Uma investigação da Reuters, publicada em julho de 2026, revelou que a Shelbit, uma corretora de criptomoedas não licenciada em Dubai, operada pelo iraniano expatriado Siavash Kayvanpour, movimentou pelo menos US$ 4 b... A maior cliente da corretora era uma vasta rede de jogos de azar online com mais de 2.000 sites...

Create a landscape editorial hero image for this Studio Global article: What did a July 2026 Reuters investigation reveal about the $4 billion Iranian sanctions evasion operation routed through the Dubai-based un. Article summary: A Reuters investigation published July 31, 2026 revealed that an unlicensed Dubai-based cryptocurrency exchange called Shelbit processed at least $4 billion for a sprawling Iranian sanctions-evasion network, with blockch. Topic tags: general, news, general web, user generated. Style: premium digital editorial illustration, source-backed research mood, clean composition, high detail, modern web publication hero. Use reference image context only for broad subject, composition, and topical grounding; do not copy the exact image. Avoid: logos, brand marks, copyrighted characters, real person likenesses, fake screenshots, UI text, readable text, watermarks, charts w
Uma investigação da Reuters publicada em julho de 2026 expôs uma vasta rede de burla de sanções iranianas que movimentou pelo menos US$ 4 bilhões através de uma corretora de criptomoedas não licenciada em Dubai, chamada Shelbit. Dados de blockchain analisados por duas empresas de investigação forense de criptomoedas e um pesquisador independente ligaram a corretora a uma rede de jogos de azar online em persa com mais de 2.000 sites, ao Banco Central do Irã, a instituições sancionadas e a carteiras associadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
A Shelbit era operada pelo iraniano expatriado Siavash Kayvanpour a partir de um escritório acima de um hotel barato no bairro de Deira, em Dubai. Desde maio de 2024, processou pelo menos US$ 4 bilhões em criptomoedas para interesses iranianos sancionados. A corretora não tinha um site público e não oferecia uma forma clara para usuários comuns acessarem seus serviços.
O maior cliente da Shelbit era uma das maiores redes de jogos de azar ilegais do mundo — mais de 2.000 sites em persa oferecendo caça-níqueis, blackjack e roleta. A rede era promovida publicamente por dois influenciadores iranianos:
Ambos foram condenados no Irã em 2023, à revelia, por seu envolvimento em sites de jogos de azar ilegais, incluindo abt90 e Hazarat. Ambos negaram todas as acusações à Reuters. Sobhani afirmou que "categoricamente" nega qualquer envolvimento em burla de sanções ou lavagem de dinheiro.
Dados de blockchain revisados pela Reuters mostraram que a Shelbit interagia diretamente com o Banco Central do Irã, a corretora iraniana sancionada Nobitex e carteiras que Israel liga à Guarda Revolucionária Islâmica. A investigação descobriu que a IRGC assumiu o controle das maiores operações de jogos de azar online do Irã anos atrás como um mecanismo para enviar dinheiro para o exterior, explorando o fato de que o jogo é ilegal no Irã, mas o regime poderia usá-lo como um duto financeiro não regulamentado.
A Shelbit também movimentou fundos para operações de mineração de bitcoin e outras entidades iranianas sancionadas.
Pelo menos US$ 676 milhões em criptomoedas fluíram de carteiras ligadas à Shelbit para a Binance, a maior exchange de criptomoedas do mundo, desde maio de 2024. Desse total, pelo menos US$ 540 milhões pararam na Binance depois que os reguladores de Dubai já haviam ordenado que a Shelbit interrompesse as operações.
A Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais de Dubai (VARA) emitiu uma ordem de cessação para a Shelbit em 2 de janeiro de 2025, determinando que a corretora não licenciada parasse imediatamente todas as operações. No entanto, a Shelbit continuou processando fundos por pelo menos mais 18 meses antes de finalmente fechar. Em 24 de julho de 2026, a VARA multou a Shelbit por continuar suas atividades não licenciadas e afirmou que o caso envolvia potenciais violações de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos já havia emitido novas sanções ao Irã direcionadas a exchanges de criptomoedas em junho de 2026.
A investigação revela como corretoras de criptomoedas, especialmente aquelas que operam em jurisdições com regulação branda, podem se tornar condutos para operações de grande escala de burla de sanções. A combinação de uma corretora não licenciada, uma vasta rede de jogos de azar e entidades ligadas ao Estado criou um duto que movimentou bilhões apesar das ordens regulatórias para parar.
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Uma investigação da Reuters, publicada em julho de 2026, revelou que a Shelbit, uma corretora de criptomoedas não licenciada em Dubai, operada pelo iraniano expatriado Siavash Kayvanpour, movimentou pelo menos US$ 4 b...
Uma investigação da Reuters, publicada em julho de 2026, revelou que a Shelbit, uma corretora de criptomoedas não licenciada em Dubai, operada pelo iraniano expatriado Siavash Kayvanpour, movimentou pelo menos US$ 4 b... A maior cliente da corretora era uma vasta rede de jogos de azar online com mais de 2.000 sites em persa, promovida por influenciadores iranianos como Sasha Sobhani e Pooyan Mokhtari.
A investigação de blockchain mostrou que a Shelbit interagia diretamente com o Banco Central do Irã, a corretora sancionada Nobitex e carteiras ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).