Na prática, isso significa que a mesma infraestrutura pode entregar muito mais capacidade de IA alguns anos depois do que no momento em que foi instalada.
O Google também apresentou números para justificar o investimento.
Segundo dados divulgados pela empresa durante o I/O, o volume de tokens processados em seus sistemas de IA cresceu de 9,7 trilhões por mês há dois anos para mais de 3,2 quadrilhões por mês atualmente.
Esse aumento gigantesco reflete a expansão da IA em diversos produtos, como:
Em outras palavras, o consumo de IA está crescendo ainda mais rápido que os investimentos em infraestrutura.
Um dos exemplos apresentados no evento foi o Gemini 3.5 Flash, um modelo de IA mais rápido e mais barato lançado para ampliar o uso por empresas e desenvolvedores.
Modelos desse tipo mostram como melhorias de eficiência podem mudar a economia da IA. Ao reduzir o custo de inferência e aumentar a velocidade de resposta, o mesmo hardware consegue atender muito mais aplicações e usuários.
Mesmo defendendo os investimentos massivos, Pichai reconheceu que a expansão da IA enfrenta obstáculos concretos.
Entre os principais desafios citados estão:
Esses fatores estão se tornando questões centrais para toda a indústria à medida que empresas correm para expandir capacidade computacional.
O discurso de Pichai em 2026 também marcou uma mudança de tom em relação ao ano anterior.
Em entrevistas em 2025, ele havia reconhecido que o boom de investimentos em IA tinha “elementos de irracionalidade” e alertado que nenhuma empresa estaria imune caso uma bolha estourasse.
Já no Google I/O 2026, o foco foi outro. O CEO destacou:
Ele não negou os riscos — mas deixou claro que, na visão do Google, os investimentos atuais são a base da próxima grande plataforma de computação.
A defesa feita por Pichai reflete uma aposta compartilhada por grande parte do setor de tecnologia. Empresas como Google, Microsoft e outras gigantes estão investindo centenas de bilhões de dólares em chips especializados, data centers e redes de computação voltadas para IA.
A visão do Google é que esse período de gastos intensos é o preço para construir a próxima geração da infraestrutura digital — e que, como aconteceu em ciclos tecnológicos anteriores, os ganhos reais aparecerão quando a eficiência tornar a IA muito mais barata e onipresente.
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