A posição de Hoffman é matizada e, segundo ele, não é uma desistência do Ethereum. Ele enquadra a venda como uma conclusão, e não como uma capitulação .
A tese se cumpriu, não falhou. Em seu ensaio publicado no Bankless, Hoffman escreveu: "A tese de que $ETH é dinheiro não falhou. Ela se cumpriu. O Ethereum conseguiu o preço de $ETH que merece, e não vejo o ETH sendo reavaliado para cima ou para baixo como um ativo" . Ele argumenta que o caso de investimento inicial para o ETH — de que se tornaria o ativo monetário dominante — alcançou o que tinha para alcançar. A janela de oportunidade para uma reavaliação estrutural dramática, em sua opinião, já fechou .
A rede está prosperando, mas a captura de valor do token está quebrada. Hoffman continua "massivamente otimista" em relação ao Ethereum como rede e plataforma de aplicações . O problema, como ele vê, é arquitetônico. O roteiro focado em rollups (Layer 2) foi desenhado para escalar a atividade, mas esse design, por natureza, empurra a captura de valor para essas L2s, para as aplicações construídas sobre elas e para as stablecoins que dominam o volume de transações. O ETH, o ativo da camada base, fica para trás .
Nas palavras dele, "Ethereum é um Doador, não um Tomador" — ou seja, maximiza o sucesso do seu ecossistema em vez do sucesso dos detentores de ETH . Os dados de 2026, segundo ele, mostram que a atividade da L1, as taxas e o preço do ativo nativo andam juntos, e o ETH não conseguiu a dominância bruta necessária para escapar da gravidade da avaliação baseada em receita .
Ele transformou palavras em ação. Hoffman revelou que dividiu o dinheiro da venda do ETH em cinco altcoins — $VVV, $ZEC, $HYPE, $NEAR e $LIT — sinalizando que vê melhores oportunidades de risco/retorno fora do ecossistema Ethereum . Ele também criticou a liderança da Ethereum Foundation e notou o êxodo de pesquisadores seniores como fatores que contribuem para uma "fadiga narrativa" em torno do ETH .
Ryan Sean Adams tira a conclusão oposta dos mesmos fatos. Para ele, a noção de que a rede pode prosperar enquanto o token definha não é só errada — é uma traição ao que o Ethereum deveria se tornar.
A tese 'Ethereum, não ETH' é uma armadilha mental. Adams chamou o sentimento crescente de que se pode ser otimista com a tecnologia do Ethereum sem ser otimista com o ETH de "a falácia mental que me levou a escrever e a criar podcasts em primeiro lugar" . Ele elaborou esse ponto, argumentando que dizer "você é otimista com o Ethereum, não com o ETH, é como dizer que você é otimista com os Estados Unidos, mas não com a economia americana. Eles são a mesma coisa" .
O ETH precisa ser uma reserva global de valor, ou o projeto falha. A posição de Adams reduz o sucesso do Ethereum a uma métrica única: o mundo trata o ETH como uma forma de colateral e preservação de riqueza de longo prazo, similar ao ouro digital? . Adams enxerga o ETH como a "largura de banda econômica" para o DeFi — o ativo que sustenta a credibilidade e a eficiência de capital de todo o ecossistema . Sem ele alcançar uma valuation de vários trilhões de dólares, o modelo econômico da rede está fundamentalmente quebrado.
O preço é o placar. Na época da declaração de Adams, o ETH estava sendo negociado cerca de 67% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.953 . Para Adams, essa performance de preço valida sua preocupação. Um crescimento de rede que não se traduz em valorização do token torna o Ethereum não diferente de uma plataforma fintech bem construída, mas centralizada .
Ele não vendeu. Diferente de Hoffman, Adams confirmou que não liquidou suas posses pessoais de ETH e mantém sua fé de longo prazo na rede .
Por trás desse choque pessoal e ideológico, existe uma tensão estrutural que antecede tanto a venda de Hoffman quanto o ultimato de Adams. O roteiro do Ethereum para 2026 — centrado em rollups de Layer 2 para escalabilidade — criou um paradoxo. A rede está processando mais atividade do que nunca, mas a camada base captura uma fatia cada vez menor das taxas geradas. As stablecoins rodando no Ethereum e em suas L2s agora dominam o volume de transações, enquanto rollups como Arbitrum e Optimism retêm cada vez mais suas próprias receitas de taxas .
Isso levou ao que alguns chamam de "crise de captura de valor" para o ETH. O ativo que protege a rede não é mais o principal beneficiário do crescimento da rede. Hoffman vê isso como uma escolha de design intencional com a qual ele agora está em paz. Adams vê como uma ameaça existencial que torna todo o projeto sem sentido se não for resolvida.
Os dois concordam com o diagnóstico, mas divergem completamente sobre se o paciente pode sobreviver. Essa questão — se a arquitetura do Ethereum pode ser reformada para religar o sucesso da rede ao preço do token — continua sendo o problema em aberto mais importante para o ecossistema na segunda metade de 2026 .
