A queda vertiginosa foi resultado de várias forças batendo simultaneamente, sem deixar pra onde correr.
Os ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) de Bitcoin nos EUA sangraram impressionantes US$ 4,4 bilhões em saídas líquidas ao longo de 13 dias consecutivos de negociação até 5 de junho, a sequência mais longa e profunda já registrada . Não se tratava de uma mera realização de lucros. A saída institucional sustentada sinalizou uma mudança estrutural no sentimento do mercado .
Dados de emprego nos EUA muito acima do esperado destruíram as esperanças de um alívio iminente nas taxas de juros. O mercado rapidamente passou a precificar um cenário em que o Federal Reserve manteria os juros elevados — ou até os aumentaria novamente — sob o comando do novo presidente de perfil hawkish (conservador), Kevin Warsh, esmagando o apelo de ativos especulativos como as criptomoedas .
A suspensão das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã e as ameaças renovadas ao Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, dispararam o preço da commodity em direção aos US$ 100 por barril . O risco inflacionário resultante não apenas reforçou a perspectiva macroeconômica conservadora, como desencadeou diretamente um movimento de "risk-off" (aversão ao risco), com investidores abandonando cripto em favor de portos seguros tradicionais .
A Strategy Inc. (antiga MicroStrategy), a maior detentora corporativa de Bitcoin, vendeu 32 BTC para cobrir obrigações de dividendos — sua primeira venda desde 2022. O movimento foi pequeno em termos financeiros, mas gigante no campo simbólico, quebrando a narrativa de que a empresa jamais venderia seus bitcoins . Suas ações caíram 9% com a notícia, e o dano psicológico reverberou por todo o mercado .
Antes da queda, o mercado futuro de Bitcoin era um barril de pólvora. O índice de alavancagem de contratos em aberto havia subido a níveis perigosamente altos, com o interesse em aberto de futuros representando 2,63% do valor de mercado do Bitcoin em 2 de junho e a versão de futuros perpétuos atingindo 2,48% .
Quando o preço rompeu o suporte crucial de US$ 70.000 no dia 2 de junho, o gatilho foi puxado: liquidações automáticas de posições compradas (long) superalavancadas foram acionadas . Essas vendas forçadas empurraram o preço para baixo, o que gerou mais liquidações, criando uma espiral negativa que se autoalimentava. Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu a média móvel de 200 dias e não conseguiu encontrar suporte em US$ 65.000, US$ 62.000 e, finalmente, em US$ 60.000. Mais de 50% de todo o suprimento de BTC entrou em prejuízo não realizado — um sinal que, historicamente, marcou os principais fundos de mercado de baixa .
A cascata de quatro dias produziu números de liquidação alarmantes. Como diferentes provedores de dados capturam janelas e plataformas ligeiramente diferentes, os números exatos variam. A tabela abaixo mostra os intervalos reportados.
| Data | Liquidações em 24h Reportadas | O Que Aconteceu |
|---|---|---|
| 2 de Junho | ~US$ 1,35 bi | Liquidações de posições compradas aceleram com a queda do BTC abaixo de US$ 67.000 . |
| 3 de Junho | US$ 1,1 bi – US$ 1,86 bi | A sangria se amplia; CoinGlass registra de US$ 1,1 bi a US$ 1,65 bi, enquanto o CryptoTimes reporta US$ 1,86 bi . |
| 4 de Junho | ~US$ 1,1 bi – US$ 1,5 bi | BTC próximo a US$ 62.000; mais de 208.000 traders liquidados . |
| 5 de Junho | US$ 1,75 bi | O pico da crise: 351.233 traders liquidados em um único dia, com o BTC atingindo US$ 59.100 . |
O maior prejuízo veio das posições compradas. No dia 5 de junho, por exemplo, mais de US$ 1,57 bilhão do total de US$ 1,75 bilhão veio de liquidações de "longs" — apostas de que o preço subiria . Ao longo de toda a semana, as liquidações acumuladas provavelmente superaram a casa dos US$ 5 a 6 bilhões.
Apesar da magnitude da queda, muitos analistas acreditam que o fundo do poço ainda não chegou.
Risco de queda para o Bitcoin:
O caminho do Ethereum parece ainda mais íngreme:
O cenário macroeconômico continua traiçoeiro. O risco de inflação impulsionado pelo petróleo, um Federal Reserve duro nos juros, e a venda institucional que ainda não se reverteu — todas as forças que causaram a queda — ainda estão em jogo. Os US$ 4,4 bilhões em saídas de ETFs não foram recuperados . Até que essas pressões diminuam ou um novo catalisador surja, o risco de novas liquidações permanece alto tanto para o Bitcoin quanto para o Ethereum.
