Para contextualizar, ele mostrou um gráfico com os ciclos de quatro anos do Bitcoin, mapeando fases de alta e baixa de 2011 até 2025. O executivo destacou o percentual de investidores no lucro como um bom termômetro do momento do mercado. “Dá para ter uma ideia de quantas pessoas ganharam dinheiro ou não. E meu instinto diz que a situação atual nunca é tão boa nem tão ruim quanto parece”, completou .
Armstrong deixou claro que sua convicção segue inabalada. “Vejo o Bitcoin como o novo ouro digital. Acredito que ele será peça-chave na nossa economia daqui para frente. Por isso, continuo tão otimista quanto sempre”, disse. Ele ainda reforçou que é um investidor de longo prazo e permanece “comprado em Bitcoin, como sempre” .
Armstrong não recuou da projeção que sempre chama atenção. Reafirmou que o preço do Bitcoin estará “muito mais alto” até 2030 — uma posição que ele já havia defendido em agosto de 2025, durante sua participação no podcast Cheeky Pint. Na ocasião, ele afirmou: “A ideia geral que tenho é que veremos um Bitcoin de um milhão de dólares até 2030, com uma margem de erro bem grande nessa projeção” .
A tese por trás da previsão se apoia em fatores que, segundo ele, estão se alinhando:
Nem todo mundo compra a ideia de que esse cronograma é realista, e o próprio Armstrong assume que a incerteza é grande. A mensagem central que ele passou no domingo, porém, foi de que a tese de longo prazo resiste, por mais feio que esteja o gráfico de curto prazo.
A coincidência de timing ajudou a amplificar o discurso otimista do CEO da Coinbase. No fim de semana, surgiram relatos de que Estados Unidos e Irã haviam chegado a um acordo de paz. A notícia foi confirmada pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, com a divulgação do texto final do Memorando de Entendimento e a previsão de assinatura no dia 19 de junho, na Suíça .
O anúncio retirou o chamado “prêmio de risco geopolítico” dos mercados globais. O Bitcoin, que no fim de semana havia recuado para a faixa de US$ 63.600, subiu 2,4% e voltou a ser negociado a US$ 65.793. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo caíram com força, confirmando o movimento geral de alívio macroeconômico .
Esse comportamento não é inédito. Ao longo de 2025 e início de 2026, o Bitcoin mostrou sensibilidade a tensões e tréguas no Oriente Médio. Um exemplo claro ocorreu em junho de 2025, quando um cessar-fogo entre Israel e Irã fez o Bitcoin disparar de volta para perto de US$ 108 mil depois de uma liquidação intensa .
A aposta de que o piso ficou para trás ganha força quando se olha para o tamanho do tombo. O Bitcoin atingiu sua máxima histórica de aproximadamente US$ 126 mil em 6 de outubro de 2025 . Em meados de junho de 2026, ele operava entre US$ 60 mil e US$ 66 mil — uma queda de 48% a 50% desde o topo .
O valor total do mercado de criptomoedas também foi duramente atingido, encolhendo cerca de 48% em relação ao pico de 2025, para algo em torno de US$ 2,46 trilhões . Durante a liquidação mais ampla de junho de 2026, as posições alavancadas que foram forçadamente encerradas em um único dia chegaram a aproximadamente US$ 1,8 bilhão .
Agora, os investidores monitoram outro possível gatilho: a próxima decisão de juros do Banco do Japão (BoJ), que pode tanto reforçar a recuperação nascente do mercado cripto quanto jogar um balde de água fria no otimismo .
Vários pontos do cenário completo ainda não estão confirmados de forma independente. Não foi possível verificar, nos dados disponíveis até agora, informações como: