Na quarta-feira, as duas principais agências de energia cortaram suas perspectivas de demanda global de petróleo, citando as interrupções e os preços mais altos decorrentes da guerra dos EUA e Israel contra o Irã .
A AIE atribuiu a contração mais intensa à restrição no fornecimento de combustíveis e aos preços mais altos resultantes do conflito, que pesaram sobre a demanda . As duas agências agora divergem em mais de 2 milhões de barris por dia em suas perspectivas de demanda para 2026, refletindo uma profunda incerteza .
A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou que os estoques comerciais de petróleo bruto tiveram o maior aumento semanal em 3,5 anos — subindo 17,4 milhões de barris para 424,4 milhões de barris na semana encerrada em 7 de agosto . Isso foi uma surpresa em relação às expectativas do mercado, que previa uma redução de 1,4 milhão de barris .
O aumento foi impulsionado principalmente por uma forte queda nas exportações de petróleo dos EUA, que caíram para 3,06 milhões de bpd, o menor nível desde novembro de 2025 . Depois que o API (American Petroleum Institute) sinalizou um aumento de 9,07 milhões de barris no dia anterior, o número muito maior da EIA intensificou a liquidação .
"A magnitude do aumento é notável, já que as variações semanais geralmente ficam em um dígito", observou o CME Group em sua análise do relatório . O analista do UBS, Giovanni Staunovo, disse que o aumento é "um vento contrário para os preços", embora tenha acrescentado que a queda deve ser limitada enquanto os fluxos pelo Estreito de Hormuz permanecerem deprimidos .
Apesar da forte liquidação, os traders não estão abandonando o mercado. Dois riscos de alta continuam a dar suporte aos preços:
As conversas para reabrir a via estratégica permanecem em um impasse, sem progresso no acordo provisório EUA-Irã firmado em junho . Uma fonte iraniana sênior disse na quarta-feira que não houve progresso na definição de um cronograma para implementar o acordo . O impasse mantém as interrupções no transporte marítimo e as restrições de oferta, fornecendo um piso de preço .
Os ataques em andamento a navios no Golfo e na região de Bab el-Mandeb, ligados ao conflito mais amplo com o Irã, continuam a ameaçar os fluxos reais de suprimento . Analistas do ING observaram "pouco em termos de novos desenvolvimentos entre os EUA e o Irã, com ambos os lados permanecendo em um impasse", enquanto um grande ataque de drones ao porto de Novorossiysk, na Rússia, adicionou preocupações de oferta além do Oriente Médio .
O mercado de petróleo está preso entre duas forças poderosas e opostas:
Os temores do lado da demanda dominaram as negociações desta semana, mas o equilíbrio permanece frágil. Analistas observam que qualquer sinal de progresso na reabertura de Hormuz pode desencadear uma queda muito mais forte, enquanto um fracasso nas negociações ou novos ataques podem reverter rapidamente a fraqueza atual . O analista da PVM, John Evans, resumiu dizendo que a combinação de estoques americanos crescentes e estimativas de demanda mais fracas está "limitando o potencial de alta do mercado", mesmo com os riscos de conflito persistindo .
Na quarta-feira, as duas principais agências de energia cortaram suas perspectivas de demanda global de petróleo, citando as interrupções e os preços mais altos decorrentes da guerra dos EUA e Israel contra o Irã .
A AIE atribuiu a contração mais intensa à restrição no fornecimento de combustíveis e aos preços mais altos resultantes do conflito, que pesaram sobre a demanda . As duas agências agora divergem em mais de 2 milhões de barris por dia em suas perspectivas de demanda para 2026, refletindo uma profunda incerteza .
A Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) informou que os estoques comerciais de petróleo bruto tiveram o maior aumento semanal em 3,5 anos — subindo 17,4 milhões de barris para 424,4 milhões de barris na semana encerrada em 7 de agosto . Isso foi uma surpresa em relação às expectativas do mercado, que previa uma redução de 1,4 milhão de barris .
O aumento foi impulsionado principalmente por uma forte queda nas exportações de petróleo dos EUA, que caíram para 3,06 milhões de bpd, o menor nível desde novembro de 2025 . Depois que o API (American Petroleum Institute) sinalizou um aumento de 9,07 milhões de barris no dia anterior, o número muito maior da EIA intensificou a liquidação .
"A magnitude do aumento é notável, já que as variações semanais geralmente ficam em um dígito", observou o CME Group em sua análise do relatório . O analista do UBS, Giovanni Staunovo, disse que o aumento é "um vento contrário para os preços", embora tenha acrescentado que a queda deve ser limitada enquanto os fluxos pelo Estreito de Hormuz permanecerem deprimidos .
Apesar da forte liquidação, os traders não estão abandonando o mercado. Dois riscos de alta continuam a dar suporte aos preços:
As conversas para reabrir a via estratégica permanecem em um impasse, sem progresso no acordo provisório EUA-Irã firmado em junho . Uma fonte iraniana sênior disse na quarta-feira que não houve progresso na definição de um cronograma para implementar o acordo . O impasse mantém as interrupções no transporte marítimo e as restrições de oferta, fornecendo um piso de preço .
Os ataques em andamento a navios no Golfo e na região de Bab el-Mandeb, ligados ao conflito mais amplo com o Irã, continuam a ameaçar os fluxos reais de suprimento . Analistas do ING observaram "pouco em termos de novos desenvolvimentos entre os EUA e o Irã, com ambos os lados permanecendo em um impasse", enquanto um grande ataque de drones ao porto de Novorossiysk, na Rússia, adicionou preocupações de oferta além do Oriente Médio .
O mercado de petróleo está preso entre duas forças poderosas e opostas:
Os temores do lado da demanda dominaram as negociações desta semana, mas o equilíbrio permanece frágil. Analistas observam que qualquer sinal de progresso na reabertura de Hormuz pode desencadear uma queda muito mais forte, enquanto um fracasso nas negociações ou novos ataques podem reverter rapidamente a fraqueza atual . O analista da PVM, John Evans, resumiu dizendo que a combinação de estoques americanos crescentes e estimativas de demanda mais fracas está "limitando o potencial de alta do mercado", mesmo com os riscos de conflito persistindo .