nível mínimo de proteção de equipamentos que podem servir como porta de entrada para redes corporativas ou ser incorporados a botnets.
O relatório descreve a IA como parte de um ambiente de ameaças cada vez mais complexo. A tecnologia pode ajudar criminosos a produzir mensagens persuasivas e conteúdo sintético em velocidade e escala maiores. Autoridades cingapurianas também alertaram para golpes que envolvem manipulação digital, incluindo deepfakes.
Na prática, empresas e usuários já não podem depender apenas da identificação de erros grosseiros de ortografia, imagens malfeitas ou textos pouco naturais para reconhecer uma fraude. Solicitações incomuns devem ser confirmadas por canais confiáveis, enquanto contas precisam de autenticação forte e os sistemas devem limitar o impacto de uma eventual invasão.
As tentativas de phishing reportadas diminuíram aproximadamente um quinto: foram cerca de 6.100 casos em 2024 e aproximadamente 4.800 em 2025.
O dado precisa ser interpretado com cautela. Os registros refletem os incidentes comunicados às autoridades, não todas as tentativas de phishing realizadas. Além disso, conteúdos produzidos ou aprimorados por IA podem tornar a personificação e a fraude mais convincentes, mesmo quando o volume convencional de ocorrências reportadas cai.
As evidências disponíveis não estabelecem com segurança quais setores ou instituições estrangeiras foram os mais imitados em 2025. Por isso, não é possível apresentar uma lista confiável dessas categorias.
Os casos de ransomware passaram de 159 em 2024 para 165 em 2025. Pequenas e médias empresas foram afetadas de forma desproporcional, em parte porque costumam ter menos recursos para manter estruturas maduras de defesa cibernética.
Para essas empresas, a resposta é principalmente operacional: manter sistemas atualizados, testar backups, restringir acessos e preparar um plano de resposta a incidentes. A resiliência depende não apenas de evitar todos os ataques, mas também de conter rapidamente uma invasão e restaurar as operações essenciais.
Um dos episódios mais relevantes envolveu o grupo de ameaça persistente avançada UNC3886, que tentou invadir as quatro principais operadoras de telecomunicações de Cingapura. Em resposta, o país lançou a Operação Cyber Guardian, descrita nas fontes como sua maior operação coordenada de resposta a um incidente cibernético. A ameaça foi contida sem interrupção reportada dos serviços de telecomunicações e sem evidências de comprometimento de dados de clientes.
O caso mostra por que a infraestrutura crítica exige tratamento diferente do sistema de tecnologia da informação de uma empresa comum. Um incidente que afete telecomunicações, energia, finanças ou saúde pode causar consequências que ultrapassam uma única organização. Nesses setores, a coordenação entre operadores e órgãos públicos é essencial.
A estrutura de infraestrutura crítica de informação de Cingapura abrange 11 setores:
A Cyber Security Agency of Singapore (CSA), agência nacional de cibersegurança do país, exige que os proprietários de infraestruturas críticas de informação obtenham a certificação Cyber Trust Mark de nível 5 até o fim de 2027. O programa também foi ampliado para incluir segurança em nuvem, tecnologia operacional e inteligência artificial, além dos controles tradicionais de TI.
A mudança amplia o foco: não basta proteger um sistema isoladamente. As organizações também precisam acompanhar os sistemas conectados, os fornecedores e a arquitetura de rede ao redor da infraestrutura crítica. Essa visibilidade é especialmente importante quando roteadores expostos, serviços de nuvem ou tecnologias operacionais podem ser usados como caminho até ambientes mais valiosos.
David Koh, primeiro diretor-executivo da CSA e comissário de Cibersegurança de Cingapura, deixou os dois cargos em 1º de julho de 2026. Ele foi sucedido por Gwenda Fong.
A transição ocorreu depois do período principal analisado na publicação sobre 2025 e 2026. Portanto, trata-se de uma mudança de liderança para a próxima etapa do trabalho de resiliência cibernética do país, e não de uma conclusão sobre os dados de ameaças registrados em 2025.
A principal mensagem não é apenas que Cingapura sofreu mais ataques. O país enfrenta um ecossistema de ameaças que se tornou mais fácil de ampliar e mais difícil de reconhecer, enquanto suas próprias capacidades de detecção e resposta também avançaram.
Três conclusões se destacam:
O resultado é uma estratégia baseada em visibilidade, resposta coordenada e padrões obrigatórios — combinada às práticas cotidianas necessárias para impedir que dispositivos vulneráveis e empresas menores se transformem no próximo elo fraco.
Cingapura detectou 284.300 sistemas infectados por malware em 2025, contra 117.300 em 2024. O salto foi de 142%. Segundo o relatório, o resultado está associado à persistência das atividades maliciosas e à melhora na detecção de dispositivos infectados por botnets.
Essa diferença é importante. O número não significa necessariamente que todas as infecções adicionais tenham ocorrido durante o ano: sistemas que já estavam comprometidos podem ter sido identificados apenas depois. Ainda assim, o dado revela a dimensão da infraestrutura vulnerável que passou a ser visível para os defensores cibernéticos de Cingapura — e o interesse dos criminosos por dispositivos conectados no país.
