Ainda assim, seria precipitado concluir que as instituições, como grupo, estão abandonando o Bitcoin. No conjunto analisado, as posições institucionais divulgadas em ETFs de Bitcoin cresceram 7,5% no trimestre, enquanto o preço do Bitcoin recuou cerca de 14%.
A Brevan Howard informou deter aproximadamente 7,21 milhões de ações do IBIT em 30 de junho, ante cerca de 24,3 milhões de ações no fim do primeiro trimestre. A redução foi de aproximadamente 70,4%, deixando uma posição avaliada em cerca de US$ 255 milhões.
O movimento é mais um capítulo de uma trajetória bastante volátil. No quarto trimestre de 2025, a gestora vendeu aproximadamente 31,2 milhões de ações, reduzindo sua posição em cerca de 86% — de 36,7 milhões para aproximadamente 5,5 milhões de ações. Na ocasião, o valor divulgado da posição caiu de cerca de US$ 2,4 bilhões para US$ 275 milhões.
Registros e reportagens posteriores mostram que a exposição voltou a mudar. Isso reforça uma cautela importante: uma posição registrada no encerramento de um trimestre não deve ser interpretada automaticamente como uma decisão permanente ou como uma previsão de longo prazo sobre o Bitcoin.
As informações disponíveis indicam que a Graham Capital reduziu sua posição no IBIT em aproximadamente 72% no segundo trimestre. Outra reportagem aponta para um corte mais próximo de 75%, com uma posição remanescente avaliada em cerca de US$ 9 milhões.
Os materiais fornecidos, porém, não permitem confirmar com segurança as quantidades exatas de ações antes e depois da operação. Uma base de dados de portfólio lista aproximadamente 2 milhões de ações, avaliadas em US$ 67 milhões, e uma redução de 38%, enquanto outro registro referente a período anterior aponta 925.862 ações.
Como esses números entram em conflito com o corte reportado de aproximadamente 72%, a conclusão mais segura é limitada à direção e à escala da mudança: a Graham Capital reduziu de forma material sua exposição divulgada ao IBIT, mas os números precisos da posição inicial, da posição final e do valor remanescente não podem ser verificados com confiança a partir do material disponível.
Os documentos do segundo trimestre não apontam para uma resposta única à queda do Bitcoin.
O caso da Morgan Stanley ilustra por que é importante comparar os instrumentos individualmente. Os relatos descrevem uma redução em unidades de ETFs externos ao mesmo tempo que aparece um novo fundo de Bitcoin com a marca da própria Morgan Stanley. Os documentos não provam que houve uma transferência direta de ativos entre os dois produtos.
Na amostra institucional analisada no segundo trimestre, as posições divulgadas em ETFs de Bitcoin cresceram 7,5%, apesar de o Bitcoin ter caído aproximadamente 14% no período. Em outras palavras, os aumentos registrados em outras carteiras superaram, no agregado, as reduções feitas pela Brevan Howard e pela Graham Capital.
O resultado foi um mercado dividido em vários sinais simultâneos: alguns fundos macro reduziram sua exposição a ETFs à vista; grandes bancos declararam posições maiores no IBIT; algumas instituições mantiveram suas participações; e outras alteraram os instrumentos usados ou sua exposição a opções.
A melhor descrição para esse cenário é posicionamento heterogêneo, e não um consenso institucional único sobre o futuro do Bitcoin.
Os cortes ocorreram em meio a um período de forte pressão no mercado de criptomoedas. Ao fim do primeiro semestre de 2026, o Bitcoin acumulava queda de aproximadamente 32% a 33% no ano. No segundo trimestre, especificamente, a retração foi estimada entre 13,4% e 14,2%, dependendo da base de dados utilizada.
Os fluxos dos ETFs à vista dos Estados Unidos também perderam força. Esses produtos registraram mais de US$ 465 milhões em saídas nos dias 23 e 24 de julho, em um momento em que preocupações com juros mais altos superaram o impulso associado à evolução da política regulatória.