A posição de Hoffman é matizada e, segundo ele, não é uma desistência do Ethereum. Ele enquadra a venda como uma conclusão, e não como uma capitulação .
A tese se cumpriu, não falhou. Em seu ensaio publicado no Bankless, Hoffman escreveu: "A tese de que $ETH é dinheiro não falhou. Ela se cumpriu. O Ethereum conseguiu o preço de $ETH que merece, e não vejo o ETH sendo reavaliado para cima ou para baixo como um ativo" . Ele argumenta que o caso de investimento inicial para o ETH — de que se tornaria o ativo monetário dominante — alcançou o que tinha para alcançar. A janela de oportunidade para uma reavaliação estrutural dramática, em sua opinião, já fechou .
A rede está prosperando, mas a captura de valor do token está quebrada. Hoffman continua "massivamente otimista" em relação ao Ethereum como rede e plataforma de aplicações . O problema, como ele vê, é arquitetônico. O roteiro focado em rollups (Layer 2) foi desenhado para escalar a atividade, mas esse design, por natureza, empurra a captura de valor para essas L2s, para as aplicações construídas sobre elas e para as stablecoins que dominam o volume de transações. O ETH, o ativo da camada base, fica para trás .
Nas palavras dele, "Ethereum é um Doador, não um Tomador" — ou seja, maximiza o sucesso do seu ecossistema em vez do sucesso dos detentores de ETH . Os dados de 2026, segundo ele, mostram que a atividade da L1, as taxas e o preço do ativo nativo andam juntos, e o ETH não conseguiu a dominância bruta necessária para escapar da gravidade da avaliação baseada em receita .
Ele transformou palavras em ação. Hoffman revelou que dividiu o dinheiro da venda do ETH em cinco altcoins — $VVV, $ZEC, $HYPE, $NEAR e $LIT — sinalizando que vê melhores oportunidades de risco/retorno fora do ecossistema Ethereum . Ele também criticou a liderança da Ethereum Foundation e notou o êxodo de pesquisadores seniores como fatores que contribuem para uma "fadiga narrativa" em torno do ETH .
Ryan Sean Adams tira a conclusão oposta dos mesmos fatos. Para ele, a noção de que a rede pode prosperar enquanto o token definha não é só errada — é uma traição ao que o Ethereum deveria se tornar.
A tese 'Ethereum, não ETH' é uma armadilha mental. Adams chamou o sentimento crescente de que se pode ser otimista com a tecnologia do Ethereum sem ser otimista com o ETH de "a falácia mental que me levou a escrever e a criar podcasts em primeiro lugar" . Ele elaborou esse ponto, argumentando que dizer "você é otimista com o Ethereum, não com o ETH, é como dizer que você é otimista com os Estados Unidos, mas não com a economia americana. Eles são a mesma coisa" .
O ETH precisa ser uma reserva global de valor, ou o projeto falha. A posição de Adams reduz o sucesso do Ethereum a uma métrica única: o mundo trata o ETH como uma forma de colateral e preservação de riqueza de longo prazo, similar ao ouro digital? . Adams enxerga o ETH como a "largura de banda econômica" para o DeFi — o ativo que sustenta a credibilidade e a eficiência de capital de todo o ecossistema . Sem ele alcançar uma valuation de vários trilhões de dólares, o modelo econômico da rede está fundamentalmente quebrado.
O preço é o placar. Na época da declaração de Adams, o ETH estava sendo negociado cerca de 67% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.953 . Para Adams, essa performance de preço valida sua preocupação. Um crescimento de rede que não se traduz em valorização do token torna o Ethereum não diferente de uma plataforma fintech bem construída, mas centralizada .
Ele não vendeu. Diferente de Hoffman, Adams confirmou que não liquidou suas posses pessoais de ETH e mantém sua fé de longo prazo na rede .
Por trás desse choque pessoal e ideológico, existe uma tensão estrutural que antecede tanto a venda de Hoffman quanto o ultimato de Adams. O roteiro do Ethereum para 2026 — centrado em rollups de Layer 2 para escalabilidade — criou um paradoxo. A rede está processando mais atividade do que nunca, mas a camada base captura uma fatia cada vez menor das taxas geradas. As stablecoins rodando no Ethereum e em suas L2s agora dominam o volume de transações, enquanto rollups como Arbitrum e Optimism retêm cada vez mais suas próprias receitas de taxas .
Isso levou ao que alguns chamam de "crise de captura de valor" para o ETH. O ativo que protege a rede não é mais o principal beneficiário do crescimento da rede. Hoffman vê isso como uma escolha de design intencional com a qual ele agora está em paz. Adams vê como uma ameaça existencial que torna todo o projeto sem sentido se não for resolvida.
Os dois concordam com o diagnóstico, mas divergem completamente sobre se o paciente pode sobreviver. Essa questão — se a arquitetura do Ethereum pode ser reformada para religar o sucesso da rede ao preço do token — continua sendo o problema em aberto mais importante para o ecossistema na segunda metade de 2026 .