Em 12 de agosto de 2026, a astronauta da NASA Jessica Meir capturou da Estação Espacial Internacional, a 422 km de altitude, a sombra da Lua varrendo a Terra — uma visão impossível para quem estava no solo. O fotógrafo da NASA Joel Kowsky, em Hodgdon, Maine, registrou o exato momento em que a ISS cruzou o disco sola...
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No dia 12 de agosto de 2026, um eclipse solar total varreu o Hemisfério Norte, oferecendo um espetáculo celeste raro que foi documentado de vários pontos de vista — inclusive do espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). A astronauta da NASA Jessica Meir capturou a sombra da Lua (a umbra) correndo sobre a superfície da Terra, enquanto o fotógrafo da NASA Joel Kowsky, no solo, conseguiu flagrar a própria ISS cruzando o disco do Sol em silhueta. A faixa de totalidade do eclipse se estendeu da Sibéria até o Mediterrâneo, e o evento ainda coincidiu com a Lua Nova e o pico da chuva de meteoros Perseidas, tornando-o um dos dias mais movimentados para observação do céu em anos.
Jessica Meir, astronauta da NASA a bordo da ISS como parte da Expedição 75, fotografou a sombra da Lua (umbra) varrendo a superfície da Terra durante o eclipse . De seu posto de observação a cerca de 422 km de altitude, ela conseguiu documentar uma perspectiva que observadores terrestres jamais alcançariam
.
Meir compartilhou imagens do eclipse parcial vistas da estação, relatando que a trajetória orbital da ISS fez com que a tripulação visse apenas cerca de 18% de cobertura do Sol no pico . Ela publicou quatro imagens capturadas com uma câmera Nikon Z9 e lente de 800 mm, obtidas de uma janela no segmento russo da estação
.
A fotografia de Meir foi incomum por várias razões:
O fotógrafo da NASA Joel Kowsky estava em Hodgdon, Maine (EUA), onde capturou uma imagem impressionante do trânsito da ISS diante do Sol durante o eclipse parcial . Na fotografia, o Sol aparece parcialmente encoberto por nuvens e pela Lua, com a ISS surgindo como uma pequena silhueta escura cruzando o disco solar a uma velocidade altíssima — cerca de 8 km/s
.
Esse tipo de fotografia de trânsito é extremamente difícil. A ISS cruza o disco do Sol em menos de um segundo, exigindo que o fotógrafo calcule o momento exato do disparo levando em conta tanto o progresso do eclipse quanto a trajetória orbital da estação . A imagem de Kowsky mostra a estação com sua tripulação de sete pessoas — incluindo Meir, Anil Menon, Jack Hathaway, a astronauta da ESA Sophie Adenot e os cosmonautas da Roscosmos Pyotr Dubrov, Andrey Fedyaev e Anna Kikina — cruzando a face do Sol
.
A faixa de totalidade do eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 seguiu esta sequência :
Este foi o primeiro eclipse solar total visível da Europa Ocidental continental desde 1999 .
O eclipse de 12 de agosto coincidiu com outros dois eventos notáveis, todos ocorrendo na mesma data :
Essas coincidências significaram que observadores nos locais certos puderam testemunhar um eclipse solar total ao pôr do sol, seguido por uma chuva de meteoros Perseidas em céu escuro na mesma noite — uma combinação que não se repetirá da mesma forma por muitos anos .
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Em 12 de agosto de 2026, a astronauta da NASA Jessica Meir capturou da Estação Espacial Internacional, a 422 km de altitude, a sombra da Lua varrendo a Terra — uma visão impossível para quem estava no solo.
Em 12 de agosto de 2026, a astronauta da NASA Jessica Meir capturou da Estação Espacial Internacional, a 422 km de altitude, a sombra da Lua varrendo a Terra — uma visão impossível para quem estava no solo. O fotógrafo da NASA Joel Kowsky, em Hodgdon, Maine, registrou o exato momento em que a ISS cruzou o disco solar durante o eclipse parcial, uma imagem de altíssima dificuldade técnica.
A faixa de totalidade se estendeu da Sibéria ao Mediterrâneo, passando pelo Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e uma pequena parte de Portugal.