Na semana encerrada em 10 de agosto, os 13 ETFs de Bitcoin listados nos Estados Unidos tiveram aproximadamente US$ 389,7 milhões em retiradas líquidas, revertendo a entrada de US$ 853,5 milhões observada na semana anterior.
Esse ambiente pode ajudar a contextualizar por que alguns gestores reduziram sua exposição direta ao Bitcoin. Porém, as evidências disponíveis não identificam uma causa única para as operações de cada empresa e tampouco confirmam de forma independente todos os elementos da narrativa mais ampla sobre a tramitação de projetos de lei de criptomoedas nos Estados Unidos.
O Form 13F é um relatório periódico enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, por determinados gestores institucionais. Ele ajuda a acompanhar posições divulgadas em ativos listados nos EUA em uma data específica, mas não funciona como um registro em tempo real da carteira. A infraestrutura da SEC reúne declarações e conjuntos de dados periódicos, não informações contínuas sobre cada negociação.
Por isso, uma queda na posição do IBIT não significa necessariamente que o gestor tenha adotado uma visão estruturalmente pessimista sobre o Bitcoin. A mudança pode refletir:
As mudanças recorrentes da Brevan Howard entre posições à vista e opções tornam essa limitação especialmente relevante.
O raciocínio inverso também é válido: uma posição maior em um ETF não comprova, por si só, uma tese otimista duradoura. Em geral, o Form 13F não revela posições vendidas, muitos derivativos, ativos mantidos fora dos Estados Unidos, operações realizadas depois do encerramento do trimestre nem se a exposição pertence aos clientes ou ao próprio balanço do gestor.
A leitura mais defensável dos dados do segundo trimestre é, portanto, restrita: Brevan Howard e Graham Capital fizeram grandes reduções divulgadas no IBIT, enquanto outras instituições ampliaram ou reestruturaram sua exposição a ETFs de Bitcoin. Os documentos mostram um mercado institucional dividido — não uma prova definitiva de que os investidores institucionais, como um todo, abandonaram o Bitcoin.
Ainda assim, seria precipitado concluir que as instituições, como grupo, estão abandonando o Bitcoin. No conjunto analisado, as posições institucionais divulgadas em ETFs de Bitcoin cresceram 7,5% no trimestre, enquanto o preço do Bitcoin recuou cerca de 14%.
A Brevan Howard informou deter aproximadamente 7,21 milhões de ações do IBIT em 30 de junho, ante cerca de 24,3 milhões de ações no fim do primeiro trimestre. A redução foi de aproximadamente 70,4%, deixando uma posição avaliada em cerca de US$ 255 milhões.
O movimento é mais um capítulo de uma trajetória bastante volátil. No quarto trimestre de 2025, a gestora vendeu aproximadamente 31,2 milhões de ações, reduzindo sua posição em cerca de 86% — de 36,7 milhões para aproximadamente 5,5 milhões de ações. Na ocasião, o valor divulgado da posição caiu de cerca de US$ 2,4 bilhões para US$ 275 milhões.
Registros e reportagens posteriores mostram que a exposição voltou a mudar. Isso reforça uma cautela importante: uma posição registrada no encerramento de um trimestre não deve ser interpretada automaticamente como uma decisão permanente ou como uma previsão de longo prazo sobre o Bitcoin.
As informações disponíveis indicam que a Graham Capital reduziu sua posição no IBIT em aproximadamente 72% no segundo trimestre. Outra reportagem aponta para um corte mais próximo de 75%, com uma posição remanescente avaliada em cerca de US$ 9 milhões.
Os materiais fornecidos, porém, não permitem confirmar com segurança as quantidades exatas de ações antes e depois da operação. Uma base de dados de portfólio lista aproximadamente 2 milhões de ações, avaliadas em US$ 67 milhões, e uma redução de 38%, enquanto outro registro referente a período anterior aponta 925.862 ações.
