Mais cedo naquele mesmo dia 29, um Boeing 767-300 da Japan Airlines decolou do aeroporto de Haneda, em Tóquio, com destino a Kagoshima. Havia 226 pessoas a bordo. Pouco depois da decolagem, a torre de controle encontrou fragmentos de pneu na pista e alertou os pilotos, que interromperam a subida a 20 mil pés (cerca de 6.000 metros) .
A tripulação fez uma passagem baixa sobre Haneda para confirmar visualmente o dano: dois pneus dianteiros do trem de pouso principal estavam comprometidos. Em seguida, a aeronave foi desviada para o Aeroporto Internacional de Narita, onde pousou em segurança cerca de 90 minutos após a partida . As duas pistas — a de decolagem em Haneda e a de pouso em Narita — foram fechadas temporariamente enquanto as autoridades investigavam os destroços . Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Aqui no Brasil, é comum passageiros se preocuparem quando ouvem falar de “pneu estourado” em aviões. Vale lembrar que o trem de pouso de um jato como o 767 é projetado com múltiplos pneus e sistemas redundantes, e pousos com pneus danificados são emergências para as quais os pilotos treinam exaustivamente.
Já na manhã do dia 30 de maio, o voo BY7614 da TUI Airways havia acabado de decolar de Birmingham, na Inglaterra, rumo ao Mediterrâneo. Enquanto cruzava o espaço aéreo francês, a tripulação transmitiu o código de emergência Squawk 7700 e alterou a rota, retornando para Londres Gatwick para um pouso prioritário .
Até o momento, a companhia área não divulgou detalhes sobre o problema técnico específico que motivou o alerta. A aeronave pousou em segurança, e nenhum outro incidente foi associado publicamente a esse voo. Na aviação, um código 7700 é um sinal universal de emergência que aciona prioridade no controle de tráfego aéreo, mas pode ser acionado por uma ampla gama de motivos, desde uma falha hidráulica até uma suspeita de fumaça a bordo — o que não significa necessariamente risco iminente de acidente.
Nenhuma aeronave Boeing operada pela Delta Air Lines fez pouso de emergência nos dias 29 e 30 de maio de 2026, de acordo com os registros disponíveis. Houve um incidente anterior, em 18 de maio, quando um Airbus A350-900 da Delta que ia de Los Angeles para Xangai precisou desviar para Seattle devido a um passageiro extremamente indisciplinado . Esse episódio aconteceu em data diferente, com outro tipo de aeronave, e não integra o conjunto de ocorrências em análise.
As causas foram três: um passageiro com comportamento agressivo, um dano nos pneus detectado pela torre de controle e uma falha técnica não detalhada publicamente. Nenhuma das fontes oficiais consultadas traz declarações de analistas ou especialistas que vinculem os desvios a uma raiz comum, a um defeito em um componente compartilhado da Boeing ou a um risco sistêmico na frota.
A própria United Airlines já usou o termo “distintos e não relacionados entre si” para descrever uma série anterior de eventos, posição que se encaixa bem nesses incidentes de 29 e 30 de maio . Para os viajantes que monitoram a segurança aérea, a conclusão é mais tranquilizadora do que alarmante: foram desvios de precaução padrão, realizados por tripulações treinadas para lidar com esse tipo de contratempo. Embora uma sequência de manchetes sobre emergências com Boeings possa parecer assustadora, as causas documentadas são justamente os riscos operacionais rotineiros — passageiros indisciplinados, detritos na pista e panes momentâneas — que a indústria da aviação administra todos os dias.