2. Suspensão das sanções e liberação de ativos congelados
Um dos pilares da proposta é o fim das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e a liberação de ativos iranianos congelados em bancos estrangeiros. Segundo autoridades de Teerã, o alívio das sanções é essencial para que qualquer acordo de paz seja sustentável.
3. Fim do bloqueio naval dos EUA
O plano também pede a retirada do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, que afeta o comércio iraniano. Esse bloqueio, combinado às tensões militares, tem impactado rotas de navegação no Golfo Pérsico e especialmente no Estreito de Hormuz.
4. Retirada de tropas americanas próximas ao Irã
Teerã exige que forças militares dos EUA se retirem de áreas próximas às suas fronteiras ou consideradas parte de sua esfera de segurança regional. Autoridades iranianas apresentam essa medida como garantia para evitar novas escaladas militares.
5. Reparações de guerra
O governo iraniano também pede compensação financeira pelos danos causados durante o conflito envolvendo Estados Unidos e Israel. A mídia estatal descreve essas reparações como pagamento pela destruição provocada pela guerra.
Analistas classificam o conjunto de exigências como uma proposta "maximalista" — ou seja, um pacote que exige concessões políticas, militares e econômicas significativas de Washington ao mesmo tempo em que prevê uma desescalada militar imediata.
A resposta americana foi rápida. Depois que o Irã enviou sua posição por canais diplomáticos, o presidente Donald Trump rejeitou publicamente a proposta, chamando-a de “TOTALLY UNACCEPTABLE” ("totalmente inaceitável").
A reação expôs o tamanho da distância entre os dois lados. Autoridades americanas continuam preocupadas com temas como o programa nuclear iraniano e a segurança regional mais ampla — questões que, segundo relatos, não foram plenamente resolvidas na resposta iraniana.
Com a rejeição, qualquer avanço rumo a um acordo ficou mais lento, aumentando o risco de que as negociações entrem em colapso caso nenhuma das partes flexibilize suas posições.
O Paquistão passou a desempenhar um papel importante como mediador diplomático entre Washington e Teerã. Como o diálogo direto tem sido limitado, Islamabad atua como canal para transmitir propostas e respostas entre os dois governos.
Esse mecanismo mantém as negociações vivas do ponto de vista diplomático. Ainda assim, relatos indicam que a nova proposta iraniana se parece com ofertas anteriores que os Estados Unidos já haviam rejeitado, o que dificulta reduzir a distância entre as posições.
O impasse diplomático tem efeitos imediatos nos mercados globais de energia. O motivo principal é o Estreito de Hormuz — um corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
Qualquer interrupção nessa rota pode provocar alta nos preços do petróleo quase instantaneamente.
Após Trump rejeitar a proposta iraniana, os preços do petróleo subiram, refletindo temores de um conflito prolongado e restrições ao transporte marítimo na região.
Mais tarde, o mercado reagiu na direção oposta quando surgiram relatos na mídia iraniana de que os Estados Unidos poderiam permitir uma suspensão temporária das sanções sobre o petróleo iraniano. Com isso, o Brent recuou cerca de US$1,48, chegando a US$107,78 por barril depois de ter atingido US$112 na mesma sessão.
Mesmo assim, a volatilidade permanece alta. Preocupações com a oferta global e possíveis interrupções no transporte pelo Golfo continuam mantendo os preços elevados sempre que as negociações parecem estagnar.
Apesar do impasse, os canais diplomáticos continuam abertos. O Paquistão segue transmitindo propostas entre Teerã e Washington, e sinais ocasionais de disposição para negociar surgem dos dois lados.
Ainda assim, a distância entre as exigências iranianas — especialmente sobre sanções, reparações e garantias de segurança — e as condições americanas para encerrar o conflito permanece grande.
Enquanto essas diferenças persistirem, tanto o processo de negociação quanto os mercados globais de energia devem continuar marcados por incerteza.