As evidências disponíveis não mostram uma ordem pública confirmada para uma nova mobilização na Rússia. Zelensky relacionou uma possível convocação ao período após as eleições para a Duma Estatal, em setembro, e afirmou que a Rússia perdeu 267 mil militares em 2026, incluindo cerca de 155 mil mortos.
Resposta de pesquisa

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What did Kremlin spokesman Dmitry Peskov say about reports that Russia is preparing a new mobilization, why did he accuse Ukraine of spreadi. Article summary: Peskov called reports of a new Russian mobilization “fake news” or fabricated stories, alleging that Ukrainian authorities were planting them to “ideologically destabilize” Russia and unsettle Russian society. [1][4][6] . Topic tags: general, general web, user generated. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks, charts with fa
O Kremlin rejeitou os relatos de que a Rússia estaria preparando uma nova mobilização em massa. Em entrevista à emissora russa RTVI, em 25 de agosto, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as informações como histórias fabricadas e acusou as autoridades ucranianas de tentar “desestabilizar ideologicamente” a sociedade russa ao disseminá-las no espaço informativo. 134
A negativa contrasta com os alertas de autoridades ucranianas, que dizem que Moscou pode precisar de mais soldados para sustentar o esforço de guerra. Com base nas evidências disponíveis, o que existe são alegações conflitantes — não uma ordem russa confirmada de nova mobilização.
A resposta de Peskov foi, ao mesmo tempo, uma negativa e uma acusação. Ele rejeitou a ideia de que os rumores refletissem um plano real do Kremlin e afirmou que as autoridades ucranianas os estariam espalhando deliberadamente para provocar ansiedade e desestabilizar a Rússia politicamente. 14
A posição pública do Kremlin tem sido consistente nas declarações citadas pelas reportagens: autoridades russas afirmam que uma convocação de grande escala não é necessária neste momento e que as Forças Armadas podem ser abastecidas por meio do recrutamento de militares contratados. Vasily Nebenzya, representante permanente da Rússia junto à Organização das Nações Unidas (ONU), disse que a mobilização “não está planejada nem é esperada, até onde sei”, embora tenha acrescentado que a situação após as eleições ainda poderia ser observada. 3234
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apresentou uma avaliação bem diferente. Ele afirmou que a Rússia poderia mobilizar pelo menos mais 300 mil soldados no fim de 2026, possivelmente depois das eleições para a Duma Estatal previstas para setembro, para manter as operações na Ucrânia. 1119
Zelensky também afirmou que a Rússia sofreu 267 mil baixas entre seus militares desde o início de 2026, incluindo aproximadamente 155 mil mortos. Esses números são estimativas ucranianas e não foram confirmados de forma independente nas reportagens citadas. 112122
Antes disso, Zelensky havia dito que as baixas russas começavam a superar o recrutamento. Segundo ele, foram quase 225,5 mil baixas contra cerca de 221 mil pessoas incorporadas às Forças Armadas durante a primeira parte do ano. Esses números também têm origem em declarações ucranianas e devem ser tratados como alegações, não como totais estabelecidos. 132629
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, classificou como falsas as notícias sobre uma mobilização no outono e as descreveu como uma provocação ucraniana antes das eleições. 3840 Em março, ele também havia dito que não havia necessidade imediata de uma nova mobilização, pois os soldados contratados seriam suficientes para as tarefas declaradas pelas Forças Armadas. 4445
Ao mesmo tempo, a inteligência militar ucraniana apontou o que descreve como sinais de que a Rússia estaria se preparando para uma possível ampliação do recrutamento. Um dos indicadores mencionados foi a desaceleração na contratação de militares. A mesma reportagem citou números oficiais de aproximadamente 200 mil contratos com o Ministério da Defesa e 16 mil voluntários no primeiro semestre de 2026. São alegações de inteligência e da imprensa, e não uma confirmação independente de que uma decisão de mobilização tenha sido tomada. 39
Uma análise vinculada à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmou que não havia surgido nenhuma decisão oficial russa sobre uma nova mobilização durante o período monitorado em maio de 2026, apesar da continuidade dos rumores. 30
A disputa atual lembra setembro de 2022, quando o Kremlin negou que uma mobilização estivesse sendo considerada pouco antes de Vladimir Putin anunciar uma “mobilização parcial” de reservistas. A convocação foi oficialmente associada a cerca de 300 mil pessoas. 154647
Esse precedente torna as negativas atuais politicamente relevantes, mas não prova que uma nova convocação esteja próxima. A comparação com 2022 deve ser entendida como um motivo para analisar as garantias oficiais com cautela — e não como evidência de que a mesma sequência de acontecimentos vá se repetir.
A mensagem atual de Peskov é que os relatos sobre uma mobilização são uma operação ucraniana de guerra informacional, criada para deixar a sociedade russa insegura. A mensagem de Zelensky é que as perdas no campo de batalha e a pressão sobre o recrutamento estariam levando Moscou a considerar uma nova convocação de cerca de 300 mil soldados. Autoridades russas, incluindo Nebenzya e Medvedev, negaram que essa medida esteja planejada.
A conclusão mais segura, com base nas evidências fornecidas, é mais restrita: a Rússia não confirmou publicamente uma nova ordem de mobilização, enquanto continuam sem solução as alegações conflitantes sobre suas necessidades de efetivo e seus planos futuros.
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As evidências disponíveis não mostram uma ordem pública confirmada para uma nova mobilização na Rússia.
As evidências disponíveis não mostram uma ordem pública confirmada para uma nova mobilização na Rússia. Zelensky relacionou uma possível convocação ao período após as eleições para a Duma Estatal, em setembro, e afirmou que a Rússia perdeu 267 mil militares em 2026, incluindo cerca de 155 mil mortos.
As negativas atuais lembram 2022, quando autoridades russas rejeitaram rumores pouco antes de Vladimir Putin anunciar uma mobilização parcial de aproximadamente 300 mil reservistas.