Esta pausa não representa uma retirada do mercado de silício personalizado. Pelo contrário, é uma consolidação poderosa da estratégia de chips da Meta em torno de duas parceiras comprovadas: a Broadcom para o design e a TSMC para a fabricação. A decisão ganha ainda mais peso diante das dificuldades amplamente documentadas da Samsung em competir com a TSMC no crucial mercado de fundição avançada, essencial para os chips de IA de última geração.
A suspensão do projeto com a Samsung se encaixa em um padrão maior de concentração de recursos da Meta. No início de 2026, a empresa já havia descartado seu projeto de acelerador de IA "Olympus" devido aos altos riscos de execução no desenvolvimento de silício personalizado . Esses contratempos não frearam a ambição da Meta, apenas a redirecionaram. Ao pausar o trabalho com a divisão System LSI da Samsung, a Meta opta por evitar os riscos associados a um parceiro que enfrenta persistentes desafios tecnológicos e direciona seu investimento multibilionário para um ecossistema mais enxuto e confiável.
O futuro da Meta em chips de IA personalizados está agora firmemente ancorado em dois parceiros principais.
O relacionamento com a Broadcom, que já era a principal parceira de design de ASICs da Meta, foi massivamente expandido em abril de 2026. O novo acordo multigeracional, com duração de vários anos, se estende até pelo menos 2029 e tem um compromisso inicial superior a US$ 2,3 bilhões, com a Broadcom fornecendo até 1 GW de capacidade de chips . O CEO da Broadcom, Hock Tan, confirmou publicamente a solidez da parceria em uma teleconferência de resultados no primeiro trimestre de 2026, afirmando: "O roteiro do acelerador personalizado MTIA da Meta está vivo e passa bem. Já estamos embarcando" .
Este trabalho de design está sendo concretizado por meio de um agressivo roteiro de fabricação com a TSMC. Em março de 2026, a Meta anunciou a implantação de quatro novas gerações de seus chips MTIA (Meta Training and Inference Accelerator) — os modelos MTIA 300, 400, 450 e 500 — até o final de 2027 . Esse ritmo alucinante de um novo chip a cada seis meses é até quatro vezes mais rápido do que os ciclos típicos da indústria . O MTIA 300 já está em produção em massa, e o MTIA 400 está concluindo os testes antes de ser instalado nos data centers . E o ponto crucial: esses chips estão sendo fabricados pela TSMC, e não pela Samsung . Isso confirma que as conversas exploratórias da Meta com a Samsung Foundry em 2024 foram revertidas à medida que o roteiro do MTIA, construído sobre uma base de certeza de execução, se acelerava.
A incapacidade da Samsung de garantir esse negócio decorre de uma lacuna tecnológica e de execução bem documentada em relação à TSMC, o que a tornou uma parceira de maior risco para o silício de IA de missão crítica.
O cerne da dificuldade da Samsung está no baixo rendimento de produção (yield) em seus nós avançados de 3 nanômetros (nm) e abaixo disso, o que tem dificultado a atração e retenção de grandes clientes . A Samsung foi a primeira a iniciar a produção com a tecnologia GAA (Gate-All-Around) de 3nm, mas os rendimentos abaixo do esperado fizeram com que clientes como Google e Qualcomm migrassem para a TSMC . Mesmo com a meta de atingir 70% de rendimento em seu processo de 2nm da próxima geração, a TSMC continua a ampliar sua liderança tecnológica e de mercado .
O domínio da TSMC é quase absoluto. A empresa controla mais de 70% do mercado global de fundição, enquanto a fatia da Samsung caiu para cerca de 7-8% . Os processos avançados da TSMC estão "esgotados" até 2028, com Apple e Nvidia reservando quase toda a capacidade para os nós de 3nm e os futuros 2nm . Isso criou um mercado de vendedores, no qual a TSMC gera lucros enormes impulsionados por chips de IA, superando em muito os resultados da Samsung, ao mesmo tempo em que reinveste mais de cinco vezes mais capital em suas operações de fundição do que a concorrente sul-coreana .
A escassez de capacidade na TSMC normalmente seria um presente para a Samsung, mas os problemas de rendimento a impediram de capitalizar totalmente. A Samsung recorreu a táticas agressivas, como oferecer seus produtos de memória de alta largura de banda (HBM) em conjunto com serviços de fundição em condições preferenciais, para tentar atrair clientes como a MediaTek para longe da TSMC . Embora a Samsung tenha conquistado algumas vitórias — como a produção do chip AI6 de última geração da Tesla, um possível acordo de 2nm com a AMD e o pedido da unidade LPU "Groq 3" da Nvidia —, elas não são suficientes para preencher a lacuna de credibilidade com os maiores hiperescaladores de IA, como a Meta, que exigem uma produção massiva e confiável nos nós mais avançados .
A decisão da Meta de pausar seu projeto com a Samsung é uma consequência direta dessas forças interligadas:
A decisão da Meta é um movimento lúcido de gestão de risco por parte de uma empresa que está gastando dezenas de bilhões de dólares em infraestrutura de IA. Não é um comentário sobre o fim das ambições da Meta no setor de chips, mas uma prova de quão seriamente ela as leva. A empresa está apostando seu futuro em IA nos parceiros que podem entregar resultados com a velocidade e a segurança que seu roteiro exige, deixando a Samsung de fora de um dos programas de chips personalizados mais importantes da indústria.
