Emmanuel Macron tentou aparar uma ambiguidade importante: uma coisa é uma missão de segurança marítima ligada à crise em Ormuz; outra é enviar navios de guerra franceses para dentro do estreito. Em coletiva em Nairobi, o presidente francês afirmou que Paris “nunca cogitou” uma mobilização naval no Estreito de Ormuz e que o trabalho em curso era uma missão de segurança “coordenada com o Irã” [17].
A distinção importa porque relatos anteriores tratavam de uma presença naval francesa mais ampla na região — incluindo Mediterrâneo, Mar Vermelho e, potencialmente, Ormuz — enquanto Macron agora nega que houvesse um plano de desdobramento direto no próprio estreito [17][
25].
O que Macron afirmou
Macron disse que “nunca houve questão de uma mobilização” no Estreito de Ormuz, embora tenha acrescentado que a França estava “pronta” e havia montado uma missão ad hoc, isto é, criada para aquela circunstância [17]. Ele também reafirmou oposição a um bloqueio “de qualquer lado” e rejeitou qualquer cobrança de pedágio para que navios possam passar pela via estratégica [
17].





