As ações da Xiaomi caíram para uma mínima de 52 semanas, a HK$ 25,58, em 11 de junho de 2026, apesar de um programa bilionário de recompra. No mesmo dia, a empresa gastou HK$ 201,9 milhões na recompra de 7,8 milhões de ações, sua 70ª operação do ano.

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As ações da Xiaomi tocaram uma nova mínima de 52 semanas em 11 de junho de 2026, em meio a uma combinação brutal de lucros em colapso, rebaixamentos de analistas e fundamentos de negócios frágeis, que anularam até mesmo a recompra de ações mais agressiva da história da empresa. Enquanto a gestão injetou bilhões de dólares de Hong Kong para defender o papel, o mercado se fixou na rápida deterioração das perspectivas para o seu principal negócio de smartphones e para a divisão de veículos elétricos, ainda no vermelho.
Em 11 de junho, as ações da Xiaomi Corp (1810.HK) despencaram para uma nova mínima de 52 semanas, a HK$ 25,58, marcando uma queda de quase 49% em relação à máxima de HK$ 61,45, atingida no final de junho de 2025 . O papel já cedeu cerca de 57% desde o pico de € 6,69 registrado um ano antes
.
Como resposta direta no mesmo dia, a empresa recomprou 7,8 milhões de ações Classe B por um total de HK$ 201,9 milhões (~US$ 26 milhões), a preços entre HK$ 25,76 e HK$ 26 por papel [7, 9]. Esta foi a 70ª operação de recompra da companhia apenas em 2026 . Ainda assim, a intervenção não ofereceu um piso significativo: a ação fechou a € 2,87 nas bolsas europeias, pouco acima das mínimas da sessão
.
A recompra do dia foi parte de uma estratégia de alocação de capital muito maior. Após sua assembleia geral anual, o conselho da Xiaomi adotou um novo programa de recompra de ações no mercado, em vigor desde 2 de junho de 2026, substituindo o plano anterior [3, 18].
Os principais parâmetros do novo programa incluem:
Desde o início do programa, a Xiaomi já havia recomprado cumulativamente 22,1 milhões de ações até 11 de junho, representando 0,09% do seu capital social emitido . As reservas substanciais de caixa da empresa, de 220,6 bilhões de yuans, fornecem ampla flexibilidade financeira para recompras contínuas, mas, até agora, o programa falhou completamente em restaurar a confiança dos investidores
.
Agravando a liquidação, o Goldman Sachs publicou um relatório em 11 de junho prevendo que a Xiaomi apresentará resultados "relativamente fracos" no segundo trimestre de 2026 [19, 25]. As projeções sombrias do banco de investimento incluem:
O alerta teve um peso enorme porque veio na sequência de um primeiro trimestre já desastroso. O lucro líquido ajustado do 1º tri de 2026 havia caído 43,1%, para RMB 6,07 bilhões, abaixo do consenso dos analistas [20, 35]. Em termos reportados (GAAP), o lucro líquido despencou 57%, para RMB 4,72 bilhões .
O Goldman Sachs, no entanto, observou potenciais catalisadores no horizonte, incluindo o lançamento de um SUV com autonomia estendida (REEV) em cerca de três meses e a esperada estreia do AIOS da Xiaomi no terceiro trimestre, mas manteve sua recomendação de Compra para a ação .
O negócio fundacional de smartphones da Xiaomi está sob forte pressão. As remessas do 1º tri de 2026 caíram quase 20% em relação ao ano anterior, para 33,8 milhões de unidades, embora a empresa tenha mantido sua posição de nº 3 global pelo 23º trimestre consecutivo [11, 34].
O principal culpado é o aumento acentuado nos custos dos chips de memória. A disparada nos preços de DRAM e NAND flash comprimiu as margens de lucro dos smartphones e forçou aumentos de preços ao consumidor [7, 35]. A receita de smartphones no trimestre caiu 12,5%, e o EBIT do segmento despencou 70% em relação ao ano anterior [35, 36].
A receita total do 1º tri caiu 10,9%, para RMB 99,1 bilhões, representando a primeira contração trimestral de receita da empresa em quase três anos [20, 11]. O próprio mercado global de smartphones deve encolher 13,9% em 2026, de acordo com a IDC , criando um ambiente operacional brutal.
O segmento de veículos elétricos da Xiaomi, que já foi uma fonte de entusiasmo para os investidores, tornou-se um peso significativo. No 1º tri de 2026, a divisão de inovação em VE e IA registrou um prejuízo operacional de 3,1 bilhões de yuans, revertendo o lucro anual obtido em 2025 [11, 22]. Entregas mais lentas do que o esperado e a concorrência cada vez mais feroz na guerra de preços dos VEs na China pesaram fortemente sobre o negócio .
O aumento da concorrência e a pressão sobre as avaliações no espaço de VEs continuam a preocupar os investidores, que veem cada vez mais o segmento como um projeto que queima caixa e que está a anos de distância de se tornar um centro de lucro confiável .
Em 27 de maio de 2026, o Jefferies rebaixou a Xiaomi de Manutenção (Hold) para Performance Abaixo da Média (Underperform) e reduziu seu preço-alvo em 14%, para HK$ 25,49 [36, 37]. Os analistas citaram um resultado do primeiro trimestre abaixo das expectativas no nível do EBIT, somado a expectativas elevadas do mercado e pressão sobre a avaliação dos VEs .
O Jefferies destacou três obstáculos simultâneos: margens de lucro menores nos smartphones, queda nas vendas de veículos elétricos e custos de chips de memória em alta, sem sinais de redução . A corretora observou que o negócio principal de smartphones da Xiaomi está num fogo cruzado entre o aumento dos custos dos componentes e a feroz pressão de preços competitivos, enquanto a aceleração da produção de VEs permanece longe do ponto de equilíbrio
.
Na prática, a Xiaomi está lutando uma guerra em várias frentes. O programa massivo de recompra sinaliza a crença da gestão de que a ação está subvalorizada, mas, por enquanto, o veredito do mercado é claro: até que os fundamentos subjacentes do negócio se estabilizem, nenhuma quantidade de recompra de ações conseguirá colocar um piso sob o preço do papel.
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As ações da Xiaomi caíram para uma mínima de 52 semanas, a HK$ 25,58, em 11 de junho de 2026, apesar de um programa bilionário de recompra.
As ações da Xiaomi caíram para uma mínima de 52 semanas, a HK$ 25,58, em 11 de junho de 2026, apesar de um programa bilionário de recompra. No mesmo dia, a empresa gastou HK$ 201,9 milhões na recompra de 7,8 milhões de ações, sua 70ª operação do ano.
O Goldman Sachs alertou para um crescimento de receita de apenas 1% no segundo trimestre, enquanto o Jefferies rebaixou a recomendação para 'Underperform', citando margens menores em smartphones e prejuízos crescentes...