Em 31 de março de 2026, invasores usaram uma conta de mantenedor comprometida para publicar duas versões maliciosas do Axios, com a dependência oculta plain crypto js@4.2.1, capaz de instalar um trojan de acesso remot... Uma campanha separada do grupo SilverFox distribuiu aplicativos falsos do Claude para Windows, m...
Resposta de pesquisa

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What did Kaspersky’s Global Research and Analysis Team (GReAT) disclose about the March 31, 2026 Axios npm supply-chain attack—including how. Article summary: GReAT’s disclosures describe two trust-abuse patterns: one compromised a trusted software publishing account to turn a mainstream npm dependency into a malware-delivery channel; the other impersonated a trusted AI produc. Topic tags: general, general web. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks, charts with fake numbers, clic
O incidente envolvendo o Axios em março de 2026 e a campanha SilverFox com falsos aplicativos Claude usaram métodos diferentes, mas seguiram a mesma lógica: fazer o malware parecer confiável. Em um caso, os criminosos abusaram de uma conta legítima de mantenedor e de uma dependência de software amplamente utilizada. No outro, fingiram oferecer um produto de inteligência artificial que funcionários poderiam instalar de forma plausível para uso profissional.
Isso não significa que a biblioteca legítima Axios ou o produto Claude, da Anthropic, sejam maliciosos. O comprometimento atingiu versões específicas do Axios, enquanto a operação SilverFox usou instaladores falsificados.
Um invasor assumiu o controle do acesso de publicação no npm associado a um dos principais mantenedores do Axios e lançou duas versões contaminadas do pacote: axios@1.14.1 e axios@0.30.4. As duas incluíam a dependência oculta plain-crypto-js@4.2.1, que não fazia parte do funcionamento normal do Axios. Sua finalidade era executar código malicioso durante a instalação.
O script de instalação se conectava a uma infraestrutura controlada pelos invasores e baixava um trojan de acesso remoto (RAT) específico para Windows, macOS ou Linux. Assim, uma instalação rotineira de pacote podia se tornar o primeiro passo de um comprometimento mais amplo.
As versões afetadas ficaram disponíveis por aproximadamente três horas. O Google Threat Intelligence Group registrou atividade entre 0h21 e 3h20, no horário UTC, em 31 de março; outros relatos descrevem uma janela semelhante, de duas a três horas. O Axios é uma dependência de grande alcance: diferentes relatórios estimam entre cerca de 80 milhões e mais de 100 milhões de downloads semanais no npm, embora os números variem conforme a fonte.
Os relatos públicos mais consistentes apontam para a tomada da conta do npm, e não para uma falha intrínseca no Axios. Um relatório afirma que os invasores usaram um token de acesso de longa duração pertencente ao principal mantenedor; outras análises descrevem o caso de maneira mais geral, como o comprometimento da conta ou das credenciais de publicação.
A distinção é importante. O ataque atravessou a fronteira de confiança entre a autoridade de publicação do mantenedor e o processo de lançamento do npm. Como os pacotes foram publicados por uma conta legítima, desenvolvedores e sistemas automatizados tinham menos motivos para considerá-los suspeitos.
A plain-crypto-js@4.2.1 foi apresentada como uma dependência comum, mas existia para executar um script postinstall. Esse script contatava um servidor de comando e controle e obtinha uma segunda etapa da carga maliciosa adaptada ao sistema operacional do computador.
Portanto, o ataque não exigia que o desenvolvedor baixasse um executável obviamente suspeito. O gatilho podia ser uma atualização comum de dependência, uma compilação de CI ou um npm install
A atribuição não está fechada no material disponível. Alguns relatos associam a operação a atores ligados à Coreia do Norte, incluindo o BlueNoroff ou grupos relacionados, enquanto a Microsoft atribuiu o comprometimento ao Sapphire Sleet.
Essas avaliações não devem ser apresentadas como uma única conclusão confirmada. Semelhanças de código, infraestrutura e métodos operacionais podem oferecer uma pista de atribuição, mas não provam, sozinhas, qual grupo realizou o ataque. A conclusão mais segura é que o comprometimento do Axios envolveu uma conta de mantenedor sequestrada, versões contaminadas e um RAT multiplataforma; a identidade do responsável continua sendo objeto de avaliações divergentes.
