A BitLicense apoia a estratégia de longo prazo da Mastercard de se envolver de forma responsável com a infraestrutura de liquidação de ativos digitais . Criticamente, a licença não transforma a Mastercard em uma exchange de varejo — em vez disso, abre caminho para uma infraestrutura de pagamento e liquidação regulamentada que pode operar dentro das rigorosas regras de proteção ao consumidor, segurança cibernética e integridade financeira de Nova York .
Em 3 de junho de 2026, a Mastercard anunciou que expandiria suas capacidades principais de liquidação para permitir que emissores e adquirentes liquidassem obrigações de cartão usando stablecoins regulamentadas juntamente com moeda fiduciária tradicional . Esta é uma mudança na camada de liquidação, não um novo cartão cripto para o consumidor: os compradores continuam pagando como antes, enquanto a movimentação de dinheiro nos bastidores entre os parceiros pode agora ocorrer em trilhos de stablecoin quando o timing e a liquidez tornam isso útil . As principais mudanças operacionais incluem:
Esta expansão faz da Mastercard o maior esquema de cartão único a integrar ativos on-chain em sua infraestrutura de liquidação .
A Mastercard anunciou sua intenção de adquirir a BVNK, uma empresa londrina de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, em 17 de março de 2026, por até US$ 1,8 bilhão (US$ 1,5 bilhão base mais US$ 300 milhões em earnout) . A aquisição foi concluída em 3 de agosto de 2026 . A BVNK processa aproximadamente US$ 30 bilhões em volume anualizado de pagamentos com stablecoins em 130 mercados com mais de 25 licenças regulatórias (incluindo autorização MiCA obtida em fevereiro de 2026) .
A Mastercard pretende implantar a tecnologia da BVNK em quatro áreas principais: pagamentos B2B, pagamentos transfronteiriços, liquidação e emissão de cartões . Ao internalizar a BVNK, a Mastercard ganha propriedade direta dos trilhos de stablecoin, em vez de terceirizá-los . A BitLicense e a BVNK juntas dão à Mastercard a posição regulatória (NYDFS + MiCA + 25+ licenças) e a infraestrutura técnica para operar uma rede verdadeiramente multi-trilho e multi-moeda.
Os gastos mensais com cartões cripto atingiram um recorde de US$ 759 milhões em julho de 2026, um aumento de aproximadamente 2,5x em relação aos US$ 306 milhões do ano anterior . Quase 9 milhões de compras com cartões cripto foram feitas naquele mês, com um tamanho médio de transação de aproximadamente US$ 86 .
Dominância das stablecoins nos gastos com cartão:
| Stablecoin | Participação nos gastos com cartão cripto em julho de 2026 |
|---|---|
| USDC | 58% |
| USDT | 26% |
| Combinadas | ~84% |
As stablecoins atreladas ao dólar agora dominam os gastos com cartão de forma decisiva . A EURe, atrelada ao euro, que detinha cerca de 88% dos gastos com cartão cripto no início de 2024, despencou para aproximadamente 2% . Três programas — RedotPay, EtherFi e KAST — geraram cerca de 77% do volume de gastos monitorados em julho .
A estratégia da Mastercard se apoia em três pilares:
Legitimidade regulatória: A BitLicense do NYDFS e as mais de 25 licenças da BVNK, incluindo a MiCA, fornecem a estrutura de conformidade para operar nas principais jurisdições .
Infraestrutura própria: A aquisição da BVNK traz tecnologia nativa de stablecoin e US$ 30 bilhões em volume anualizado para dentro de casa, permitindo que a Mastercard controle os trilhos de liquidação em vez de depender de terceiros .
Flexibilidade de rede: A expansão da liquidação de junho de 2026 suporta seis stablecoins em oito blockchains, permitindo que a Mastercard ofereça escolha, em vez de ditar um único blockchain ou stablecoin .
A expansão da liquidação inclui o RLUSD da Ripple como uma das seis stablecoins suportadas, e o XRP Ledger da Ripple está entre os oito blockchains habilitados . A abordagem da Mastercard é fornecer opcionalidade — bancos e provedores de serviços de pagamento podem liquidar em moeda fiduciária ou stablecoins, durante o horário bancário ou 24/7, em trilhos tradicionais ou on-chain.
Sherri Haymond, EVP de Parcerias Digitais da Mastercard, declarou em uma entrevista ao The Seoul Economic Daily em Nova York em 31 de julho de 2026, que a Mastercard lançou um negócio de liquidação com stablecoins, acompanhando a crescente adoção de stablecoins e a mudança em direção às finanças on-chain . Ela enfatizou que a BitLicense e as novas capacidades de liquidação permitem que a Mastercard incorpore stablecoins na infraestrutura central de pagamentos em sua rede global .
Os resultados da pesquisa não retornaram citações diretas específicas de Jorn Lambert, Diretor de Produtos da Mastercard, sobre a integração de stablecoins na infraestrutura em mais de 210 países, portanto, seu comentário exato não pode ser confirmado a partir das evidências fornecidas.
A Mastercard montou a base regulatória (BitLicense), a infraestrutura (aquisição da BVNK) e a capacidade de rede (liquidação de stablecoins 24/7 em 8 blockchains) para posicionar sua rede como uma camada de liquidação multi-trilho e multi-moeda. Os dados de julho de 2026 mostram que o mercado já está se movendo nessa direção, com stablecoins respondendo por 84% dos gastos com cartão cripto e volumes mensais crescendo 2,5x em relação ao ano anterior.