Os colonos hastearam bandeiras israelenses no local e divulgaram a piscina como atração turística de natação por meio de grupos de WhatsApp, convocando voluntários e funcionários . Um outdoor na entrada anunciava um investimento de 3 milhões de shekels (cerca de US$ 1 milhão) do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, arquiteto da expansão dos assentamentos nos territórios ocupados
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Nemer apresentou a jornalistas documentos que, segundo ele, comprovam ser o proprietário da terra que abrange tanto a nascente quanto a piscina. Ele mostrou à Reuters um documento de propriedade de 2025 emitido pelo COGAT — a agência militar israelense que aplica a política civil nos territórios ocupados —, além de um mapa do registro fundiário de 1957, anterior à ocupação, que confirma os mesmos limites . O COGAT e o ministro Bezalel Smotrich não responderam aos pedidos de comentário
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O compromisso de Smotrich com o sítio de Fasayil faz parte de uma campanha muito maior. Em agosto de 2026, ele anunciou uma alocação de 113 milhões de shekels (US$ 37 milhões) para assumir o controle de mais de 70 sítios históricos em toda a Cisjordânia ocupada, complementando um plano de 250 milhões de shekels (US$ 83 milhões) aprovado em maio de 2026 . "Este é um ato sionista da mais alta ordem. Um povo sem passado não tem futuro", declarou Smotrich, descrevendo planos para novos centros de visitantes e instalações de pesquisa
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O objetivo declarado é "preservar" sítios históricos e fortalecer o turismo israelense na região . Palestinos e organizações de direitos humanos descrevem a iniciativa como uma tomada sistemática de terras e recursos hídricos sob o pretexto da arqueologia
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Dados das Nações Unidas citados pela Reuters mostram que colonos israelenses atacaram pelo menos 160 locais de água e saneamento em todo o território palestino apenas em 2026 . O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou que demolições e ataques de colonos continuam a afetar gravemente os sistemas hídricos, escolas e meios de subsistência palestinos, e que a violência dos colonos em 2026 já superou todo o ano de 2025 em número de fatalidades
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Até meados de 2026, mais de 100 incidentes de demolição ou violência de colonos danificaram ou destruíram mais de 190 estruturas relacionadas à água e ao saneamento em toda a Cisjordânia, aumentando a dependência de caminhões-pipa de emergência em comunidades vulneráveis .
O caso de Fasayil não é isolado. Pesquisadores palestinos estimam que os colonos agora controlam cerca de 95% das nascentes no norte do Vale do Jordão, cortando sistematicamente o acesso de agricultores e pastores palestinos às suas principais fontes de água . O oficial da Autoridade Palestina, Adel Yassin, caracterizou a campanha como uma "guerra da água" deliberada, projetada para tornar a vida palestina no Vale do Jordão insustentável e forçar o deslocamento
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Outros incidentes documentados incluem:
O padrão, segundo autoridades palestinas, agências da ONU e organizações de direitos humanos, é o de uma campanha coordenada de ataques à infraestrutura hídrica, tomada de nascentes e ocupação de sítios arqueológicos que priva sistematicamente as comunidades palestinas do acesso à água, enquanto expande os assentamentos controlados por Israel e as zonas turísticas. O Pacific Institute, um think tank apartidário com sede na Califórnia que monitora conflitos hídricos, descobriu que forças armadas e colonos israelenses atacaram fontes de água palestinas mais de 250 vezes nos cinco anos até meados de 2025, classificando a situação como "o ataque mais sustentado a sistemas civis de abastecimento de água dos últimos anos" .
Como disse o agricultor Saad Nemer: "Eles estão agora em processo de desenvolver um parque recreativo ao redor da piscina" . A água dele continua cortada.