O SilverFox seguiu outro caminho para entrar nas organizações: distribuiu aplicativos falsificados do Claude para Windows, macOS e Linux. A campanha mirou empresas dos setores industrial, de consultoria, comércio e transporte na Índia, Indonésia, África do Sul e Rússia.
Os aplicativos falsos imitavam a marca Claude, da Anthropic, mas não eram instaladores legítimos. A eficácia dependia de um cenário de trabalho convincente: um funcionário procura uma ferramenta de produtividade baseada em IA, baixa o que parece ser um aplicativo conhecido e instala malware no lugar. Relatos da Kaspersky descrevem a operação como parte da atividade do SilverFox observada em várias ondas desde dezembro de 2025.
A campanha também aproveitou uma sequência anterior de phishing com tema tributário. Em janeiro e fevereiro de 2026, pesquisadores registraram mais de 1.600 e-mails maliciosos que se passavam por notificações oficiais de auditoria fiscal ou diziam conter listas de violações tributárias.
O mecanismo de entrega mudou, mas o sinal de confiança continuou familiar. Notificações fiscais combinam urgência e autoridade; um assistente de IA com marca conhecida transmite relevância e conveniência. Em ambos os casos, a estratégia é levar o usuário a abrir um anexo, baixar um arquivo compactado ou instalar um programa antes de verificar sua origem.
O SilverFox usou um modelo de entrega em etapas, com infraestruturas separadas para diferentes fases da invasão. Essa divisão pode dificultar o bloqueio da operação ou a identificação de toda a cadeia de ataque a partir de um único domínio ou indicador.
Os incidentes do Axios e do SilverFox exploraram relações de confiança diferentes:
O caso do Axios mostra por que uma janela curta de exposição ainda pode ser perigosa. Instalações de pacotes e tarefas de CI podem ser executadas automaticamente, então o alcance não se limita às pessoas que examinam manualmente uma nova versão. O caso SilverFox revela o mesmo princípio no ambiente dos endpoints: categorias de software que ganham adesão rapidamente oferecem novas iscas plausíveis para os invasores.
No caso do Axios, é preciso auditar arquivos de bloqueio, manifestos de pacotes, registros de compilação, caches e inventários de dependências em busca de axios@1.14.1, axios@0.30.4 e plain-crypto-js@4.2.1. Qualquer máquina que tenha instalado uma versão afetada durante a janela de exposição deve ser investigada quanto a cargas baixadas, mecanismos de persistência não autorizados e credenciais expostas. Os comunicados de segurança recomendam tratar as instalações afetadas como potencialmente comprometidas.
Para softwares de IA, as empresas devem exigir que os funcionários obtenham aplicativos para computador por canais aprovados, confirmem o editor e o domínio de download e bloqueiem ou coloquem em quarentena instaladores não autorizados. No processo de publicação do npm, autenticação multifator resistente a phishing, credenciais de curta duração ou com escopo restrito, comprovação de origem dos lançamentos, arquivos de bloqueio e revisão das mudanças em dependências podem reduzir a chance de que uma única conta comprometida se transforme em um incidente de cadeia de fornecimento.
O controle mais amplo é verificar cada fronteira de confiança. Um nome conhecido de pacote não prova que todas as suas versões são seguras; da mesma forma, o nome de uma marca familiar não garante que todo instalador seja genuíno.
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Em 31 de março de 2026, invasores usaram uma conta de mantenedor comprometida para publicar duas versões maliciosas do Axios, com a dependência oculta plain crypto js@4.2.1, capaz de instalar um trojan de acesso remot...
Em 31 de março de 2026, invasores usaram uma conta de mantenedor comprometida para publicar duas versões maliciosas do Axios, com a dependência oculta plain crypto js@4.2.1, capaz de instalar um trojan de acesso remot... Uma campanha separada do grupo SilverFox distribuiu aplicativos falsos do Claude para Windows, macOS e Linux e mirou organizações na Índia, Indonésia, África do Sul e Rússia.
Os dois casos mostram que a confiança em registros de pacotes, mantenedores, marcas conhecidas e ferramentas de IA para o trabalho pode ser transformada em caminho para ataques.