Essa distinção é importante porque reduz a pressão para que a OpenAI vá à Bolsa apenas para levantar dinheiro. A empresa pode escolher o momento com base em crescimento de receita, previsibilidade dos custos de computação e disposição dos investidores públicos em aceitar sua avaliação.
A OpenAI afirma ter concluído, em março, uma rodada com US$ 122 bilhões em capital comprometido, a uma avaliação pós-investimento de US$ 852 bilhões. Segundo a empresa, os recursos vão financiar a próxima etapa de seu trabalho em inteligência artificial. A cobertura da rodada destacou a necessidade de chips, capacidade em data centers e profissionais especializados.
Esse volume de capital diminui a necessidade imediata de usar um IPO para bancar as operações. Em vez de correr para a Bolsa, a OpenAI pode esperar por uma trajetória de receita mais forte, maior clareza sobre os custos de treinamento e execução dos modelos ou um ambiente mais favorável para empresas de tecnologia.
Esperar, no entanto, não elimina a cobrança. Apenas dá à administração mais opções sobre quando transformar uma avaliação privada em uma cotação pública — e permite que a empresa tente apresentar uma história operacional mais convincente aos investidores.
A Anthropic protocolou confidencialmente um pedido de IPO nos Estados Unidos em 1º de junho, ficando à frente da OpenAI no processo formal de abertura de capital. Em 19 de agosto, uma métrica de mercado de previsão citada pela TIME indicava probabilidade implícita de 92,5% de a Anthropic confirmar uma oferta pública antes de 1º de novembro de 2026. Esses preços refletem expectativas de negociação, não representam uma garantia de que o evento ocorrerá.
Segundo relatos, Friar disse aos funcionários que eles não deveriam se preocupar caso a Anthropic chegasse primeiro à Bolsa. Uma primeira listagem pode gerar publicidade e estabelecer uma referência de mercado, mas não determina, por si só, qual empresa terá o negócio mais forte no longo prazo.
As duas companhias também enfrentam perguntas comerciais diferentes. O Claude, da Anthropic, ganhou espaço entre clientes corporativos. Um relatório que citou o Ramp AI Index afirmou que a adoção empresarial do Claude nos Estados Unidos chegou a 34,4% em abril, contra 32,3% do ChatGPT.
A OpenAI, por sua vez, precisa mostrar que o alcance do ChatGPT pode se converter em assinaturas duradouras, uso de sua API e contratos empresariais. Essa é uma diferença estratégica entre os modelos de negócio, não uma conclusão definitiva sobre qual das empresas vencerá a corrida da inteligência artificial.
O caminho da OpenAI até um IPO é mais complexo que o de uma startup convencional. A organização foi criada como uma entidade sem fins lucrativos em 2015 e, em 2019, formou uma subsidiária com lucro limitado para atrair investimentos sem abandonar sua estrutura orientada por missão.
Mais tarde, a OpenAI afirmou que sua empresa operacional se tornaria uma corporação de benefício público, enquanto a entidade sem fins lucrativos manteria o controle. A Reuters já havia noticiado uma possível reestruturação para tornar o negócio mais atraente aos investidores, mas o desenho societário continuou sendo um dos principais pontos de discussão sobre o futuro da companhia.
Antes de uma oferta pública, os investidores precisariam entender com precisão:
Essa não é uma questão meramente burocrática. A governança determina quem controla a empresa e até que ponto os acionistas públicos poderão avaliar ou influenciar as decisões da administração.
Friar tem experiência direta com os mercados públicos. A biografia publicada pela Universidade de Oxford a identifica como CFO da OpenAI e informa que ela foi CEO da Nextdoor e CFO da Square. Sob sua liderança, a Square realizou seu IPO em 2015.
As informações biográficas públicas indicam que Friar entrou na OpenAI em junho de 2024 — e não em 2023, como aparece em alguns resumos sobre o IPO. Sua experiência é relevante para preparação financeira, comunicação com investidores, divulgação de resultados e prestação de contas, mas não garante uma data específica nem determinada avaliação para a oferta.
A questão fundamental será saber se a OpenAI consegue provar que sua escala é economicamente sustentável. Entre os pontos que provavelmente estarão no radar dos investidores estão:
A corrida com a Anthropic pode definir quem chega primeiro a Wall Street, mas não resolve a tese de investimento. O financiamento de US$ 122 bilhões dá à OpenAI a opção de esperar por uma narrativa operacional mais sólida.
A mensagem de Friar, portanto, aponta para um calendário flexível: 2027 é o destino declarado, uma estreia antecipada continua possível e a qualidade do negócio provavelmente será mais importante que vencer a corrida do calendário.
