Os mercados reagiram rapidamente. Os contratos futuros do petróleo americano (WTI) subiram US$ 2,37, uma alta de 2,71%, para US$ 89,73 o barril, enquanto o Brent avançou cerca de 2,4%, para acima de US$ 93 . O salto reverteu a queda da sexta-feira anterior, quando a expectativa de um acordo EUA-Irã havia acalmado momentaneamente os ânimos
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A alta do petróleo não se deveu apenas ao Líbano. Até o domingo, 1º de junho, o presidente Trump ainda não havia decidido se assinaria a proposta de extensão do cessar-fogo de 60 dias com o Irã, embora um memorando de entendimento já estivesse sendo negociado por mediadores . O vice-presidente JD Vance disse a jornalistas que "ainda estava indefinido" se o presidente assinaria, mesmo com fontes americanas sugerindo que um acordo provisório estava em andamento
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Para complicar, o Irã negou publicamente que qualquer acordo de extensão tenha sido finalizado, criando um perigoso abismo de credibilidade entre as declarações otimistas de Washington e a posição de Teerã . Para o mercado de petróleo, esse limbo elimina a válvula de escape que um acordo diplomático proporcionaria. Qualquer evento isolado — um drone abatido, uma mina naval lançada ou um ataque com mísseis — agora carrega o risco de desencadear um conflito mais amplo
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O terceiro motor da disparada nos preços é o mais concreto: confrontos militares ativos e contínuos no ponto de estrangulamento mais crítico para o petróleo mundial. O Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% a 25% do petróleo global, permaneceu uma zona de combate apesar do cessar-fogo nominal .
Na última semana, as forças armadas dos EUA realizaram múltiplas rodadas do que chamam de "ataques em legítima defesa":
Esses incidentes confirmam que a hidrovia continua sendo ativamente disputada. Por trás da linguagem diplomática sobre um cessar-fogo, a realidade militar sobre as águas é de um risco crescente para a navegação.
Nenhum desses eventos isoladamente teria empurrado o WTI de volta para perto dos US$ 90 o barril. Foi o efeito combinado que abalou os mercados.
Essa crise em camadas criou o que observadores do mercado chamam de "prêmio de risco em três frentes". A disparada nos preços deixa claro que os mercados globais de energia não estão mais reagindo apenas a manchetes políticas, mas precificando um conflito multifacetado profundamente instável e sem uma saída clara à vista.