Fase 2: Confirmação pós-FOMC. Após a decisão do Fed em 17 de junho, a prata caiu novamente abaixo de US$ 65 — para o menor nível desde 11 de junho — e estava no caminho para uma perda semanal de aproximadamente 4,5%, com o dólar atingindo a máxima em um ano . Em 19 de junho, a prata à vista fechou a US$ 65,795, uma queda de 3,14% no dia
.
O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou unanimemente em 17 de junho de 2026 para manter a taxa dos fundos federais em 3,50%–3,75% — a quarta manutenção consecutiva . A decisão em si era amplamente esperada. O choque veio dos detalhes no Sumário de Projeções Econômicas (SEP) e nas declarações que o acompanham:
A máxima histórica da prata foi estabelecida em 29 de janeiro de 2026, a US$ 121,64 por onça . Desse pico até o nível de ~US$ 65 em meados de junho, o metal caiu aproximadamente US$ 56–57, ou cerca de 47%
. Foi uma das correções mais agressivas da história moderna dos metais preciosos.
O sentimento tornou-se profundamente baixista (bearish) para metais preciosos. A ferramenta CME FedWatch atribuiu uma probabilidade de 61% de um aumento de 0,25 ponto percentual na reunião de outubro de 2026 . Outras fontes estimaram que o mercado precificava cerca de 70% de chance de um aumento até setembro
.
As perspectivas institucionais também mudaram. A Nuveen afirmou claramente: "Não esperamos um corte de juros até 2027" . Quase metade dos membros do FOMC agora apoia explicitamente um aumento em 2026, e os traders começaram a antecipar que o primeiro aumento pode ocorrer em poucos meses
.
As visões dos analistas estão nitidamente divididas entre cautela baixista de curto prazo e otimismo estrutural de alta (bullish).
Baixista / Cauteloso
Altista / Estrutural
A tensão central na perspectiva da prata é esta: déficits de oferta recordes e forte demanda industrial argumentam por preços mais altos ao longo do tempo, mas, no curto prazo, um Fed hawkish, dólar forte e indicadores técnicos em deterioração sugerem que a pressão de venda pode não ter acabado.
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