A queda vertiginosa foi resultado de várias forças batendo simultaneamente, sem deixar pra onde correr.
Os ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) de Bitcoin nos EUA sangraram impressionantes US$ 4,4 bilhões em saídas líquidas ao longo de 13 dias consecutivos de negociação até 5 de junho, a sequência mais longa e profunda já registrada . Não se tratava de uma mera realização de lucros. A saída institucional sustentada sinalizou uma mudança estrutural no sentimento do mercado .
Dados de emprego nos EUA muito acima do esperado destruíram as esperanças de um alívio iminente nas taxas de juros. O mercado rapidamente passou a precificar um cenário em que o Federal Reserve manteria os juros elevados — ou até os aumentaria novamente — sob o comando do novo presidente de perfil hawkish (conservador), Kevin Warsh, esmagando o apelo de ativos especulativos como as criptomoedas .
A suspensão das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã e as ameaças renovadas ao Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, dispararam o preço da commodity em direção aos US$ 100 por barril . O risco inflacionário resultante não apenas reforçou a perspectiva macroeconômica conservadora, como desencadeou diretamente um movimento de "risk-off" (aversão ao risco), com investidores abandonando cripto em favor de portos seguros tradicionais .
A Strategy Inc. (antiga MicroStrategy), a maior detentora corporativa de Bitcoin, vendeu 32 BTC para cobrir obrigações de dividendos — sua primeira venda desde 2022. O movimento foi pequeno em termos financeiros, mas gigante no campo simbólico, quebrando a narrativa de que a empresa jamais venderia seus bitcoins . Suas ações caíram 9% com a notícia, e o dano psicológico reverberou por todo o mercado .
Antes da queda, o mercado futuro de Bitcoin era um barril de pólvora. O índice de alavancagem de contratos em aberto havia subido a níveis perigosamente altos, com o interesse em aberto de futuros representando 2,63% do valor de mercado do Bitcoin em 2 de junho e a versão de futuros perpétuos atingindo 2,48% .
Quando o preço rompeu o suporte crucial de US$ 70.000 no dia 2 de junho, o gatilho foi puxado: liquidações automáticas de posições compradas (long) superalavancadas foram acionadas . Essas vendas forçadas empurraram o preço para baixo, o que gerou mais liquidações, criando uma espiral negativa que se autoalimentava. Do ponto de vista técnico, o Bitcoin perdeu a média móvel de 200 dias e não conseguiu encontrar suporte em US$ 65.000, US$ 62.000 e, finalmente, em US$ 60.000. Mais de 50% de todo o suprimento de BTC entrou em prejuízo não realizado — um sinal que, historicamente, marcou os principais fundos de mercado de baixa .
A cascata de quatro dias produziu números de liquidação alarmantes. Como diferentes provedores de dados capturam janelas e plataformas ligeiramente diferentes, os números exatos variam. A tabela abaixo mostra os intervalos reportados.
| Data | Liquidações em 24h Reportadas | O Que Aconteceu |
|---|---|---|
| 2 de Junho | ~US$ 1,35 bi | Liquidações de posições compradas aceleram com a queda do BTC abaixo de US$ 67.000 . |
| 3 de Junho | US$ 1,1 bi – US$ 1,86 bi | A sangria se amplia; CoinGlass registra de US$ 1,1 bi a US$ 1,65 bi, enquanto o CryptoTimes reporta US$ 1,86 bi . |
| 4 de Junho | ~US$ 1,1 bi – US$ 1,5 bi | BTC próximo a US$ 62.000; mais de 208.000 traders liquidados . |
| 5 de Junho | US$ 1,75 bi | O pico da crise: 351.233 traders liquidados em um único dia, com o BTC atingindo US$ 59.100 . |
O maior prejuízo veio das posições compradas. No dia 5 de junho, por exemplo, mais de US$ 1,57 bilhão do total de US$ 1,75 bilhão veio de liquidações de "longs" — apostas de que o preço subiria . Ao longo de toda a semana, as liquidações acumuladas provavelmente superaram a casa dos US$ 5 a 6 bilhões.
Apesar da magnitude da queda, muitos analistas acreditam que o fundo do poço ainda não chegou.
Risco de queda para o Bitcoin:
O caminho do Ethereum parece ainda mais íngreme:
O cenário macroeconômico continua traiçoeiro. O risco de inflação impulsionado pelo petróleo, um Federal Reserve duro nos juros, e a venda institucional que ainda não se reverteu — todas as forças que causaram a queda — ainda estão em jogo. Os US$ 4,4 bilhões em saídas de ETFs não foram recuperados . Até que essas pressões diminuam ou um novo catalisador surja, o risco de novas liquidações permanece alto tanto para o Bitcoin quanto para o Ethereum.