Como esses números entram em conflito com o corte reportado de aproximadamente 72%, a conclusão mais segura é limitada à direção e à escala da mudança: a Graham Capital reduziu de forma material sua exposição divulgada ao IBIT, mas os números precisos da posição inicial, da posição final e do valor remanescente não podem ser verificados com confiança a partir do material disponível.
Os documentos do segundo trimestre não apontam para uma resposta única à queda do Bitcoin.
O caso da Morgan Stanley ilustra por que é importante comparar os instrumentos individualmente. Os relatos descrevem uma redução em unidades de ETFs externos ao mesmo tempo que aparece um novo fundo de Bitcoin com a marca da própria Morgan Stanley. Os documentos não provam que houve uma transferência direta de ativos entre os dois produtos.
Na amostra institucional analisada no segundo trimestre, as posições divulgadas em ETFs de Bitcoin cresceram 7,5%, apesar de o Bitcoin ter caído aproximadamente 14% no período. Em outras palavras, os aumentos registrados em outras carteiras superaram, no agregado, as reduções feitas pela Brevan Howard e pela Graham Capital.
O resultado foi um mercado dividido em vários sinais simultâneos: alguns fundos macro reduziram sua exposição a ETFs à vista; grandes bancos declararam posições maiores no IBIT; algumas instituições mantiveram suas participações; e outras alteraram os instrumentos usados ou sua exposição a opções.
A melhor descrição para esse cenário é posicionamento heterogêneo, e não um consenso institucional único sobre o futuro do Bitcoin.
Os cortes ocorreram em meio a um período de forte pressão no mercado de criptomoedas. Ao fim do primeiro semestre de 2026, o Bitcoin acumulava queda de aproximadamente 32% a 33% no ano. No segundo trimestre, especificamente, a retração foi estimada entre 13,4% e 14,2%, dependendo da base de dados utilizada.
Os fluxos dos ETFs à vista dos Estados Unidos também perderam força. Esses produtos registraram mais de US$ 465 milhões em saídas nos dias 23 e 24 de julho, em um momento em que preocupações com juros mais altos superaram o impulso associado à evolução da política regulatória.
Na semana encerrada em 10 de agosto, os 13 ETFs de Bitcoin listados nos Estados Unidos tiveram aproximadamente US$ 389,7 milhões em retiradas líquidas, revertendo a entrada de US$ 853,5 milhões observada na semana anterior.
Esse ambiente pode ajudar a contextualizar por que alguns gestores reduziram sua exposição direta ao Bitcoin. Porém, as evidências disponíveis não identificam uma causa única para as operações de cada empresa e tampouco confirmam de forma independente todos os elementos da narrativa mais ampla sobre a tramitação de projetos de lei de criptomoedas nos Estados Unidos.
O Form 13F é um relatório periódico enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a SEC, por determinados gestores institucionais. Ele ajuda a acompanhar posições divulgadas em ativos listados nos EUA em uma data específica, mas não funciona como um registro em tempo real da carteira. A infraestrutura da SEC reúne declarações e conjuntos de dados periódicos, não informações contínuas sobre cada negociação.
Por isso, uma queda na posição do IBIT não significa necessariamente que o gestor tenha adotado uma visão estruturalmente pessimista sobre o Bitcoin. A mudança pode refletir:
As mudanças recorrentes da Brevan Howard entre posições à vista e opções tornam essa limitação especialmente relevante.
O raciocínio inverso também é válido: uma posição maior em um ETF não comprova, por si só, uma tese otimista duradoura. Em geral, o Form 13F não revela posições vendidas, muitos derivativos, ativos mantidos fora dos Estados Unidos, operações realizadas depois do encerramento do trimestre nem se a exposição pertence aos clientes ou ao próprio balanço do gestor.
A leitura mais defensável dos dados do segundo trimestre é, portanto, restrita: Brevan Howard e Graham Capital fizeram grandes reduções divulgadas no IBIT, enquanto outras instituições ampliaram ou reestruturaram sua exposição a ETFs de Bitcoin. Os documentos mostram um mercado institucional dividido — não uma prova definitiva de que os investidores institucionais, como um todo, abandonaram o Bitcoin.