Trump rejeitou o memorando preliminar EUA Irã no fim de maio de 2026, exigindo limites nucleares mais duros e verificáveis, e enviou uma contraproposta a Teerã [35][38]. O esboço de uma página previa cessar fogo de 60 dias, moratória de enriquecimento, reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções – mas adiava...

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A mais recente tentativa de encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã bateu no muro quando o presidente Donald Trump se recusou a assinar um rascunho de memorando de entendimento que seus próprios negociadores haviam acertado provisoriamente com autoridades iranianas. Durante uma reunião na Sala de Crise em 30 de maio de 2026, Trump exigiu revisões significativas e enviou de volta a Teerã uma proposta mais dura, especialmente na supervisão do programa nuclear . A Casa Branca insistiu que qualquer acordo atendesse às condições centrais de Trump, declarando que "o Irã jamais poderá possuir armas nucleares"
.
O documento de uma página funcionaria como um passo intermediário: estenderia o cessar-fogo por 60 dias, reabriria o vital Estreito de Ormuz ao transporte comercial e abriria negociações formais sobre o programa nuclear iraniano . Trump vetou o texto por dois grandes motivos.
Primeiro, porque o acordo adiava as conversas nucleares em vez de resolvê-las de uma vez. A minuta suspendia restrições no estreito e oferecia alívio de sanções enquanto empurrava para depois a discussão detalhada sobre enriquecimento e estoques de urânio . Trump queria esses compromissos nucleares amarrados de partida, não varridos para debaixo do tapete.
Segundo, porque as travas nucleares no papel eram fracas demais. O texto incluía o compromisso iraniano de não buscar a bomba, mas Trump desejava limites mais rígidos, verificáveis, e dispositivos concretos para lidar com o urânio altamente enriquecido . Autoridades do governo afirmaram que o presidente estava concentrado em "fortalecer elementos cruciais para ele, particularmente no que toca aos materiais nucleares do Irã"
.
Nos bastidores, Trump enfrentava pressões em sentidos opostos. Reabrir o Estreito de Ormuz ajudaria a baixar o preço da gasolina nos EUA – uma aflição doméstica imediata –, mas fazê-lo sem um pacto nuclear robusto poderia desencadear uma reação dos falcões do próprio Partido Republicano, que consideram inaceitável qualquer recuo diante de Teerã .
As mudanças exatas que Trump despachou para Teerã não foram integralmente divulgadas, mas reportagens dos veículos Axios, The New York Times e outros apontam estas demandas :
A reação iraniana se desenrolou em várias frentes ao longo de maio de 2026:
Embora o texto nunca tenha sido publicado, várias reportagens dos veículos Axios, Euronews, Iran International e Xinhua descrevem o contorno geral do rascunho :
A controvérsia central permanecia sem solução: os EUA diziam que o memorando incluía restrições nucleares; o Irã insistia que os temas nucleares só seriam enfrentados em rodadas posteriores .
O impasse bateu direto no bolso do americano. O fechamento e a minagem do Estreito de Ormuz pelo Irã – por onde passa cerca de 20% do petróleo global – disparou os preços do barril e da gasolina .
Trump se reuniu com executivos do setor de petróleo e gás para discutir como administrar os efeitos de um bloqueio prolongado sobre os consumidores, mas negou publicamente que a preocupação com o custo de vida o estivesse forçando a aceitar um acordo frágil . A equação básica segue a mesma: enquanto o Estreito de Ormuz estiver conflagrado, a oferta global de petróleo fica estrangulada e a gasolina segue cara. Um acordo que reabra a passagem derrubaria os preços de imediato; um colapso das conversas pode provocar novos picos.
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Trump rejeitou o memorando preliminar EUA Irã no fim de maio de 2026, exigindo limites nucleares mais duros e verificáveis, e enviou uma contraproposta a Teerã [35][38].
Trump rejeitou o memorando preliminar EUA Irã no fim de maio de 2026, exigindo limites nucleares mais duros e verificáveis, e enviou uma contraproposta a Teerã [35][38]. O esboço de uma página previa cessar fogo de 60 dias, moratória de enriquecimento, reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções – mas adiava as negociações nucleares detalhadas [5][10].
A gasolina nos EUA ultrapassou US$ 4,23 por galão em abril e o petróleo Brent passou de US$ 110 o barril, enquanto o bloqueio do estreito pressionava o governo americano a fechar um acordo [23][21].