O Paquistão passou a desempenhar um papel importante como intermediário entre Washington e Teerã.
As negociações incluíram reuniões mediadas por Islamabad e encontros diretos realizados na capital paquistanesa, com o objetivo de reduzir as tensões e explorar possíveis compromissos.
Autoridades paquistanesas também se envolveram diretamente no processo. O chefe do Exército do país chegou a viajar a Teerã durante o período de negociações — um movimento visto como tentativa de incentivar o diálogo e evitar uma escalada militar.
Nos bastidores, mediadores discutem propostas para reduzir as tensões imediatas enquanto deixam questões mais difíceis para etapas posteriores.
Uma das ideias relatadas seria priorizar a reabertura do Estreito de Hormuz e a estabilização da segurança regional, deixando para depois as negociações detalhadas sobre o programa nuclear iraniano.
Grande parte da urgência diplomática gira em torno desse estreito corredor marítimo que conecta o Golfo Pérsico ao oceano aberto.
O Estreito de Hormuz é a principal rota de exportação de energia da região e normalmente transporta cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Por isso, qualquer interrupção — ou mesmo o risco dela — pode ter consequências globais. Desde o cessar‑fogo, as negociações ainda não conseguiram restaurar completamente o fluxo normal de navegação na área, aumentando a pressão por um acordo.
Uma interrupção prolongada poderia:
O processo diplomático ocorre em um momento delicado. Relatos indicam que os Estados Unidos consideraram novos ataques militares, o que aumenta o temor de que as negociações possam fracassar e dar lugar a uma nova fase de confronto.
Por enquanto, os esforços de mediação — especialmente os conduzidos pelo Paquistão e outros atores regionais — buscam evitar uma escalada e construir um acordo gradual.
Mesmo assim, questões centrais como sanções, garantias de segurança e o futuro do programa nuclear iraniano continuam sem solução. Enquanto esses pontos permanecem em aberto, o risco de instabilidade regional e de impacto no fornecimento global de energia continua elevado.