O relatório relaciona o avanço do malware à expansão do malware-as-a-service — ou malware como serviço —, modelo que permite a criminosos utilizar recursos maliciosos sem precisar desenvolver todas as ferramentas por conta própria. Dispositivos de internet das coisas (IoT) voltados ao consumidor, como equipamentos de rede mal configurados ou sem atualizações, formam uma ampla base potencial para botnets.
A agência de cibersegurança de Cingapura também identificou ataques que exploraram roteadores sem correções de segurança em várias organizações. Os invasores criaram contas administrativas não autorizadas e instalaram ferramentas capazes de permanecer ativas mesmo após futuras atualizações de segurança.
Como resposta, todos os roteadores residenciais vendidos em Cingapura deverão atender aos requisitos de nível 2 do Cybersecurity Labelling Scheme até o fim de 2027. A medida busca elevar o nível mínimo de proteção de equipamentos que podem servir como porta de entrada para redes corporativas ou ser incorporados a botnets.
O relatório descreve a IA como parte de um ambiente de ameaças cada vez mais complexo. A tecnologia pode ajudar criminosos a produzir mensagens persuasivas e conteúdo sintético em velocidade e escala maiores. Autoridades cingapurianas também alertaram para golpes que envolvem manipulação digital, incluindo deepfakes.
Na prática, empresas e usuários já não podem depender apenas da identificação de erros grosseiros de ortografia, imagens malfeitas ou textos pouco naturais para reconhecer uma fraude. Solicitações incomuns devem ser confirmadas por canais confiáveis, enquanto contas precisam de autenticação forte e os sistemas devem limitar o impacto de uma eventual invasão.
As tentativas de phishing reportadas diminuíram aproximadamente um quinto: foram cerca de 6.100 casos em 2024 e aproximadamente 4.800 em 2025.
O dado precisa ser interpretado com cautela. Os registros refletem os incidentes comunicados às autoridades, não todas as tentativas de phishing realizadas. Além disso, conteúdos produzidos ou aprimorados por IA podem tornar a personificação e a fraude mais convincentes, mesmo quando o volume convencional de ocorrências reportadas cai.
As evidências disponíveis não estabelecem com segurança quais setores ou instituições estrangeiras foram os mais imitados em 2025. Por isso, não é possível apresentar uma lista confiável dessas categorias.
Os casos de ransomware passaram de 159 em 2024 para 165 em 2025. Pequenas e médias empresas foram afetadas de forma desproporcional, em parte porque costumam ter menos recursos para manter estruturas maduras de defesa cibernética.
Para essas empresas, a resposta é principalmente operacional: manter sistemas atualizados, testar backups, restringir acessos e preparar um plano de resposta a incidentes. A resiliência depende não apenas de evitar todos os ataques, mas também de conter rapidamente uma invasão e restaurar as operações essenciais.
Um dos episódios mais relevantes envolveu o grupo de ameaça persistente avançada UNC3886, que tentou invadir as quatro principais operadoras de telecomunicações de Cingapura. Em resposta, o país lançou a Operação Cyber Guardian, descrita nas fontes como sua maior operação coordenada de resposta a um incidente cibernético. A ameaça foi contida sem interrupção reportada dos serviços de telecomunicações e sem evidências de comprometimento de dados de clientes.
O caso mostra por que a infraestrutura crítica exige tratamento diferente do sistema de tecnologia da informação de uma empresa comum. Um incidente que afete telecomunicações, energia, finanças ou saúde pode causar consequências que ultrapassam uma única organização. Nesses setores, a coordenação entre operadores e órgãos públicos é essencial.
A estrutura de infraestrutura crítica de informação de Cingapura abrange 11 setores:
A Cyber Security Agency of Singapore (CSA), agência nacional de cibersegurança do país, exige que os proprietários de infraestruturas críticas de informação obtenham a certificação Cyber Trust Mark de nível 5 até o fim de 2027. O programa também foi ampliado para incluir segurança em nuvem, tecnologia operacional e inteligência artificial, além dos controles tradicionais de TI.
A mudança amplia o foco: não basta proteger um sistema isoladamente. As organizações também precisam acompanhar os sistemas conectados, os fornecedores e a arquitetura de rede ao redor da infraestrutura crítica. Essa visibilidade é especialmente importante quando roteadores expostos, serviços de nuvem ou tecnologias operacionais podem ser usados como caminho até ambientes mais valiosos.
David Koh, primeiro diretor-executivo da CSA e comissário de Cibersegurança de Cingapura, deixou os dois cargos em 1º de julho de 2026. Ele foi sucedido por Gwenda Fong.
A transição ocorreu depois do período principal analisado na publicação sobre 2025 e 2026. Portanto, trata-se de uma mudança de liderança para a próxima etapa do trabalho de resiliência cibernética do país, e não de uma conclusão sobre os dados de ameaças registrados em 2025.
A principal mensagem não é apenas que Cingapura sofreu mais ataques. O país enfrenta um ecossistema de ameaças que se tornou mais fácil de ampliar e mais difícil de reconhecer, enquanto suas próprias capacidades de detecção e resposta também avançaram.
Três conclusões se destacam:
O resultado é uma estratégia baseada em visibilidade, resposta coordenada e padrões obrigatórios — combinada às práticas cotidianas necessárias para impedir que dispositivos vulneráveis e empresas menores se transformem no próximo elo fraco.