Esta pausa não representa uma retirada do mercado de silício personalizado. Pelo contrário, é uma consolidação poderosa da estratégia de chips da Meta em torno de duas parceiras comprovadas: a Broadcom para o design e a TSMC para a fabricação. A decisão ganha ainda mais peso diante das dificuldades amplamente documentadas da Samsung em competir com a TSMC no crucial mercado de fundição avançada, essencial para os chips de IA de última geração.
A suspensão do projeto com a Samsung se encaixa em um padrão maior de concentração de recursos da Meta. No início de 2026, a empresa já havia descartado seu projeto de acelerador de IA "Olympus" devido aos altos riscos de execução no desenvolvimento de silício personalizado . Esses contratempos não frearam a ambição da Meta, apenas a redirecionaram. Ao pausar o trabalho com a divisão System LSI da Samsung, a Meta opta por evitar os riscos associados a um parceiro que enfrenta persistentes desafios tecnológicos e direciona seu investimento multibilionário para um ecossistema mais enxuto e confiável.
O futuro da Meta em chips de IA personalizados está agora firmemente ancorado em dois parceiros principais.
O relacionamento com a Broadcom, que já era a principal parceira de design de ASICs da Meta, foi massivamente expandido em abril de 2026. O novo acordo multigeracional, com duração de vários anos, se estende até pelo menos 2029 e tem um compromisso inicial superior a US$ 2,3 bilhões, com a Broadcom fornecendo até 1 GW de capacidade de chips . O CEO da Broadcom, Hock Tan, confirmou publicamente a solidez da parceria em uma teleconferência de resultados no primeiro trimestre de 2026, afirmando: "O roteiro do acelerador personalizado MTIA da Meta está vivo e passa bem. Já estamos embarcando" .
Este trabalho de design está sendo concretizado por meio de um agressivo roteiro de fabricação com a TSMC. Em março de 2026, a Meta anunciou a implantação de quatro novas gerações de seus chips MTIA (Meta Training and Inference Accelerator) — os modelos MTIA 300, 400, 450 e 500 — até o final de 2027 . Esse ritmo alucinante de um novo chip a cada seis meses é até quatro vezes mais rápido do que os ciclos típicos da indústria . O MTIA 300 já está em produção em massa, e o MTIA 400 está concluindo os testes antes de ser instalado nos data centers . E o ponto crucial: esses chips estão sendo fabricados pela TSMC, e não pela Samsung . Isso confirma que as conversas exploratórias da Meta com a Samsung Foundry em 2024 foram revertidas à medida que o roteiro do MTIA, construído sobre uma base de certeza de execução, se acelerava.
A incapacidade da Samsung de garantir esse negócio decorre de uma lacuna tecnológica e de execução bem documentada em relação à TSMC, o que a tornou uma parceira de maior risco para o silício de IA de missão crítica.
O cerne da dificuldade da Samsung está no baixo rendimento de produção (yield) em seus nós avançados de 3 nanômetros (nm) e abaixo disso, o que tem dificultado a atração e retenção de grandes clientes . A Samsung foi a primeira a iniciar a produção com a tecnologia GAA (Gate-All-Around) de 3nm, mas os rendimentos abaixo do esperado fizeram com que clientes como Google e Qualcomm migrassem para a TSMC . Mesmo com a meta de atingir 70% de rendimento em seu processo de 2nm da próxima geração, a TSMC continua a ampliar sua liderança tecnológica e de mercado .
O domínio da TSMC é quase absoluto. A empresa controla mais de 70% do mercado global de fundição, enquanto a fatia da Samsung caiu para cerca de 7-8% . Os processos avançados da TSMC estão "esgotados" até 2028, com Apple e Nvidia reservando quase toda a capacidade para os nós de 3nm e os futuros 2nm . Isso criou um mercado de vendedores, no qual a TSMC gera lucros enormes impulsionados por chips de IA, superando em muito os resultados da Samsung, ao mesmo tempo em que reinveste mais de cinco vezes mais capital em suas operações de fundição do que a concorrente sul-coreana .
A escassez de capacidade na TSMC normalmente seria um presente para a Samsung, mas os problemas de rendimento a impediram de capitalizar totalmente. A Samsung recorreu a táticas agressivas, como oferecer seus produtos de memória de alta largura de banda (HBM) em conjunto com serviços de fundição em condições preferenciais, para tentar atrair clientes como a MediaTek para longe da TSMC . Embora a Samsung tenha conquistado algumas vitórias — como a produção do chip AI6 de última geração da Tesla, um possível acordo de 2nm com a AMD e o pedido da unidade LPU "Groq 3" da Nvidia —, elas não são suficientes para preencher a lacuna de credibilidade com os maiores hiperescaladores de IA, como a Meta, que exigem uma produção massiva e confiável nos nós mais avançados .
A decisão da Meta de pausar seu projeto com a Samsung é uma consequência direta dessas forças interligadas:
A decisão da Meta é um movimento lúcido de gestão de risco por parte de uma empresa que está gastando dezenas de bilhões de dólares em infraestrutura de IA. Não é um comentário sobre o fim das ambições da Meta no setor de chips, mas uma prova de quão seriamente ela as leva. A empresa está apostando seu futuro em IA nos parceiros que podem entregar resultados com a velocidade e a segurança que seu roteiro exige, deixando a Samsung de fora de um dos programas de chips personalizados mais importantes da indústria.