Em uma entrevista ao veículo russo Komsomolskaya Pravda, Zakharova declarou: “A França deve saber que sua liderança está pessoalmente envolvida em atividades terroristas contra mulheres e crianças” .
As declarações de Zakharova foram uma resposta direta a uma postagem de Macron na qual ele condenou um grande ataque russo com mísseis e drones contra Kiev na noite de 4 para 5 de agosto de 2026 . Nessa postagem, Macron pediu maior pressão sobre a Rússia e mais apoio militar à Ucrânia .
O ataque a Kiev matou pelo menos 17 pessoas, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky .
Macron condenou o que chamou de “política de terror” da Rússia, “executada com mísseis e drones” contra civis ucranianos, e afirmou que “a Rússia deve ser responsabilizada por seus crimes” . Ele especificamente prometeu que a União Europeia intensificaria as sanções contra a Rússia e aumentaria a ajuda militar à Ucrânia .
“Cada novo ataque confirma mais uma vez um fato óbvio: a Rússia deve pagar por sua agressão e ser responsabilizada por seus crimes. Ombro a ombro com a Ucrânia, não sucumbiremos ao cansaço ou à intimidação”, escreveu Macron no X .
Não. Vários veículos de imprensa que cobriram seus comentários — incluindo UA News, Al Mayadeen, OSN Media, Vedomosti e Caliber.Az — destacaram explicitamente que Zakharova não forneceu nenhuma evidência independente para apoiar sua acusação . Nenhum documento, relatório de inteligência ou ligação a incidentes específicos foi citado. Sua alegação baseou-se unicamente em sua interpretação das declarações públicas de Macron pedindo mais pressão sobre a Rússia e mais apoio militar à Ucrânia.
O intercâmbio marca uma escalada significativa na retórica entre Moscou e Paris. A França continua sendo um dos mais fortes apoiadores europeus da Ucrânia, e Macron recentemente adotou uma postura mais assertiva em relação à defesa europeia e ao apoio a Kiev. Em julho de 2026, ele convocou mais de 25 líderes para uma demonstração de apoio à Ucrânia e declarou que os europeus estavam prontos para defender seu continente “com sangue, se necessário” .
Esta não é a primeira vez que Zakharova ataca Macron. Em junho de 2026, ela o acusou de “comportamento contraditório e manipulador” em relação à sua postura sobre a Rússia . No entanto, a acusação de agosto — ligando diretamente um líder estrangeiro a ataques terroristas — representa uma intensificação notável da comunicação da mídia estatal e da diplomacia russas.