Essa distinção é importante porque reduz a pressão para que a OpenAI vá à Bolsa apenas para levantar dinheiro. A empresa pode escolher o momento com base em crescimento de receita, previsibilidade dos custos de computação e disposição dos investidores públicos em aceitar sua avaliação.
A OpenAI afirma ter concluído, em março, uma rodada com US$ 122 bilhões em capital comprometido, a uma avaliação pós-investimento de US$ 852 bilhões. Segundo a empresa, os recursos vão financiar a próxima etapa de seu trabalho em inteligência artificial. A cobertura da rodada destacou a necessidade de chips, capacidade em data centers e profissionais especializados.
Esse volume de capital diminui a necessidade imediata de usar um IPO para bancar as operações. Em vez de correr para a Bolsa, a OpenAI pode esperar por uma trajetória de receita mais forte, maior clareza sobre os custos de treinamento e execução dos modelos ou um ambiente mais favorável para empresas de tecnologia.
Esperar, no entanto, não elimina a cobrança. Apenas dá à administração mais opções sobre quando transformar uma avaliação privada em uma cotação pública — e permite que a empresa tente apresentar uma história operacional mais convincente aos investidores.
A Anthropic protocolou confidencialmente um pedido de IPO nos Estados Unidos em 1º de junho, ficando à frente da OpenAI no processo formal de abertura de capital. Em 19 de agosto, uma métrica de mercado de previsão citada pela TIME indicava probabilidade implícita de 92,5% de a Anthropic confirmar uma oferta pública antes de 1º de novembro de 2026. Esses preços refletem expectativas de negociação, não representam uma garantia de que o evento ocorrerá.
Segundo relatos, Friar disse aos funcionários que eles não deveriam se preocupar caso a Anthropic chegasse primeiro à Bolsa. Uma primeira listagem pode gerar publicidade e estabelecer uma referência de mercado, mas não determina, por si só, qual empresa terá o negócio mais forte no longo prazo.
As duas companhias também enfrentam perguntas comerciais diferentes. O Claude, da Anthropic, ganhou espaço entre clientes corporativos. Um relatório que citou o Ramp AI Index afirmou que a adoção empresarial do Claude nos Estados Unidos chegou a 34,4% em abril, contra 32,3% do ChatGPT.
A OpenAI, por sua vez, precisa mostrar que o alcance do ChatGPT pode se converter em assinaturas duradouras, uso de sua API e contratos empresariais. Essa é uma diferença estratégica entre os modelos de negócio, não uma conclusão definitiva sobre qual das empresas vencerá a corrida da inteligência artificial.
O caminho da OpenAI até um IPO é mais complexo que o de uma startup convencional. A organização foi criada como uma entidade sem fins lucrativos em 2015 e, em 2019, formou uma subsidiária com lucro limitado para atrair investimentos sem abandonar sua estrutura orientada por missão.
Mais tarde, a OpenAI afirmou que sua empresa operacional se tornaria uma corporação de benefício público, enquanto a entidade sem fins lucrativos manteria o controle. A Reuters já havia noticiado uma possível reestruturação para tornar o negócio mais atraente aos investidores, mas o desenho societário continuou sendo um dos principais pontos de discussão sobre o futuro da companhia.
Antes de uma oferta pública, os investidores precisariam entender com precisão:
Essa não é uma questão meramente burocrática. A governança determina quem controla a empresa e até que ponto os acionistas públicos poderão avaliar ou influenciar as decisões da administração.
Friar tem experiência direta com os mercados públicos. A biografia publicada pela Universidade de Oxford a identifica como CFO da OpenAI e informa que ela foi CEO da Nextdoor e CFO da Square. Sob sua liderança, a Square realizou seu IPO em 2015.
As informações biográficas públicas indicam que Friar entrou na OpenAI em junho de 2024 — e não em 2023, como aparece em alguns resumos sobre o IPO. Sua experiência é relevante para preparação financeira, comunicação com investidores, divulgação de resultados e prestação de contas, mas não garante uma data específica nem determinada avaliação para a oferta.
A questão fundamental será saber se a OpenAI consegue provar que sua escala é economicamente sustentável. Entre os pontos que provavelmente estarão no radar dos investidores estão:
A corrida com a Anthropic pode definir quem chega primeiro a Wall Street, mas não resolve a tese de investimento. O financiamento de US$ 122 bilhões dá à OpenAI a opção de esperar por uma narrativa operacional mais sólida.
A mensagem de Friar, portanto, aponta para um calendário flexível: 2027 é o destino declarado, uma estreia antecipada continua possível e a qualidade do negócio provavelmente será mais importante que vencer a corrida do calendário.